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Profissões que (quase) não existem mais

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Profissões que (quase) não existem mais é um convite para explorar os corredores do tempo e descobrir algumas das profissões que foram deixadas para trás na marcha implacável do progresso tecnológico, como lanterninhas de cinema, telefonistas e datilógrafos.

110 pages, Kindle Edition

Published November 1, 2024

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February 18, 2025
O livro fala sobre:

1. Lanterninha de Cinema:
Função: O lanterninha, também conhecido como porteiro ou fiscal de sala, era o responsável por controlar o acesso às salas de cinema. Ele verificava os ingressos, orientava o público sobre os lugares, impedia a entrada de pessoas sem ingresso ou que causassem tumulto, e mantinha a ordem durante as sessões. Em cinemas maiores, podia haver vários lanterninhas, cada um responsável por uma seção específica da sala.
Contexto Histórico: Nos primórdios do cinema, quando as salas eram mais simples e a tecnologia menos avançada, o lanterninha era essencial para garantir a organização e o bom andamento das exibições. Ele também ajudava a manter a atmosfera mágica e a experiência do espectador, muitas vezes com o uso de lanternas para guiar as pessoas na escuridão.
Declínio: Com o tempo, a automação, o aumento da fiscalização na entrada e a bilhetagem eletrônica tornaram a função do lanterninha menos crucial, levando à sua extinção gradual.

2. Telefonista:
Função: A telefonista era a pessoa que operava uma central telefônica manual, conectando chamadas entre diferentes pessoas. Ela recebia as ligações, identificava o número solicitado e conectava os fios nos painéis da central para estabelecer a comunicação.
Contexto Histórico: Antes da automatização das centrais telefônicas, que começou no final do século XIX e se intensificou no século XX, as telefonistas eram essenciais para o funcionamento das redes de telefonia. Era um trabalho que exigia atenção, precisão e boa comunicação.
Declínio: A automatização completa das centrais telefônicas, com o uso de equipamentos eletrônicos e software, eliminou a necessidade de telefonistas.

3. Despertadores Humanos:
Função: Em algumas cidades, especialmente durante a era industrial, havia pessoas que ofereciam o serviço de "despertador humano". Elas eram contratadas para acordar outras pessoas, batendo nas janelas das casas ou gritando seus nomes pela manhã.
Contexto Histórico: Essa profissão surgiu em um período em que os despertadores mecânicos eram caros ou pouco confiáveis. Era uma forma de garantir que os trabalhadores chegassem no horário em suas fábricas e oficinas.
Declínio: Com o desenvolvimento de despertadores mais acessíveis e confiáveis, o "despertador humano" se tornou obsoleto.

4. Acendedores de Postes:
Função: Os acendedores de postes eram responsáveis por acender e apagar as lâmpadas das ruas. Inicialmente, as lâmpadas eram a gás, e os acendedores usavam uma vara com uma chama para acendê-las. Com o tempo, as lâmpadas a gás foram substituídas por lâmpadas elétricas, e os acendedores passaram a ligar e desligar as lâmpadas em interruptores ou painéis de controle.
Contexto Histórico: Essa profissão surgiu com a iluminação pública, no século XIX, e era fundamental para garantir a segurança e o conforto das cidades durante a noite.
Declínio: Com o desenvolvimento de sistemas de iluminação automática, como fotocélulas e temporizadores, a função do acendedor de postes se tornou desnecessária.

5. Radiodramaturgia:
Função: A radiodramaturgia é a criação e produção de peças teatrais transmitidas pelo rádio. Os radiodramaturgos escreviam os roteiros, adaptavam obras literárias para o rádio, e dirigiam as produções.
Contexto Histórico: A radiodramaturgia foi muito popular nas décadas de 1930 a 1950, antes da popularização da televisão. As rádios transmitiam novelas, peças de teatro e outros programas dramáticos, que eram uma importante forma de entretenimento para as pessoas.
Declínio: Com o surgimento da televisão, que oferecia uma experiência visual mais completa, a audiência da radiodramaturgia diminuiu gradualmente. No entanto, ainda existem produções de rádio-teatro em algumas emissoras e em formatos de podcast.

6. Telegrafista:
Função: O telegrafista era a pessoa que operava o telégrafo, um sistema de comunicação que utilizava sinais elétricos para transmitir mensagens a longas distâncias. Ele recebia as mensagens em código Morse, decodificava-as e as transmitia para o destinatário.
Contexto Histórico: O telégrafo foi uma das primeiras tecnologias de comunicação instantânea e revolucionou a forma como as pessoas se comunicavam e os negócios eram conduzidos. Os telegrafistas eram essenciais para o funcionamento das linhas telegráficas e para a troca de informações entre diferentes regiões e países.
Declínio: Com o desenvolvimento do telefone e, posteriormente, da internet e dos sistemas de comunicação digital, o telégrafo se tornou obsoleto.

