A poesia que é escrita, é como algo que nos toca o coração. Poemas singulares, que por vezes utilizam o quotidiano e ,que através dele, se fazem especiais.
Confesso que a mão com que foi escrito este livro me tocou o coração e abriu-o, novamente, para uma realidade da qual me mantenho cativa, a ausência de algo ou alguém. São variados poemas que falam da ausência, da busca de identidade através da perda de alguém ou mesmo através da poesia. Abordar o tempo não é fácil, pois ao abordar o mesmo, também nos escapa das mãos… mas este tempo de leitura é, sim, um agarrar o tempo pelas mãos e fazê-lo parar. Pará-lo e poder refletir sobre tudo!
Aconselho vivamente a leitura deste novo livro! Encararmos o tempo e gastarmo-lo da melhor maneira, a leitura!
Deixo ainda espaço para um pequeno excerto do prefácio que não me deixou indiferente:
“ […] é a dor, toda a dor, principalmente a que advém da interiorização da finitude, a força motriz que nos acorda todos os dias de manhã e nos faz batalhar uma guerra que sabemos à partida perdida contra um inimigo invisível, inaliável, incompreensível e inexplicável- o Tempo.”