Em 1945 terminava a Segunda Guerra Mundial e o mundo respirava de alívio. Contudo, os horrores do conflito mais sangrento da História não desapareceram com a capitulação dos nazis. Nos escombros de uma Europa destruída, vagueavam milhões de crianças perdidas ou órfãs. Crianças a quem fora roubada a infância e a família. Para sobreviverem, estas crianças entreajudavam-se, estabelecendo laços de amor e amizade mais fortes que o sangue.
Neste contexto, apareceu a UNRRA, um organismo internacional de ajuda humanitária que acolhia e repatriava as crianças que ficaram sozinhas depois da guerra. Foi neste organismo que se voluntariou Martha Jones, uma jovem que queria fazer a diferença e que acabou por encontrar nos escombros enregelados de Salzburgo o propósito para a sua vida.
Para milhões de crianças europeias, o fim da guerra não significou o fim do pesadelo. Muitas lutavam pela sobrevivência todos os dias. Outras eram raptadas para repovoar a população envelhecida das potências europeias
A maioria nunca viu a sua história ser contada. Os Bastardos de Hitler conta a história destas crianças.
Francisco Ramalheira é professor, gosta de jogar à bola com os amigos e de comer tudo aquilo que acrescenta tecido adiposo. Quem o conhece diz que é um pouco distraído. Quem o conhece bem, sabe que «pouco» é um eufemismo. Tem uma cadela, chamada Luz, e dois gatinhos, a Farrusca e o Ranhoso, não sendo da sua responsabilidade o processo de batismo deste último.
O escritório da sua humilde habitação está repleto de todo o género de livros (incluindo de banda desenhada), videojogos e jogos de tabuleiro. É para lá que vai quando quer abandonar a civilização.
É o autor do podcast «Ora Eça», no qual conversa com várias personalidades do mundo literário português.
“Ainda há boas pessoas, capazes de amar e de pensar no próximo. São essas que temos de encontrar e querer ao nosso lado.” 🥹
Uau, que livro foi este! Estou sem palavras e chego ao fim com lágrimas nos olhos, não estava à espera de ser surpreendida desta maneira e este livro excedeu todas as expectativas que eu tinha. Gosto bastante de ler sobre a temática e acompanhar histórias que ocorrem nesta altura porque acho que nunca devemos esquecer as atrocidades de que o ser humano é capaz, mas também porque encontro sempre pedaços de bondade e este livro é mesmo isso: um livro carregado de pedaços de bondade, um livro carregado de amor no meio da miséria, um livro que nos faz refletir e nos ensina.
Adorei o trabalho de investigação que se nota que o autor fez e com isso aprendi muita coisa.
Apaixonei-me por estas personagens, por esta família unida pelo amor.
Muito se discute sobre a Segunda Guerra Mundial, um dos períodos mais sangrentos e mortais da História, marcado pelos terríveis campos de concentração nazis e pela crueldade dos soldados das SS. No entanto, raramente se aborda o que aconteceu depois da guerra, especialmente com os sobreviventes—e, entre eles, as crianças que ficaram órfãs. O Francisco, através de uma pesquisa extraordinária, transporta-nos para esses dias sombrios do pós-guerra, revelando histórias que merecem ser conhecidas. Venham conhecer as crianças do Covil: Hanna, Lewi, Wa, Gábor, Abi e Marianne. Ah! E o Ranhoso, claro! Deixem-se envolver por esta narrativa de amizade, resiliência e superação. E sim, convém ter os lenços de papel por perto. A opinião completa no YouTube:
As personagens tal cómo a narrativa estão perfeitamente construídas, sendo palpáveis e com uma evolução impactante. O Lewi, a Hannah e o Gabor foram os que me marcaram particularmente.🧸
É notável o trabalho de pesquisa do autor que nos traz uma história cheia de factos históricos para além de partes emocionalmente poderosas e reflexão levando nos a descubrir o verdadeiro significado da palavra "família "🥖
Um livro que mistura na perfeição realismo histórico e ficção, que me prendeu imediatamente na primeira página.
Sem dúvida uma leitura que me sera inesquecível tal como as crianças do covil.
Gostam de livros para ler com um lencinho à mão? "Os Bastardos de Hitler" de Francisco Ramalheira é um candidato a leitura mais emocional do ano.
