Este livro é sobre um pai de tenista e sobre o pai de um tenista. São papéis diferentes que Osvaldo Meligeni, argentino de Buenos Aires, interpretou ao educar e formar seu filho Fernando como pessoa e como jogador.
"Tomara que, ao terminar este livro, você tenha a sensação de que teria sido muito bom conhecer Osvaldo pessoalmente. Ou, melhor ainda, a sensação de que seu pai adoraria tê-lo conhecido. Porque é disso que se pai e filho caminhando juntos pelas maravilhas e armadilhas da vida.” – André Kfouri
Em primeira pessoa, Fernando relata momentos marcantes da convivência com o pai, conversas a bordo de um veleiro na infância e adolescência e exemplos de conduta que determinaram sua forma de enxergar a vida e o mundo. É uma história de amor e renúncia, de liderança e paciência, de retidão e esperança.
O livro também retrata como a vinda de Osvaldo para o Brasil, acompanhado da esposa e de dois filhos pequenos, forjou a solidez de um núcleo familiar sem o qual a carreira esportiva de Fernando não teria existido. Foi um processo que conduziu não apenas ao sucesso de Meligeni no tênis como também à escolha por se naturalizar brasileiro e representar o país que os acolheu.
Osvaldo era uma dessas pessoas que jamais deixam de aprender e que ensinam sem pretender. Sua sabedoria simples era um convite permanente a conversas que acrescentam e constroem. São as lembranças desses encontros inesquecíveis que Fernando compartilha com os leitores de forma leve e bem-humorada, mas com a devida sensibilidade.
Tem livro que parece que encontra a gente. As decisões do coração estão sempre certas foi um desses encontros. Li em dois dias — daqueles que fazem parecer que o autor está conversando com você. Talvez pela narrativa íntima, talvez pelos princípios tão humanos que fica difícil não se identificar.
É uma história sobre a relação entre pai e filho, sobre o tênis, sobre o mar — mas, acima de tudo, sobre viver com intenção. Tenho tentado escrever meus próprios princípios de vida, e talvez por isso esse livro tenha me tocado tanto.
A leitura me lembrou que, por mais que a experiência humana pareça individual, ela é profundamente coletiva. Nossas dúvidas, medos e alegrias são mais parecidos do que a gente imagina. E talvez por vergonha, ou ego, a gente divida isso muito menos do que deveria.
E, para guardar (e talvez dividir com quem também precise), deixo aqui algumas das minhas partes favoritas — frases que anotei porque quero me lembrar:
Sobre aprender a sustentar o que a gente sente, quer, e as nossas prioridades:
- “A solução estava comigo, no aprendizado de lidar com meus sentimentos e compreender minhas prioridades.”
- “A última fase é a da decisão, quando assumimos de vez a responsabilidade por nosso caminho e estamos prontos para fazer escolhas e lidar com elas.”
Sobre sempre termos uma segunda chance de reparar as coisas (mesmo quando isso significa voltar atrás e admitir e aprender com erros)
- “Só que, como se diz no tênis, a bolinha sempre volta e nos dá a chance de acertar. É preciso estar esperando por ela e preparado para rebater.”
Eu li o livro em “uma sentada”, é um livro relativamente curto (190 páginas) que trata das interações entre o Fernando Meligeni e seu pai ao longo da sua carreira como tenista juvenil e profissional. Tem passagens muito interessantes e que nos fazem refletir bastante. Eu recomendo.
Livro de memórias muito simples e bonito. Cumpriu o objetivo de nos fazer gostar do seu Osvaldo sem conhecê-lo. Ficou claro que era uma pessoa interessante para ser retratada.
Eu não li, ouvi no Audible. Vale o elogio à narração do André Kfouri, muito bem entregue.
Livro simples, que cumpre o objetivo proposto. Bonito, sensível e com histórias tão boas que te fazem não querer sair do livro. Curto, li em dois dias. Vale bastante a pena.