7. Operador de Mimeógrafo:
Função: O operador de mimeógrafo era responsável por operar a máquina de mimeógrafo, um equipamento utilizado para fazer cópias de documentos. Ele preparava o estêncil, que era uma espécie de molde, e depois utilizava a máquina para reproduzir o texto ou imagem em folhas de papel.
Contexto Histórico: O mimeógrafo foi amplamente utilizado antes da popularização das fotocopiadoras. Era uma forma relativamente barata e rápida de fazer cópias de documentos, como panfletos, boletins, cartas e outros materiais.
Declínio: Com o surgimento das fotocopiadoras, que ofereciam uma qualidade de cópia superior e maior facilidade de uso, o mimeógrafo se tornou obsoleto.

8. Vendedor de Enciclopédia:
Função: O vendedor de enciclopédia ia de porta em porta ou fazia contato com clientes potenciais por telefone, oferecendo a venda de enciclopédias. Ele apresentava os benefícios do produto, explicava o conteúdo, e tentava convencer as pessoas a comprá-lo.
Contexto Histórico: A venda de enciclopédias era um negócio lucrativo por muitas décadas, especialmente antes da popularização da internet. As enciclopédias eram consideradas uma fonte valiosa de conhecimento e informação, e eram muito valorizadas em casas com crianças e estudantes. É interessante notar que a empresa Avon, que hoje é conhecida pela venda de cosméticos, começou como uma empresa que vendia livros e enciclopédias. O fundador, David H. McConnell, percebeu que as vendedoras de livros tinham sucesso ao se aproximar das mulheres e, então, começou a oferecer produtos de beleza, que eram mais fáceis de vender e tinham maior margem de lucro.
Declínio: Com o surgimento da internet, que oferece acesso imediato a uma quantidade vasta de informações, a venda de enciclopédias em formato físico diminuiu drasticamente.

9. Caçadores de Ratos:
Função: Os caçadores de ratos eram pessoas contratadas para eliminar ratos e outros roedores em casas, edifícios e navios. Eles utilizavam armadilhas, venenos e outras técnicas para controlar a população de ratos.
Contexto Histórico: A profissão de caçador de ratos existe há séculos, pois os ratos sempre foram uma ameaça à saúde humana e à segurança dos alimentos. Eles transmitiam doenças e causavam prejuízos econômicos.
Declínio: A profissão de caçador de ratos não desapareceu completamente, mas evoluiu. Hoje, os serviços de controle de pragas são realizados por empresas especializadas, que utilizam técnicas mais modernas e seguras para controlar a população de roedores e outros animais nocivos.

10. Datilógrafo:
Função: O datilógrafo era a pessoa que utilizava uma máquina de escrever para digitar textos. Ele digitava cartas, documentos, relatórios e outros materiais, seguindo as instruções de outras pessoas ou transcrevendo textos manuscritos.
Contexto Histórico: A datilografia foi uma habilidade essencial em muitos escritórios e empresas antes da popularização dos computadores. Os datilógrafos eram responsáveis por produzir documentos em grande escala, e a velocidade e precisão na digitação eram muito valorizadas.
Declínio: Com o desenvolvimento de computadores e processadores de texto, a máquina de escrever se tornou obsoleta. A profissão de datilógrafo foi substituída pela função de digitador ou profissional de escritório, que utiliza computadores para realizar as tarefas.

11. Linotipista:
Função: O linotipista era a pessoa que operava a linotipia, uma máquina utilizada na indústria gráfica para compor textos em tipos de chumbo. Ele digitava o texto em um teclado, e a máquina criava linhas inteiras de texto em tipos de chumbo, que eram então utilizadas para imprimir jornais, revistas e livros.
Contexto Histórico: A linotipia foi uma tecnologia revolucionária na indústria gráfica, pois permitiu que os textos fossem compostos de forma rápida e eficiente. Os linotipistas eram essenciais para a produção de jornais e outras publicações em larga escala.
Declínio: Com o desenvolvimento da fotocomposição e da impressão digital, a linotipia se tornou obsoleta.

12. Bobos da Corte:
Função: O bobo da corte era uma figura presente nas cortes de reis e nobres, responsável por entreter a família real e os convidados com piadas, truques, malabarismos, cantos e outras formas de entretenimento. Ele também podia ter a função de aconselhar o rei ou nobre, utilizando o humor e a sátira para criticar ou comentar sobre os acontecimentos.
Contexto Histórico: Os bobos da corte existiram em diversas culturas e épocas, desde a Idade Média até o período moderno. Eles eram figuras importantes nas cortes, e sua presença era valorizada tanto pelo entretenimento quanto pela capacidade de trazer uma perspectiva diferente sobre os assuntos do reino.
Declínio: Com a mudança dos costumes e a evolução das sociedades, a figura do bobo da corte foi perdendo espaço. No entanto, o humor e a sátira continuam presentes em diversas formas de entretenimento, como o teatro, o cinema, a televisão e a internet.
Profile Image for Tilápia frita.
146 reviews
May 10, 2025
Muito interessante saber sobre como certas profissões surgiram e o motivo pelo qual acabaram desaparecendo, ou em alguns casos, evoluindo. Não fazia ideia que existiam os "despertadores humanos", meus capítulos favoritos foram os seguintes: telefonistas, despertadores humanos, acendedores de postes, atores de radio, vendedor de enciclopédias e caçadores de ratos.
Achei os últimos capítulos um tanto maçantes e como não havia imagens foi difícil de imaginar alguns dos dispositivos que eu não estava familiarizada com.
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