Não se fala aqui de casos extraconjugais do ditador, mas de um grupo de vítimas, muitas vezes esquecido, da 2° Guerra Mundial. Os milhões de crianças que ficaram órfās na sequência do conflito e que se viram obrigadas a sobreviver sobre escombros e entre ruínas à fome. Para demonstrar essa triste realidade, o autor vale-se da história ficcional da família do Covil, um conjunto de crianças e adolescentes obrigados a serem adultos. Uma família sem laços de sangue mas com correntes de aço forjadas na luta pela sobrevivência numa Salzburgo a recuperar da tragédia.
Além deste grupo, há personagens verídicos e não só, que bebem da História para pintar um retrato daqueles tempos difíceis. Exemplo disso, Martha Jones, voluntária que vem dos Estados Unidos para integrar a UNRRA, organismo embrionário da Agência para os Refugiados da ONU. Ou então o "real" Hermann Gmeine, austríaco que criou as Aldeias de Crianças SOs, instituição atualmente presente em dezenas de países, nomeadamente em Portugal. Aliás, o nosso país tem também uma passagem enternecedora neste livro.
Em conclusão, "Os Bastardos de Hitler" é, ao contrário do que este título possa indiciar, um livro virado para as emoções e relações humanas. Em algumas partes até algo melodramático. Apesar da pesquisa aturada, a vertente histórica é contextual e acaba por ser um pouco superficial, num equilíbrio que resulta numa leitura leve e romanceada face aos factos duros que relata. Se procuram uma leitura acessível, compulsiva, de carácter histórico, com personagens empáticos e fortemente emocional este é um livro a ter em conta.
“Aos seis anos, já sabia que as recordações podiam doer muito.”
Este livro não é apenas uma história sobre guerra… é, acima de tudo, um retrato sensível e profundo da infância marcada pela perda, pela reconstrução emocional e pela força dos laços humanos no meio do caos.
Acompanhamos aqui a dor e a resiliência de crianças que viveram o pós-guerra, um tema ainda tão pouco explorado na literatura com esta profundidade. É comovente perceber como o autor mergulhou num extenso trabalho de investigação para dar voz a estas memórias silenciadas. Cada detalhe, cada curiosidade histórica, carrega um peso e uma verdade difíceis de ignorar.
Tive o privilégio de trabalhar com a Aldeia das Crianças SOS em Gaia, e ver o início deste projeto retratado nas páginas foi particularmente emocionante, uma homenagem silenciosa à esperança que sobrevive mesmo nos cenários mais sombrios.
O momento de Waclaw no comboio partiu-me o coração. É daqueles episódios literários que me vão perseguir muito depois da leitura.
O final? Absolutamente arrebatador. Um dos mais bonitos, emocionantes e bem conseguidos que já li.
Este não é mais um livro sobre Hitler e as suas atrocidades. É um livro sobre aquilo que ficou depois. Sobre o que resta nas crianças. Sobre a forma como o amor fraterno, por vezes, é a única tábua de salvação.
Recomendo vivamente a quem procura uma leitura com impacto real, emocionalmente carregada e escrita com uma sensibilidade rara.
Não consigo dizer muitas coisas sobre este livro a não ser que devia ser lido por todos; quanto mais não seja para não repetirmos os erros do passado e aprendermos com a Martha e o Hermann.
O autor consegue, no meio de um contexto de pós-guerra, dar a conhecer o que se passou com as crianças neste período e os jogos políticos à volta delas, ao mesmo tempo que mostra que o conceito de família vai muito além de pessoas partilharem o sangue.
Que livro...Uma história cativante que nos agarra de princípio ao fim. Muita ternura e amor em tempos muito difíceis na altura da 2ª Guerra Mundial. Dos melhores livros que li até hoje. Fiquei fã do autor e vou querer ler mais dele. Levem um pacote de lenços ao ler o livro que vão precisar.
"Os Bastardos de Hitler" é um livro de uma sensibilidade incrível. Não fazia ideia das problemáticas abordadas referentes ao período que se seguiu à 2ª Guerra Mundial, e a forma como Francisco Ramalheira traz este tema ao de cima é impressionante.
