A wildly imaginitive trek into the deepest realms of human beliefs and the mysteries of the universe. Daisuke Igarashi's amazing pen can recreate anything he can imagine on paper, resulting in beautifully chaotic, maddeningly detailed scrawls of pure wonder. You must read this manga. A true celebration of the human imagination.
Daisuke Igarashi (五十嵐 大介, Igarashi Daisuke) is a Japanese cartoonist, acclaimed for his refined art style and philosophical themes. His manga often use sci-fi or magical elements to touch on the relation between mankind and nature. Igarashi began his professional career in 1993 on the pages of the magazine 'Monthly Afternoon'. Therein, he published the stories composing Hanashippanashi (1993-1996), a few other shorts collected in the volume Sora Tobi Tamashii (2002), as well as his first minor success, the series Little Forest (2003-2005). In 2003 the author started a fruitful collaboration with the alternative manga magazine 'Monthly Ikki', in which he serialised his most famous works to date: the anthological Witches (2003-2004) and Children of the Sea (2006-2011). Both series were awarded an Excellence Prize at the Japan Media Arts Festival, respectively in 2004 and 2009. Igarashi's latest works are Umwelt (2017), collecting short stories appeared in various magazines between 2004 and 2014, and the 5-volume long manga Designs (2016-2018).
The first page of this volume gives us this line: "Once, there were witches." and somehow these simply words manage to carry their own weight and power like words from a holy scripture. *impressed*
The main characters of Witches vol. 1 and 2 are mostly young girls---girls who are somewhere between childhood and womanhood and the different supernatural happenings which are linked to those witches and their power...or should I say, the powers from people's will, from the world and the nature herself.
The artwork is exquisite, rich in details, the author mixed different cultures and landscapes together and he offers up amazing linework for each story, the stories are sensual, spiritual and mythical at the same time. Trust me, it is one of the few series which should have been longer.
In the first story 'Spindle', a young, revengeful witch tries to reawaken an ancient curse and the citizens of Constantinopolis are in danger, meanwhile, a girl from a remote nomad tribe is also making her way to the great city.
The young witch's plan is moving smoothly underway and then she meets again the old hag who had once told her fortune: 'you will never be the Great Witch...'
In this story, there are two plotlines, the witch's and the girl's, and it is interesting to see how the author managed to weave them together at the end. Nice story.
In the second story 'KUARUPU', a tribe in an amazon forest is struggling for survival against a group investors who, wants to burn down the forest, they even hired a wizard from the tribe to defend them against mystical attacks. The only one standing against them is a female curser, who uses her own life force to command spirits in order to avenge her lover (who died defending the tribe).
This is a story with no happy ending, the plot kinda reminds me of a Clive Barker's short story with a similar theme.
Comprei este mangá no impulso e AINDA BEM que segui meus instintos. Além do traço do Igarashi ser animal, super solto, estranho e expressivo, a narrativa de pequenos contos se diferencia do que a gente tá acostumado com mangá normalmente -- aqueles 30984023829472423489 volumes da mesma história. Também curti muito os capítulos se passarem em diferentes lugares do mundo (inclusive, um deles tem grandes chances de se passar na amazônia brasileira!), pois é legal ver como o traço de um mangaka muda conforme ele desenha outras etnias senão a oriental. Como cereja do bolo temos uma visão super interessante do que é considerado "bruxa", já muito desses dois capítulos iniciais passa por tradição, folclore, espiritualidade, magia, rituais e esoterismo. Em suma: LEIAM ESTRE MANGÁ.
Witches is, in a word, lush -- a common thread that extends through all of Igarashi's works. Financially sensible, but morally criminal that more of his work has not been translated into English.
