Coração Fraco e Outras Histórias reúne seis contos e novelas publicados entre 1846 e 1848, um período de experimentação literária em que o autor tenta despojar-se do convencional e canonicamente aceite para embarcar numa profusão de estilos, temas e formas dinâmicos, invulgares e originais que, aos olhos do gosto contemporâneo, pareciam incompreensíveis e inconciliáveis. Esta colectânea é representativa de um momento essencial no percurso de Fiódor Dostoiévski, uma vez que se cruzam tendências preexistentes e recorrentes no panorama literário russo com esboços de personagens, cenários e situações que o autor cultivará posteriormente.
A obra é experimental, num período em que Dostoyevsky estava a testar estilos novos. Contudo, é exaustivo a insistência num pseudo romantismo misturado com o realismo e com uma sociedade pseudo aristocrática russa. Não conseguiu, a meu ver, explorar profundidade em contos feitos para não serem profundos. Se tiver de destacar algum, destaco claramente “A Senhoria”, algo onde o autor explora uma visão transcendental diferente.
A obra de renome, “Coração Fraco”, é um rodeio cansativo.