Mergulhe nas sombras e mistérios de "Carmilla", uma obra-prima do terror gótico, agora em HQ. Escrito por Joseph Sheridan Le Fanu no século XIX, este conto sombrio de paixão e sedução transcende o tempo, trazendo à tona os dilemas da identidade, do desejo e do sobrenatural. Após o imenso sucesso da edição anterior, sentimos a necessidade de apresentar uma nova interpretação que dialogasse com a imaginação dos leitores contemporâneos. Esta ediçãi não apenas revive a história clássica, mas também oferece uma visão renovada e visualmente deslumbrante, permitindo que os fãs de "Carmilla" e novos leitores experimentem a trama de uma maneira que nunca antes foi feita. Nesta adaptação, seguimos a narrativa de Carmilla, a enigmática vampira que seduz e assombra a jovem Laura em um remoto castelo europeu. Com ilustrações que capturam fielmente a atmosfera sombria e a tensão emocional intensificando a experiência do leitor, revelando não apenas o horror, mas também a beleza trágica das relações humanas. "Carmilla" é mais do que uma simples narrativa de horror; é uma reflexão sobre os tabus da sociedade, a luta pela liberdade e a busca pela verdade em um mundo repleto de segredos. Esta edição é um convite para que os leitores explorem como imaginamos que seria Carmilla, oferecendo uma nova camada de interpretação e emoção. Prepare-se para uma experiência envolvente que desafia as convenções e convida o leitor a explorar os limites entre o amor e o medo. Deixe-se levar por esta jornada visual e emocional, onde cada página revela um novo desdobramento de mistério e sedução. Esta edição é um tributo ao clássico, perfeita para amantes de literatura, arte e histórias que permanecem com você muito depois da última página.
“Drácula” o célebre romance gótico de autoria do britânico Bram Stoker (1847/1912) publicado no final do século XIX (1897) desencadeou um verdadeiro frenesi em torno das “criaturas da noite”, dos “sugadores de sangue”, dos “monstros sedutores” que pularam das páginas da literatura para o cinema, a TV, os RPGs, os jogos eletrônicos e as séries. Ainda que, hoje, a concorrência dos vampiros com outros seres de natureza sobrenatural seja acirrada, os vampiros continuam com um apelo muito forte e “Drácula” é, consensualmente, considerado o marco em torno do qual esse apelo se construiu. No entanto poucos sabem que antes de “Drácula” veio... “Carmilla”. A terrível e sedutora vampira foi criada pelo irlandês Joseph Sheridan Le Fanu (1814/1873) e lançada em 1872 na novela homônima que, inicialmente foi veiculada como folhetim na revista THE DARK BLUE. Na história vemos a jovem e inocente Laura sendo enredada, seduzida e sugada por uma jovem que é hospedada em sua residência e a quem se afeiçoa mas que, na verdade, era uma terrível criatura que percorria a Europa mudando de identidade e causando dor, morte e sofrimento por onde passava. A história é contada de forma bem objetiva e não, tem, obviamente, o mesmo impacto que o estiloso e ambicioso “Drácula” de Bram Stoker mas é bem contada e prende a atenção. Chamou a minha atenção, sobremaneira, um elemento que avaliei como muito audacioso para a época em que a história foi escrita e lançada: o homoerotismo feminino. Em sua sedução da jovem Laura a vampira Carmilla se vale de sua beleza para se insinuar junto à sua vítima e as descrições feitas pelo autor dos jogos sensuais entre as duas são de um caráter quase explícito envolvendo beijos, abraços, carícias e juras de amor. “Drácula” tem um alto teor erótico mas sempre de uma perspectiva “heterossexual”. Neste ponto “Carmilla” surpreende e supera em ousadia a consagrada obra de Bram Stoker. A editora “Pandorga”, responsável pela bela edição em capa dura de “Carmilla” de 2021 que traz como “brinde” uma outra obra literária pioneira em se tratando de vampiros - o breve conto “O Vampiro” de John Polidori (1795/1821) lançado em 1819, muito antes de “Carmilla” - bancou uma pequena ousadia: lançar uma versão para os quadrinhos de “Carmilla”. A HQ em bela e insinuante capa dura, inspirada no romance de Sheridan Le Fanu e belamente ilustrada por Randreo a. Maximiano, ilustrador e professor, cumpre com galhardia o seu papel de mostrar “Carmilla” num outro formato apreciado por milhões de pessoas mundo afora. No entanto percebi uma certa perda de força e de impacto na transposição do romance para os quadrinhos. Os adaptadores, inclusive, muito provavelmente para facilitar o acesso de um público maior à graphic novel amenizaram sobremaneira as sequências envolvendo homoerotismo feminino. Trata-se de uma boa pedida que vale a pena conhecer e guardar mas não deixe de ler o romance.
Arte muito bonita, mas achei que não aproveitou bem a mídia. Texto mal escrito, com vírgulas erradas, muito texto por balão. Gosto da história original, mas essa adaptação deixou a desejar.