O que mais me marcou foi a construção das personagens – simplesmente perfeita! Sem necessidade de um grande vilão, cada figura consegue impactar de uma forma genuína e profunda. A evolução de cada personagem é real e emocionante, e houve momentos que me deixaram completamente rendida.
A história tem ainda uma ligação bonita com Portugal, bem fundamentada e envolvente, o que acrescenta outra camada de interesse ao enredo.
No geral, só posso dar os parabéns ao autor! Sei que o processo de pesquisa e elaboração do enredo foi demorado e difícil, mas o resultado valeu todo o esforço e dedicação. Uma leitura poderosa que nos faz recordar o que é realmente importante na vida.
Este livro , surpreendeu me tanto ☺️ Deixou me com um cisco no olho 😭 que estória tao bonita , na maneira que a pode ser , sendo este tema , mas fala do verdade ido significado de familia , apesar de não serem do mesmo sangue , adorei ❤️ recomendo muito
Esta é, sem dúvida, a melhor obra de Francisco Ramalheira, até à presente data. Um livro com ritmo excecional e um enredo de deixar o leitor sempre na ânsia do próximo capítulo. Personagens muito bem pensados, que exigiram certamente bastante investigação e que se constroem ao longo da história de forma que seja impossível para quem lê ficar indiferente. Com um toque de humor, que caracteriza a escrita do autor, é um romance de leitura obrigatória nos dias que correm.
É-me impossível não realçar o talento notório do Francisco Ramalheira e expressar que ele merece muito reconhecimento, pois mais uma vez, somos presenteados por uma obra que é um trabalho incrível de pesquisa e escrita.
O que mais me cativou foi a forte ligação que se cria entre as crianças, que acabam por formar uma verdadeira família. A escrita é clara, marcante e consegue transmitir profundidade sem ser complicada e ensinar-nos factos que poderão ser desconhecidos para muito de nós sem ser chato. O Francisco sabe também como tocar as emoções do leitor, criando momentos de grande empatia, em especial com aquele final que é capaz de arrancar uma lágrima até ao coração mais frio do mundo !!
Consegue fazer-nos sentir tristeza por sabermos que os factos contados nestas páginas marcaram tantas crianças num passado não tão longínquo, da crueza da realidade retratada que pesa no coração de quem lê. É um lembrete da dura realidade vivida por muitos no passado.
Recomendo mesmo muito a leitura deste livro, que é uma obra que convida à reflexão sem perder o toque humano e próximo. Cada página é uma oportunidade para aprender e sentir. Compre o livro e deixem-se envolver por esta história emocionante e surpreender por uma narrativa que, de forma simples, nos oferece uma nova visão sobre o passado.
Descobri este autor por acaso. Fui comprar um livro e comentei com a livreira que ia à apresentação do mesmo. Então ela perguntou "Já conhece o Francisco Ramalheira? Ele vem cá à Bertrand apresentar este livro. Não o quer levar?" Fiquei um bocadinho renitente pois devo ter mais de 100 livros à espera de serem lidos... Mas depois de o folhear fiquei rendida. No dia da apresentação já tinha lido metade do livro e até fui comprar outro do mesmo autor. Este livro, apesar de ter um tema duro, as crianças órfãs e abandonadas do pós guerra, consegue ao mesmo tempo ser ternurento. Como é que as crianças sobreviveram? Como é que dois adultos, que no início até tinham o apoio de uma organização mas depois esse apoio foi retirado, conseguiram ajudar tantas crianças? Como surgiram as Aldeias SOS, nomeadamente a que existe em Cascais? Um livro lindo, que fala de abandono mas também de amizade, que fala de tristeza mas também de sonhos, que fala de afastamento mas também de reencontros. Um livro que todos deviam ler e ao qual ninguém devia ficar indiferente. Francisco Ramalheira, um autor para porem na vossa lista de livros a comprar.
Esta foi uma leitura conjunta de mãe e filha ❤️de vez em quando juntamo-nos para ler algo juntas! Esta temática de guerras mundiais e pós guerras são muito debatidos aqui em casa então logo que peguei neste livro ela disse logo que queria ler comigo. E que bom que foi Obrigada Francisco pelo trabalho maravilhoso aqui feito
Não sabia muito sobre esta parte da história e hoje sinto que ambas aqui ganhamos muito… a Marta e os seus filhos deliciaram nos e ensinaram nos que não importa a as condições, quando temos empatia e cuidamos do próximo a nossa vida é muito mais doce sejam elas quais forem as circunstâncias. Sem dúvida vou recomendar muito este livro!!!
