Na área da inteligência artificial, o futuro é feito de incógnitas. Uma delas, talvez a mais importante, é se as máquinas serão algum dia capazes de ser inteligentes, de pensar e até de sentir, tal como o ser humano. As respostas passam hoje pela inteligência artificial generativa, uma tecnologia resultante de muitas décadas de investigação na área da aprendizagem automática e alvo de intensa atenção desde o lançamento do ChatGPT, nos últimos meses de 2022. O presente ensaio enquadra esta tecnologia no âmbito mais global da área da inteligência artificial, descreve de forma acessível as metodologias e algoritmos subjacentes, enumera algumas das suas aplicações e analisa os potenciais desenvolvimentos e riscos futuros. Terão um dia as máquinas direitos e obrigações como nós? Vale a pena pensar nisto.
Este é o meu terceiro livro de Arlindo Oliveira. O primeiro, também Fundação Francisco Manuel dos Santos, foi “Inteligência Artificial”, um “livrinho” a que devo uma boa parte do meu conhecimento de base sobre o tema, visto que a capacidade do autor para o apresentar a leigos como eu é excelente.
Foi por isso com naturalidade que agarrei este novo ensaio, mais específico, “A Inteligência Artificial Generativa”, e aquilo que posso dizer é que se mantém a capacidade explicativa do autor em benefício da aprendizagem de leitores como este que vos escreve, não apenas sobre os conceitos, mas também sobre os benefícios e os (muitos) perigos.
Se procura iniciar-se num tema (Inteligência Artificial) que é, para todos os feitos incontornável, este e o primeiro livro de Arlindo Oliveira aqui feridos são dois excelentes pontos de entrada. O tema nem sempre é fácil, e é necessário quem o apresente de forma séria, objetiva e factual. Tem tudo isso neste livro e no inicial referido acima. Leituras obrigatórias.
Um texto introdutório e bem escrito sobre a inteligência artificial, em especial direcionado para as redes neuronais e a IA generativa. Apresenta um contexto histórico e introduz de forma pedagógica e acessível os conceitos mais relevantes associados com o título da obra.
Sem ser exaustivo ou aprofundar demasiado os diferentes temas, propõe uma incursão sólida sobre o assunto e este é o maior elogio que pode ser realizado, pois é esse o objetivo desta coleção de ensaios em que a obra está inserida.
Para leigos como eu, esta é uma boa entrada no tema, especialmente porque inclui as perspectivas das ciências sociais e da filosofia, bem como a reflexão sobre os impactos da IA. A decisão está connosco, falta saber se os interesses gerais vão conseguir vencer os interesses particulares e imediatos das grandes empresas.
Neste livrinho, o autor explora a possibilidade de as máquinas alcançarem inteligência comparável à humana, incluindo a capacidade de pensar e sentir. Uma questão central levantada é se, no futuro, as máquinas poderão ter direitos e obrigações semelhantes aos dos seres humanos.