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Dizem que Sebastião
Uma viagem pela cidade de Lisboa na companhia de grandes escritores…
Sebastião Breda, vice-presidente de uma multinacional, workaholic e quarentão abastado, percebe um belo dia que a vida lhe tem passado ao lado e decide remediar a solidão convidando uma colega para um jantar romântico. O problema é que a sua bagagem não vai além de estratégias de venda e planos de marketing – e o arraso que leva de Margarida à mesa do restaurante é humilhação bastante para que o seu coração acabe a pregar-lhe um valente susto. O médico recomenda-lhe então um ano de descanso, e Sebastião resolve aproveitá-lo a cultivar-se, fazendo, numa livraria da Baixa, um amigo que lhe dá bons conselhos e sentando-se junto às estátuas dos escritores espalhadas pelas praças e jardins de Lisboa, que, eloquentes à sua maneira, o iluminam sobre os mais diversos assuntos, entre eles, evidentemente, a questão feminina. Um ano depois, não se pode dizer que Sebastião seja o mesmo homem.
Depois do muito aplaudido O Intrínseco de Manolo, João Rebocho Pais regressa à ficção com um romance – divertido, terno e cheio de ironia – sobre a dicotomia entre números e letras e a pobreza intrínseca de algumas pessoas que só aparentemente são bem-sucedidas. Dizem Que Sebastião é uma homenagem aos livros e ao que podemos aprender com eles até sobre nós próprios
Sebastião Breda, vice-presidente de uma multinacional, workaholic e quarentão abastado, percebe um belo dia que a vida lhe tem passado ao lado e decide remediar a solidão convidando uma colega para um jantar romântico. O problema é que a sua bagagem não vai além de estratégias de venda e planos de marketing – e o arraso que leva de Margarida à mesa do restaurante é humilhação bastante para que o seu coração acabe a pregar-lhe um valente susto. O médico recomenda-lhe então um ano de descanso, e Sebastião resolve aproveitá-lo a cultivar-se, fazendo, numa livraria da Baixa, um amigo que lhe dá bons conselhos e sentando-se junto às estátuas dos escritores espalhadas pelas praças e jardins de Lisboa, que, eloquentes à sua maneira, o iluminam sobre os mais diversos assuntos, entre eles, evidentemente, a questão feminina. Um ano depois, não se pode dizer que Sebastião seja o mesmo homem.
Depois do muito aplaudido O Intrínseco de Manolo, João Rebocho Pais regressa à ficção com um romance – divertido, terno e cheio de ironia – sobre a dicotomia entre números e letras e a pobreza intrínseca de algumas pessoas que só aparentemente são bem-sucedidas. Dizem Que Sebastião é uma homenagem aos livros e ao que podemos aprender com eles até sobre nós próprios
- GenresRomance
176 pages, Paperback
First published January 1, 2014
About the author
João Rebocho Pais
4 books7 followersJOÃO REBOCHO PAIS nasceu em Lisboa em 1962. Cresceu no bairro de Olivais Sul, terra fértil em personalidades de vulto, de filantropos a vigaristas, de homens de ciência e cultura a comerciantes de mercadorias ilícitas. Entrou para a aviação comercial em 1985, trabalhando há mais de vinte cinco anos como comissário de bordo, o que lhe tem permitido conhecer culturas muito disintas e inspiradoras. Tem dois filhos, Miguel e Francisco, sem os quais nada entende. Nunca imaginou escrever uma história para tanta gente. Até agora, os livros tinham sido apenas uma doce e viciante dependência. O Intrínseco de Manolo é a sua estreia no romance.
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Community Reviews
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
July 4, 2014
Devia ter começado na aldeia alentejana de Cousa Vã, pela ternura do "Intrínseco de Manolo", pela sua azinheira secular e pela magia da linguagem popular, mas eis que me chega às mãos a obra-prima "Dizem que Sebastião". Começar pelo fim já não é cousa inédita, muito menos para homens de barba rija — como são os benfiquistas, nada nos mete medo. É de ausência de medo que João Rebocho Pais está munido.
Também conhecido como Red Jan, o autor e comissário-dos-céus lisbonense arranca parte da sua alma viajante e entrega-a — de bandeja — a Sebastião Breda, um executivo importante que vê a sua vida a andar para trás (daí começarmos pelo fim). Depois de um jantar desastrosamente divertido, Sebastião ouve o seu médico aconselhá-lo a parar, a mudar de vida. Nem imagino o autor na pele de Sebastião, nunca desejando o mesmo, mas admitindo que não gosta de gente mentirosa nem de demagogias. Mesmo não sabendo tocar música, João Rebocho Pais enche as estórias de melodias faladas, pausas inteligentes e mestrias orquestradas.
Num livro obrigatório para os amantes da literatura, não só por de um grande livro se tratar, mas também por ser um livro sobre outros livros, sobre outros escritores e as suas estátuas, João Rebocho Pais convida o leitor a uma viagem ao encontro de Pessoa, Eça e Luís Vaz. Mas não só. Entre os que Sebastião passa a conhecer, eis que surge a margem açoriana, inspiradora, a veia poética de Antero de Quental. E despertei para mais um regresso ao passado. Mais uma viagem às origens!
