O que se esconde atrás da porta? E por trás de cada olhar?
Na segurança solitária de seu apartamento, Íris tenta lidar como pode com o luto e a pandemia de COVID-19. Mas quando uma estranha poça vermelha aparece misteriosamente no corredor de seu andar, Íris percebe que vai precisar sair do isolamento e encarar o resto do mundo de frente se quer mesmo descobrir o que está acontecendo por ali.
É Íris quem está imaginando coisas ou a vizinhança feroz esconde algo realmente macabro?
Goiano que só ainda não tem o pé rachado porque mal levanta da cadeira, Bito Borges nasceu em Itumbiara e redescobriu a escrita como libertação durante o isolamento de 2020, quando voltou a esparramar drama pela tela vazia do Word como fazia com as páginas em branco da escola. É graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás e mora atualmente em Goiânia-GO.
fico muito triste ao dar essa nota, pois tinha muitas expectativas depois do conto "um corpo reconhecido". a íris é muito chata e acha que o mundo gira em torno dela, o que faz a leitura ficar muito cansativa. ela é muito paranóica, bisbilhoteira, carente, etc... coitada. o mistério mesmo que eu imaginei ser a trama principal, acabou sendo pano de fundo pra toda chatice da protagonista. ficou bom só ali na reta final quando ela e o jairo entraram na casa da henriqueta, mas de resto não curti nada e achei a conclusão muito rápida!
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Primeiramente, foi interessante a premissa do autor de não deixar claro o gênero do nosso personagem principal, (eu suponha que seja um personagem do genero feminino) nunca ví isso ocorrer em nenhum outro livro. A história em sí tem um enrredo principal instigante, que poderia ser muito bem desenvolvido, mas nosso(a) personagem principal, muitas vezes não colaborou para esse desenvolvimento de maneira justa. Primeiro que Iris (nossa personagem principal) de inicio parece viver um caos interno que transparence não somente nela mas em outros personagens, minha primeira impressão foi de que a personagem vivia em guerra com o mundo, e para um personagem principal, eu acho que isso atrapalha o leitor a ter uma conexão real com a personagem, de sentir compaixão pela historia da personagem, em alguns momentos ela só parecia uma personagem "insuportavel", não dava nem para sentir "pena" dos seus problemas, porque parece que ela mesma deixava a situação pior do que jà era. Segundo, a viagem que a personagem fez para o interior na casa dos pais, para mim, só serviu para "encher linguiça" jà que os país da personagem não serviram para nada além de demonstrar uma relação conturbada, que não agrega nem para o desenvolvimento da história, nem para o plot do livro. Os últimos capitulos, onde ocorre simplesmente um incendio meio que do "nada" na história, justo perto do final do livro, para mim pareceu uma tentativa de trazer um choque (algo mais) para história, e movimentar um pouco a ambientação de enrredo e meio que trazer uma solução rápida para um B.O que està sendo trabalhado desde o inico do livro, e como se "do nada" um incendio acaba por desconstruir tudo o que vinha sendo trabalhado desde o início. O meio que "romance" entre os personagens principais também não serviu de muita coisa, e como se o autor estivesse tentando quebrar o foco do acontecimento principal com um romance forçado, uma personagem caótica, e uma fuga "obrigatoria" para o interior. Como eu disse, o livro entretem porque o acontecimento principal que dà o gatilho para o inicio de tudo e interessante, mas os rumos que a historia tomou, a personalidade caótica do personagem principal, e principalmente o incendio do "nada" que apaga os rastros e pistas construidos até aqui, simplesmente estragaram o que poderia ter sido uma boa ambientação e história.
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Olho Mágico começa com uma proposta interessante e que chama atenção logo de cara. A ideia de ter uma narradora não confiável é sempre instigante, mas aqui acabou não funcionando tão bem quanto poderia. A protagonista passa boa parte da história parecendo apenas paranoica, e as pistas que poderiam gerar dúvida no leitor aparecem pouco. Isso faz com que a tensão do suspense não se mantenha no mesmo nível o tempo todo.
A trama também toma alguns caminhos que não me convenceram totalmente. A desconfiança com o vizinho no início foi até legal, mas o romance entre eles não acrescentou muito. E a revelação do assassino, que acaba sendo o filho da idosa mencionada no começo, perdeu impacto porque ele praticamente não apareceu durante a história, sendo citado apenas por outros personagens. Isso dificultou criar aquela sensação de “quem será?” que é tão boa em histórias de mistério.
O final, com a resolução por meio de um incêndio para apagar as pistas, soou um pouco simples demais. Também senti que a protagonista repetia alguns comportamentos sem mostrar evolução. Ela percebe que algo pode dar errado, pensa nisso, mas mesmo assim segue adiante, e isso acontece mais de uma vez. Uma mudança nesse padrão teria deixado a personagem mais interessante e a história mais dinâmica.
Apesar desses pontos, Olho Mágico tem boas ideias e um clima que pode envolver o leitor em alguns momentos. Com mais desenvolvimento no suspense e na construção dos personagens, especialmente da narradora, o autor pode criar tramas ainda mais fortes no futuro.
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