O que impressiona logo de cara nesta coletânea de histórias curtas escritas por Daisuke Igarashi é o quanto ele foge do lugar comum. Como um mangaká de terror, ele poderia empregar o estilo típico do terror oriental, em uma pegada meio gore ou eroguro se referindo a autores famosos como Junji Ito ou Suehiro Maruo. Mas, não é isso o que vemos em Witches. Possivelmente esse é um mangá bastante ocidentalizado e não no mau sentido do termo. Achei as histórias bastante originais seja na fonte inspiradora ou no andamento da narrativa que, apesar de terem alguns finais previsíveis, possui um desenvolvimento bastante inesperado. Só para citar duas histórias do primeiro volume, temos uma que busca inspiração na arte das fiandeiras do leste europeu e uma outra que recorre à magia xamânica típica dos povos ameríndios. Fiquei sinceramente bastante surpreso com o que encontrei no mangá e se trata de uma grata surpresa.
A arte de Igarashi é bem diferente do que imaginamos. Ele emprega bastante o lápis e seus quadros podem parecer desleixados à primeira vista, mas são repletos de detalhes. Ele me impressionou logo de cara com Spindle onde no começo ele faz alguns desenhos belíssimos de tapeçarias baseados na arte otomana. Representar as tramas e os mosaicos típicos dessa cultura não é algo simples, principalmente quando não se pertence a ela. É preciso conhecer como os temas são representados, qual a disposição deles na imagem, qual a ordem certa. Algumas cenas possuem efeitos bastante intrigantes como quando eles investigam os subterrâneos de Constantinopla e se deparam com um cenário em ruínas, mas que lembrava o Império Romano de outrora. Mesmo quando ele trouxe a história para um ambiente de selva, havia uma beleza natural inerente aos lugares explorados pelos personagens. Tudo transbordava magia e misticismo. Passar essas diferentes formas de representar a magia para o papel exigiu pesquisa.
Começando a falar pela primeira história (e é a maior dos dois volumes do mangá), temos duas personagens cujas histórias se cruzam de uma forma bastante inesperada. De um lado temos Nicola, uma mulher que foi rejeitada pela pessoa que ela amava. Mesmo com toda a dedicação e carinho, seu amado a expulsa do Grande Bazar, onde ele tem sua barraquinha de vendas. É então que Nicola sai em busca de conhecimento e poder e estuda os segredos dos livros místicos na Europa e retorna como a prefeita de Constantinopla. É então que ela decide infernizar a vida de seu amado já que ele não a quis. Ela vai fazê-lo se dobrar a seus pés custe o que custar. A pequena Shiral pertence a uma aldeia na região rural da Turquia onde convive com pessoas que conhecem os meios místicos do mundo. Shiral desenvolveu um olhar especial em que uma voz comanda suas mãos para fiar mensagens em tapeçarias, transformando-a em uma espécie de oráculo. A jovem menina recebe uma incumbência de seguir até a cidade para entregar uma mensagem a alguém.
Essa história nos faz pensar sobre a diferença entre culturas e como elas podem criar obstáculo para a felicidade das pessoas. É curioso que o mote da trama é completamente movido apenas pelo fato de que a cultura muçulmana tem uma visão complicada acerca da entrada de estrangeiros em certos agregados sociais. Principalmente quando se fala em sociedades mais fechadas. Sim, essa é a razão básica pela qual Nicola foi rejeitada. Claro que a reação da jovem foi desproporcional e causou dor e sofrimento a muitas pessoas que não tinham nada a ver com a história. Mas, caso as coisas tivessem sido lidadas de uma forma diferente, talvez a situação toda não tivesse saído do controle. De toda a forma, Nicola obteve o poder que ela tanto desejava para poder mudar sua realidade. Mas, infelizmente todo o conhecimento que ela adquiriu não lhe forneceu a sabedoria necessária para seguir em frente. Isso é o que a bruxa queria realmente diz quando diz que ela não foi capaz de sair de seu próprio quarto.
Kuarup é a outra história que está no primeiro volume do mangá. Na narrativa, somos apresentados a uma comunidade indígena que vive no alto Xingu, na Amazônia (não diz ao certo se é no Brasil ou nos países vizinhos). Cumari é uma poderosa xamã e vive ao lado de seu marido e sua filha. Mas, um grupo de empresários liderados por um homem inescrupuloso desejam abrir espaço na mata para suas fazendas. E os indígenas estão atrapalhando. Depois de tentarem subornar os moradores locais com valores irrisórios, o homem contrata um grupo de mercenários para acabar com a "ameaça" de vez. É então que alguns indígenas acabam aceitando o acordo com os empresários e traem a tribo. Cumari vê seus companheiros um após o outro e decide usar seus poderes de xamã para se vingar dos seus agressores.
