What do you think?


Contos de Fadas de Madame d'Aulnoy - Vol. 3
Com o objetivo de lançar novas luzes sobre verdadeiras pérolas da fantasia feérica, apresentamos ao público a primeira edição impressa da contística completa de Madame d'Aulnoy em língua portuguesa. Dividida em oito volumes, a coleção conta com a tradução integral dos 24 contos de fadas de Madame d'Aulnoy, acompanhados de paratextos editoriais, ilustrações clássicas, notas explicativas e suplementos de leitura para os amantes de contos de fadas.
275 pages, Paperback
First published September 29, 2013
About the author
Madame d'Aulnoy
565 books50 followersMadame d'Aulnoy (Marie-Catherine Le Jumel de Barneville, Baroness d'Aulnoy) (1650/1651–4 January 1705) was a French writer known for her fairy tales. When she termed her works contes de fées (fairy tales, or literally, "Tales of the Fairies."), she originated the term that is now generally used for the genre. Her 'fairy tales' were written in a style suitable for entertaining in adult salon gatherings, and not with a child audience in mind.
d'Aulnoy also wrote works of history (although not using modern attitudes to historical accuracy), pseudo-memoirs, and a few historical novels.
Born a member of the noble Le Jumel de Barneville family, she was known as the baronne d'Aulnoy by marriage.
d'Aulnoy also wrote works of history (although not using modern attitudes to historical accuracy), pseudo-memoirs, and a few historical novels.
Born a member of the noble Le Jumel de Barneville family, she was known as the baronne d'Aulnoy by marriage.
Ratings & Reviews
Friends & Following
Create a free account to discover what your friends think of this book!
Community Reviews
Displaying 1 - 1 of 1 review
September 10, 2026
O Valor dos Contos de Fadas
Neste terceiro volume, Madame d’Aulnoy insere a si mesma como personagem na história Saint-Cloud, onde ela narra a um grupo de amigos uma novela espanhola, Dom Gabriel Pôncio de Leão, que por sua vez serve de narrativa-moldura para três contos de fadas: O Carneiro, Fininha Borralha e Fortunata.
De forma engenhosa, Madame d’Aulnoy faz o uso da metalinguagem para discutir o valor dos contos de fadas por meio das conversas de suas personagens acerca dos contos, ao mesmo tempo em que esses contos também refletem as situações das personagens que as narram ou que as ouvem. O Carneiro, por exemplo, é narrado por Dom Gabriel Pôncio de Leão, personagem título da novela espanhola, que está tentando cortejar uma jovem que não lhe corresponde, assim como o Carneiro corteja inutilmente uma princesa que o abandona.
Dos três contos, eu já conhecia O Carneiro e Fortunata, que encontrei em algum dos livros coloridos de Andrew Lang, porém eles não foram traduzidos na íntegra e foram totalmente dissociados da narrativa-moldura original. Ao lê-los sob o contexto da novela espanhola, pode-se perceber novas camadas de significado, que infelizmente se perderam na tradução de Lang. O Carneiro é o conto que mais apreciei, principalmente por ele ser uma das fontes que originaram mais tarde o conto de A Bela e a Fera, de Madame de Villeneuve. O Rei Carneiro ganha sua metamorfose por ofender uma velha fada ao não aceitar casar-se com ela, situação que se repete igualmente com a Fera; já a amada do Carneiro, ao invés de retornar para ele, esquece-se de seu pretendente animal ao voltar para sua família, lembrando-se dele apenas quando já é tarde demais; Bela, no entanto, consegue evitar este funesto final na obra de Villeneuve. O conto de Fininha Borralha parece uma amálgama de O Pequeno Polegar e Cinderela, ambos contos de Charles Perrault, presentes em sua coletânea de contos publicada no mesmo ano em que a obra de d’Aulnoy. Fortunata, o conto mais curto, é o que possui o enredo mais diferenciado, com uma princesa que tem por pretendente um vaso de cravos.
Este terceiro volume de Madame d’Aulnoy trouxe, além dos esperados contos de fadas, a inovação de uma narrativa-moldura. A novela espanhola Dom Gabriel Pôncio de Leão foi uma adição bem-vinda, mas os contos de fadas continuam sendo, na minha opinião, o que Madame d’Aulnoy escrevia de melhor, e estes contos, de fato, estão longe de ser meras bagatelas.
Neste terceiro volume, Madame d’Aulnoy insere a si mesma como personagem na história Saint-Cloud, onde ela narra a um grupo de amigos uma novela espanhola, Dom Gabriel Pôncio de Leão, que por sua vez serve de narrativa-moldura para três contos de fadas: O Carneiro, Fininha Borralha e Fortunata.
De forma engenhosa, Madame d’Aulnoy faz o uso da metalinguagem para discutir o valor dos contos de fadas por meio das conversas de suas personagens acerca dos contos, ao mesmo tempo em que esses contos também refletem as situações das personagens que as narram ou que as ouvem. O Carneiro, por exemplo, é narrado por Dom Gabriel Pôncio de Leão, personagem título da novela espanhola, que está tentando cortejar uma jovem que não lhe corresponde, assim como o Carneiro corteja inutilmente uma princesa que o abandona.
Dos três contos, eu já conhecia O Carneiro e Fortunata, que encontrei em algum dos livros coloridos de Andrew Lang, porém eles não foram traduzidos na íntegra e foram totalmente dissociados da narrativa-moldura original. Ao lê-los sob o contexto da novela espanhola, pode-se perceber novas camadas de significado, que infelizmente se perderam na tradução de Lang. O Carneiro é o conto que mais apreciei, principalmente por ele ser uma das fontes que originaram mais tarde o conto de A Bela e a Fera, de Madame de Villeneuve. O Rei Carneiro ganha sua metamorfose por ofender uma velha fada ao não aceitar casar-se com ela, situação que se repete igualmente com a Fera; já a amada do Carneiro, ao invés de retornar para ele, esquece-se de seu pretendente animal ao voltar para sua família, lembrando-se dele apenas quando já é tarde demais; Bela, no entanto, consegue evitar este funesto final na obra de Villeneuve. O conto de Fininha Borralha parece uma amálgama de O Pequeno Polegar e Cinderela, ambos contos de Charles Perrault, presentes em sua coletânea de contos publicada no mesmo ano em que a obra de d’Aulnoy. Fortunata, o conto mais curto, é o que possui o enredo mais diferenciado, com uma princesa que tem por pretendente um vaso de cravos.
Este terceiro volume de Madame d’Aulnoy trouxe, além dos esperados contos de fadas, a inovação de uma narrativa-moldura. A novela espanhola Dom Gabriel Pôncio de Leão foi uma adição bem-vinda, mas os contos de fadas continuam sendo, na minha opinião, o que Madame d’Aulnoy escrevia de melhor, e estes contos, de fato, estão longe de ser meras bagatelas.
Displaying 1 - 1 of 1 review