Se não conhecia Sebastião, quero conhecer Manolo e o seu âmago, porque João Rebocho Pais tuteia as palavras, as frases, com paixão tal que nos aprisiona, nos arrebata, com a entrega contemplativa e filosófica do mistério que é a vida. Mas não voa só: convida-nos a ver o mundo de cima, de fora da caixa. João Rebocho Pais dá-nos asas.
Também conhecido como Red Jan, o autor e comissário-dos-céus lisbonense arranca parte da sua alma viajante e entrega-a — de bandeja — a Sebastião Breda, um executivo importante que vê a sua vida a andar para trás (daí começarmos pelo fim). Depois de um jantar desastrosamente divertido, Sebastião ouve o seu médico aconselhá-lo a parar, a mudar de vida. Nem imagino o autor na pele de Sebastião, nunca desejando o mesmo, mas admitindo que não gosta de gente mentirosa nem de demagogias. Mesmo não sabendo tocar música, João Rebocho Pais enche as estórias de melodias faladas, pausas inteligentes e mestrias orquestradas.
Num livro obrigatório para os amantes da literatura, não só por de um grande livro se tratar, mas também por ser um livro sobre outros livros, sobre outros escritores e as suas estátuas, João Rebocho Pais convida o leitor a uma viagem ao encontro de Pessoa, Eça e Luís Vaz. Mas não só. Entre os que Sebastião passa a conhecer, eis que surge a margem açoriana, inspiradora, a veia poética de Antero de Quental. E despertei para mais um regresso ao passado. Mais uma viagem às origens!
Se não conhecia Sebastião, quero conhecer Manolo e o seu âmago, porque João Rebocho Pais tuteia as palavras, as frases, com paixão tal que nos aprisiona, nos arrebata, com a entrega contemplativa e filosófica do mistério que é a vida. Mas não voa só: convida-nos a ver o mundo de cima, de fora da caixa. João Rebocho Pais dá-nos asas.
June 5, 2014
A compelling story about a man who rediscovers life as he realizes he's wasted most of it around a busy business career. After a failed dinner with his love interest Margarida ends with a heart attack, Sebastião decides it is time he takes a dive into the broad cultural life that literature has to offer, and starts talking to the statues scattered around a vibrant Lisbon.
A book that remembers us just how important reading can be, and that sometimes, as life goes by, we can lose track of what really matters.
A book that remembers us just how important reading can be, and that sometimes, as life goes by, we can lose track of what really matters.
March 20, 2021
Este é um pequeno e curioso livro. A história em si não é nova, um homem de poder tem um problema de saúde e ao forçar-se a abrandar, reflecte sobre a vida, sobre o que deixou para trás, o que perdeu, as oportunidades que abandonou em prol de uma vida de sucesso profissional que mascara a solidão e ilusão em que vive. Neste caso, Sebastião Breda, executivo, decide usar um ano sabático para mergulhar na literatura portuguesa enquanto visita e fala com as estátuas de poetas por Lisboa fora.
A premissa é simples e interessante.
Gosto da linguagem floreada do autor, algures entre a poesia e pensamentos filosóficos, mas senti por vezes que contava duas histórias.
Creio que a história de fundo é apenas o palco para as dissertações livres sobre os nossos vultos literários e os pensamentos de Sebastião, mas faz-me falta mais ação, mais tempo dedicado às ideias concretas e às personagens. As personagens, excepto a central, parecem meros acessórios para as reflexões do autor. Não compreendo as suas motivações e não senti que tiremos alguma conclusão dali excepto serem figurantes para dar a Sebastião um final feliz.
Tirando esta narrativa demasiado aberta, a leitura é fluida e agradável.
O melhor: alguns momentos de reflexão e os passeios por Lisboa com referências históricas. Deu-me vontade de ser turista na minha cidade e reler alguns autores clássicos portugueses.
O pior: esta narrativa aberta que serve a personagem principal. Parece que a sua luta é minimizada e irrelevante. A falta de corpo das personagens secundárias. A meu ver seria uma história mais rica se compusesse essa tapeçaria de pessoas de outra forma.
Ainda assim, foi uma leitura agradável que despertou curiosidade e motivou alguma curiosidade. Nota positiva portanto.
A premissa é simples e interessante.
Gosto da linguagem floreada do autor, algures entre a poesia e pensamentos filosóficos, mas senti por vezes que contava duas histórias.
Creio que a história de fundo é apenas o palco para as dissertações livres sobre os nossos vultos literários e os pensamentos de Sebastião, mas faz-me falta mais ação, mais tempo dedicado às ideias concretas e às personagens. As personagens, excepto a central, parecem meros acessórios para as reflexões do autor. Não compreendo as suas motivações e não senti que tiremos alguma conclusão dali excepto serem figurantes para dar a Sebastião um final feliz.
Tirando esta narrativa demasiado aberta, a leitura é fluida e agradável.
O melhor: alguns momentos de reflexão e os passeios por Lisboa com referências históricas. Deu-me vontade de ser turista na minha cidade e reler alguns autores clássicos portugueses.
O pior: esta narrativa aberta que serve a personagem principal. Parece que a sua luta é minimizada e irrelevante. A falta de corpo das personagens secundárias. A meu ver seria uma história mais rica se compusesse essa tapeçaria de pessoas de outra forma.
Ainda assim, foi uma leitura agradável que despertou curiosidade e motivou alguma curiosidade. Nota positiva portanto.
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