Crónicas de António Araújo contra o olvido e a obscuridade de várias personalidades nacionais. Estes «quase obituários», ou vinhetas biográficas, habitaram as páginas do Diário de Notícias de 2020 a 2023, servindo também como crónica dos tempos e do país, dando prova de vida de várias personalidades nacionais caídas de certa forma no esquecimento — por iniciativa própria ou por apagamento involuntário, não interessa. Aqui estão essas pessoas reunidas agora em livro, de Carolina Salgado a Lena d’Água, de Gabriel Alves a Carlos Cruz, testemunhas da efemeridade de tudo, convocadas tanto para recordar os lamentavelmente esquecidos como para não se furtarem ao juízo da memória colectiva. «Sentir-me-ei feliz e realizado se do conjunto destas crónicas resultar um retrato amplo, mesmo que impressionista e a sépia, quase alegórico, das profundas transformações sociais e culturais que Portugal vem sofrendo nas últimas décadas, coincidentes com a génese e a consolidação da nossa democracia.»
ANTÓNIO CARLOS CANDEIAS DE ARAÚJO nasceu em Lisboa em 1966. Licenciado em Direito e Mestre em Ciências Jurídico-Políticas, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Doutor em História Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, onde apresentou a tese A oposição católica no marcelismo: o caso da Capela do Rato. Exerce funções docentes na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Assessor do Tribunal Constitucional, desempenha actualmente funções de consultor para os Assuntos Políticos do Presidente da República, desde 2006. Autor de vários livros e artigos no domínio da Ciência Política, do Direito Constitucional e da História Contemporânea. É ainda administrador executivo e representante da Fundação Francisco Manuel dos Santos na Direcção do Centro Português de Fundações.