Que história poderosa e como ela é atual. Curioso que eu só tive contato com ela depois de voltarmos a discutir o marco temporal dos indígenas e a grilagem que se espalhou pela Amazônia. O fato de a floresta estar sendo destruída por interesses mesquinhos, sem se preocupar com o bioma e a vida que existe na natureza. É uma história poderosa, de injustiça e violência sem fim, onde sabemos que não há como os indígenas resistirem ao poder do capital. A gente torce pelos indígenas e por Cumari que tenta se livrar dos mercenários, mas a traição do cacique da tribo leva a que os capitalistas saibam mais sobre os segredos dos poderes de Cumari. Tem uma sequência final depois que uma tragédia acontece que é um soco no estômago e é de nos deixar tristes ao vermos o que acontece da introdução do boi até a chegada aos nossos lares. Um último detalhe é sobre como a situação com os indígenas locais e por que eles foram mortos é noticiado pelos veículos de imprensa. A mentira, a desinformação.
Na última história do primeiro volume, A Bruxa Montada no Pássaro, que é bem curtinha, ela brinca com a crença que temos no sobrenatural. Se pararmos para pensar na idade do homem que conta sobre a lenda local e seu papel na comunidade, acharíamos que se trataria de um homem louco. Ou então de uma pessoa doente que precisaria de um acompanhamento médico ou da presença de filhos ou parentes próximos. O fantástico pode existir nas mais pequenas coisas de cada dia. Basta que saibamos abrir nossos olhos e observarmos além do que o senso comum nos permite.
Faut lire les œuvres de Daisuke Igarashi, je vous en supplie, c'est tellement génial. L'univers est incroyable, tout autant que le dessin.
J'adore les sorcières et là j'étais servie. On retourne aux origines des sorcières avec des mythes qui viennent de plusieurs régions du monde, tout en parlant d'écologie et de sociologie. Lisez le tome 1 et 2 tout de suite 🙂↕️
C’est donc près de 20 ans plus tard et chez un nouvel éditeur qu’on retrouve enfin Sorcières, qui était devenu inaccessible pour les lecteurs. Fan de l’univers de Daisuke Igarashi, je suis ravie, et ce même si je me questionne sur l’objet livre avec sa belle couverture rouge transparente mais sa reliure souple toute blanche dessous. Singulier.
Pour qui ne le connaît pas, Igarashi est un auteur un peu à part. Dans la veine de Miyazaki, il est profondément attaché à des questions d’environnement et de sociologie qu’il va faire s’incarner jusque dans ses dessins, qui sont puissamment uniques et authentiques. Si comme moi, vous aimez les auteurs avec une patte, vous ne pourrez qu’être conquis. Cependant, c’est aussi un trait très organique, très ésotérique, que je sais clivant, car il a un côté foisonnant qu’on peut trouver brouillon.
Ici, il s’attaque au mythe de la sorcière et comme Rumiko Takahashi avec les sirènes dans Mermaid Saga, il ne se contente pas d’un survol bateau du sujet. Non, il repart aux racines du mythe et en propose une interprétation où les frontières entre le rationnel et le fantastique sont sans cesse dépassées. Comment ne pas aimer quand on s’est un peu lassé de la vision archi classique qu’on nous propose le plus souvent.
Dans le premier tome de ce diptyque, nous suivons deux histoires principalement qui vont venir confronter l’image de la sorcière à celles de minorités bafouée qui cherchent à se venger. La première, la plus longue, prend place dans le Moyen Orient, avec tout le décor, les ambiances et les odeurs que ça implique. On aime ! On y suit une histoire à la narration complexe, mélangeant lieux, époques, personnages mais où se dégage une trame revendicatrice entre femme bafouée en colère et envoyée divine protectrice. C’est juste très prenant et entêtant, plein de mystère et surtout fort et très beau à lire grâce au style graphique si particulier de l’auteur.
