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Literatura brasileira contemporânea: um território contestado

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Resultado de quinze anos de pesquisa, este livro traz uma análise sobre a narrativa brasileira. Atenta a quem escreve e sobre quem se escreve, Regina Dalcastagnè investiga a literatura como artefato social, que dialoga com sua própria história e com o mundo que a cerca, inserida num campo de produção formado por autores, editores, críticos e leitores. O panorama que surge do romance e do conto brasileiros do final do século XX e do início do século XXI se baseia na leitura de um conjunto expressivo de obras representativas, revelando as estratégias discursivas que envolvem diferentes procedimentos estéticos e diferentes interesses políticos.

207 pages, Paperback

First published January 1, 2012

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Regina Dalcastagnè

17 books3 followers

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Suellen Rubira.
955 reviews89 followers
January 6, 2019
Uma excelente reflexão sobre a literatura contemporânea, abordando aspectos de autoria, a categoria desse novo narrador, além de um estudo sobre a literatura no brasil em termos de quem produz, quem é representado e como é representado.

Gostei muito das análises feitas sobre A hora da estrela, creio que eu nunca havia pensado sob essa perspectiva da dominância de Rodrigo S.M. e sua autoridade como escritor sobre a liberdade, o corpo e a caracterização de Macabéa, justamente em um período de extrema repressão da ditadura no Brasil.

Com certeza esse livro vai contribuir para que meu olhar sobre certas representações seja bem mais crítico.
Profile Image for Anderson Brum.
78 reviews
September 26, 2024
Sendo pesquisador em literatura, eu já li muitos livros que debatem a crítica literária e apresentem diversos pontos e análises nas suas construções. Certamente, o livro brasileiro que mais impactou nas minhas pesquisas nos últimos foi Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, por mais que estranhamente eu nunca tivesse lido ele por completo (em sequência!) até ele ser leitura obrigatória de uma das disciplinas do doutorado no atual semestre.

As análises e os números apresentados por Regina Dalcastagnè são fundamentais em qualquer avaliação ou contextualização sobre a literatura brasileira contemporânea. Ser um pesquisador negro na área de literatura é algo muito difícil em alguns momentos, mas trabalhos como esse realizado por Dalcastagnè colocam em palavras algumas suspeitas e impressões que nós, negros leitores, temos quando realizamos as nossas leituras. Ao todo, temos um diagnóstico triste e que merece muita crítica e reflexão em relação ao futuro da nossa literatura (que sim, desde então eu diria que caminhou alguns passos em vários desses sentidos - mas que obviamente está longe de chegar ao que pode e deve).

Como citação, escolhi uma que aparece na reta final do livro e que eu penso que sintetiza brilhantemente os pensamentos:

"Assim, o problema de se idealizar a arte e a literatura é o que essa idealização acaba escondendo. Negar a literatura como prática humana, presa a uma complexa rede de interesses, é escamotear um processo, em última instância, autoritário: aquele que define o que pode ser considerado literatura em meio a tudo o que é escrito ou que se pensa escrever um dia. De um modo geral, dissocia-se a ideia de produção de controle, como se todos fossem livres para escrever o que bem entendessem, desde – é claro – que se sujeitem às regras “estéticas e universais” da Literatura (com L maiúsculo para diferenciá-la de outras atividades mais corriqueiras). Assim, não somos nós, com nossas convicções e preconceitos, a legitimarmos determinado romance ou poema, rejeitando outros, mas cada obra em particular, com suas “qualidades estéticas e universais”, a conquistar seu espaço, consagrando autor e personagens. Em suma, a produção artística seria regida por leis transcendentais, o que a tornaria inacessível para alguns – uma vez que é bem mais fácil argumentar contra decisões humanas do que se impor diante de regras eternas e imutáveis, tão mais castradoras quanto mais enraizadas parecem estar na realidade social que as circunscreve." (Dalcastagnè, 2012, p. 195)
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