Não podemos esquecer as atrocidades que se passaram no passado mas nós continuarmos a repetir!! Por mais livros que sejam escritos com esta sensibilidade 🤞
"Ainda há boas pessoas, capazes de amar e de pensar no próximo. São essas que temos de encontrar e querer ao nosso lado."
(Levem lenços para ler isto!!! Nós aqui em casa choramos que nem bebês 😭😭😭🫣🫣🫣)
Apesar de já ter lido bastantes livros sobre o Holocausto ( e II guerra mundial) não sabia da história do que aconteceu a tanta criança depois da guerra. Não sabia que todos os países os queriam e não pelas melhores razões. Um livro com grande pesquisa histórica que me deixou um nó na garganta ao longo das páginas.
“Podemos ser um país historicamente em crise, de economias débeis, lideranças corruptíveis e prioridades trocadas, mas há algo em que somos imbatíveis: não deve haver povo tão solidário e empático como o nosso”
Foi um dos livros que na minha vida me fez chorar com força. Uma narrativa que conta uma tragédia real que aconteceu e parece esquecida no mundo de hoje. Fez-me chorar porque eu senti-me como uma daquelas personagens que nunca se deixaram abater e os valores ensinados pelo livro estão hoje em falta
Leitura obrigatória
Obrigado e parabéns tanto a editora (Saida de Emergência) como ao autor (Francisco Ramalheira)
Recomendo vivamente que leiam este livro com um pacote de lenços ao lado.
Li este livro por duas vezes e se a minha lista de livros por ler não fosse gigante começaria novamente hoje de tão maravilhoso que é.
Este é daqueles livros que nos demonstra o antagonismo do ser humano, pois aproxima-nos tanto das suas atitudes mais podres como das mais bondosas.
Pois enquanto nos conta o Pós Segunda Guerra Mundial e todo o rasto de destruição que foi deixado pela guerra, foca-se também no que há de melhor no ser humano - a bondade.
Nesta história o autor conta-nos aquilo que quase não nos é contado - os órfãos deixados pela guerra que são obrigados sobreviver como podem, seja a roubar, seja a pedir.
É aqui que conhecemos as crianças do covil, seis crianças que vivem num barracão como se fossem uma família.
São várias as crianças que se juntam em grupos para poderem sobreviver a estes tempos tão difíceis, algo que a UNRRA tenta mudar.
Só vos digo que têm mesmo de conhecer estes personagens. São crianças que perderam a infância e que tentam sobreviver como podem.
Gabor é o irmão mais velho e faz de tudo para que nada falte aos seus irmãos.
Waclaw tenta seguir as pisadas do irmão mais velho, fazendo de tudo para não o desiludir.
Lewi e Hanna são irmãos de sangue. Lewi adora música e Hanna o seu gatinho Ranhoso.
Estes são os meus personagens preferidos. O que têm eles em comum? São crianças que tiveram de crescer demasiado cedo e que viram e sofreram os horrores da guerra.
Temos outras personagens maravilhosas, mas se as querem conhecer têm mesmo de ler!
Esta é a história delas, mas podia ser a de qualquer um, e aconselho que leiam e desfrutem desta história e da escrita do autor.
"Os Bastardos de Hitler" é um romance histórico de uma época pouco contada, sobre as maiores vítimas do pós Segunda Guerra Mundial: as crianças. Este livro conta a história de uma família de crianças que, embora fictícia, é baseada em casos reais. O Francisco tem o dom de escrever sobre factos históricos com uma leveza muito própria, misturando sabedoria e humor. Foi exatamente por isso que este livro me fez sorrir e chorar de igual medida, assim como me fez acreditar na bondade, mesmo após tanta crueldade do ser humano. Personagens que quis conhecer, abraçar, trazer comigo. Para mim, pessoas reais que tornaram esta família e esta história tão especial. Tornou-se claramente num dos meus livros favoritos de sempre, pois ainda me faltam palavras para o descrever. É incrível!
Parabéns, Francisco, pelo teu empenho, estudo e trabalho extraordinário. 👏🏽