La deuxième histoire, un peu moins longue, mais au message néanmoins peut-être plus fort, prend place dans une forêt ressemblant à une forêt vierge, où l’existence d’un peuple autochtone va être menacé par des intérêts privés. Chamane surpuissante, attaque du capitalisme calmée à coup d’esprits protecteurs mais effrayants pour les agresseurs. On adore aussi ! Et le message ici est des plus clairs.
Alors je me doute bien que le texte sera clivant car il a un côté obscur aussi bien dans le fond que l’ambiance, mais j’ai pour ma part adoré cela. J’ai eu l’impression de retourner à une incarnation plus »juste » et moins fantasmée du mythe de la sorcière tout en lui conservant son côté ésotérique. J’ai aimé le bain culturel offert. J’ai aimé les messages délivrés qui n’ont rien de gentils et qui montre que parfois se défendre passe par une forme de noirceur. Et pourtant, j’ai aussi trouvé cette lecture lumineuse, tendre et drôle parfois. Portée par le style unique de Daisuke Igarashi, j’ai vraiment passé un moment dépaysant, préfigurant bien sa saga Designs qui devrait revenir chez nous grâce au retour de Noeve annoncé cette semaine.
This one is interesting, it offers different stories of women with witchcraft power around the world, with astonishing drawings. What I enjoyed the most is the feminine energy that radiates of each character, their power more like a metaphor of strengh and determination that lies in women everywhere when pushed to their limits and how we have to face life and fight for what is worth. There's graphic violence and it triggers some difficult emotions so it's not an easy read.
3,5/5. Trois histoires courtes sur des figures de sorcières, situées dans des pays et époques différentes (Istanbul, Amazonie, quelque chose qui ressemble peut-être à la Chine?) Le dessin est sublime, certaines images sont incroyables. Je sais pas si j’en retiendrais beaucoup mais c’était un manga vraiment agréable à découvrir.
Une très belle découverte, avec trois nouvelles pour ce premier tome où l'on voyage à travers trois cultures différentes, pour découvrir trois histoires tragiques de vengeance de sorcières.
Seul point noir pour moi : le récit est un peu déstructuré et on a du mal à suivre l'auteur et à comprendre où il veut nous amener...
O livro é uma pequena coletênea de oneshots. Uma mais longa, uma mediana e uma bem breve. Todas as personagens principais são envolvidas com magia, todas muito bem trabalhadas e o autor teve cuidado para pesquisar sobre as personagens. As narrativas tem um roteiro interessante e inesperado, os momentos de tensão são bem feitos e em pouco tempo vemos personagens com personalidade bem estabelecida que são únicas, não sendo personagens genéricos e batidas, todas tem um quê de especial e isso que faz a história ser mais instigante e o destino condenatório pesar tanto em nosso coração. Comprei uma edição física porque achei bem bonita e bem feita numa banca de jornal e se tornou uma das minhas obras favoritas.
Recopilación de distintas historias que tienen como protagonistas a mujeres con poderes sobrenaturales de distintas culturas y épocas.El dibujo y los diálogos ayudan a crear muy bien esta aura mística que goza este manga. Sumamente recomendable y profunda. Quedé especialmente impactada con el segundo tomo, la historia de la destrucción de la naturaleza a manos del hombre y la lucha por la supervivencia de esta será una que siempre recordaré.
Överväldigande. Jag satt och mumlade "holy shit" för mig själv typ hela tiden. Första berättelsen inehåller den bästa magiska duell jag sett i något medium. Känns skrämmande, närmast heligt, som en skymt av något för stort för att förstå. Igarashi laddar små detaljer med hemlig mening. Han berättar långsamt men när det övernaturliga väl brakar lös är det oerhört. Jag vill att det här ska finnas i tryck! På engelska eller svenska!