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A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. É uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas. Intriga, ganância, amor, paixão, e uma aura de misticismo, num romance extraordinário.

392 pages, Paperback

First published June 1, 2014

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About the author

Sandra Carvalho

37 books266 followers
Sandra Carvalho is a young writer who has been asserting herself as a creator of compelling high fantasy in Portuguese. The Saga das Pedras Mágicas (Magical Stones Saga) that she has published, awakens an enthusiastic and growing interest among lovers of the genre, always waiting with great expectation the next volume. A Última Feiticeira (The Last Witch), O Guerreiro-Lobo (The Wolf-Warrior), Lágrimas do Sol e da Lua (Tears from the Sun and the Moon), O Círculo do Medo (The Circle of Fear), Os Três Reinos (The Three Kindgoms), A Sacerdotisa dos Penhascos (The Priestess of the Cliffs) and O Filho do Dragão (The Dragon's Son) compose, for now, the saga she has been writing.

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6 (1%)
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Profile Image for Tita.
2,201 reviews233 followers
May 14, 2020
Opinião conjunta da trilogia
Há muito que ouvia falar muito bem desta trilogia de Sandra Carvalho e que abordava a descoberta dos Açores, por isso estava à espera de um romance histórico mas, quem parte com estas expectativas poderá sentir-se algo defraudado. Eu adorei, quer a história, quer as personagens mas não é um histórico sobre a descoberta dos Açores. Encarem como um romance de fantasia com uma pontinha de histórico.

Em O Olhar do Açor conhecemos Leonor, uma jovem fidalga e que nós, leitores, sabemos logo de início que é filha de Constance e do corsário Diogo, e não de Gonçalves Vaz, como toda a gente pensa.
Leonor tem uma vida pacata e feliz, com os seus pais e os seus amigos, principalmente com Guida, que apesar de negra, é a sua melhor amiga. Mas quando o fidalgo Tomás Rebelo tenta "tomar" a Herdade de Águas Santas, Leonor e Guida, têm que fugir e acabam em Lisboa, num barco de piratas portugueses.
E, ao longo das páginas de Filhos do Vento e do Mar vamos acompanhando a viagem de Leonor e Guida, e a vida no barco, e a vida na ilha das Flores em O Grito do Corvo.

O primeiro livro tem um ritmo um pouco mais calmo e que serviu muito bem o propósito de nos dar a conhecer as personagens e, parte, dos seus problemas. E, a minha sorte, foi ler os três livros todos de seguida pois, o final de cada um, "pede" logo o próximo livro. Imagino o "desespero" de quem teve que esperar que o livro seguinte fosse editado.
Os livros têm a qualidade que a Sandra Carvalho já habituou os leitores. Uma grande história, com personagens incríveis e descrições que nos fazem viajar sem sairmos do lugar.
Adorei principalmente as cenas de aprendizagem de Leo no barco. E com piratas destes, também eu gostava de viajar eheheh
Profile Image for Su.
261 reviews13 followers
February 2, 2017
Em primeiro lugar não posso deixar de começar por salientar o quão entusiasmada fiquei quando soube que existia uma nova saga da Sandra Carvalho e ainda mais quando me apercebi que no lugar de se inspirar em mitologia nórdica, celta ou de outros povos alheios, a ambientação da sua nova narrativa eram os Descobrimentos Portugueses e a descoberta da Ilha dos Açores! Fantástico! É literalmente um sonho tornado realidade!

À primeira vista pode parecer algo interessante, mas no fundo é muito mais que isso. É algo inédito. Um primeiro passo que pode representar o início de algo maravilhoso. Acredito e espero que daqui a algumas décadas olharemos para trás e indicaremos a Sandra Carvalho como uma das pioneiras da fantasia épica portuguesa, não só no idioma da narrativa mas também ao nível das fontes de inspiração da sua mitologia.

Para deixar clara a importância que este livro tem para mim como fã de fantasia em Portugal, assumo que tenho pena de não ler mais autores nacionais, lusófonos em geral, e tenho feito mais recentemente um esforço para contrariar a tendência de ler quase só autores anglófonos, principalmente norte americanos. Contudo, sendo a fantasia o meu género de eleição, isso revela-se difícil pois são poucas as obras nacionais do género e estas por diversas vezes soam um pouco versões ainda a amadurecer inspiradas nos clássicos e sucessos da actualidade que são quase sem excepção obras anglófonas. Feitos os devidos elogios à iniciativa, passo ao livro propriamente dito.

Antes de entrar na minha apreciação da história, quero referir que considero a menção na sinopse à “realidade da sociedade portuguesa do século XV” claramente abusiva e que inclusive induz em erro, podendo gerar uma expectativa errónea do que se vai encontrar nesta história e uma posterior desilusão pela falta da dita realidade dessa altura, sendo que num livro de fantasia que se assuma indubitavelmente como tal, isso não tem qualquer problema. Em vez de “É uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora”, seria preferível dizer algo como “É uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, baseando-se em diversos factos históricos portugueses do século XV para criar uma realidade alternativa de fantasia para as personagens e dos cenários imaginados pela autora”. Eu adoro fantasia e este livro, apesar das suas falhas, é precisamente o estilo que eu esperava, no entanto, certamente que alguém à procura de um retrato minimamente fiel à realidade da época ficará invariavelmente desiludido.

Mesmo a mim, houve alguns pormenores que me incomodaram, não por não retractarem fielmente a época, mas sim por não me soarem credíveis, independentemente de ser um mundo ficcional. Uma dela é a camaradagem excessiva entre Leonor, a herdeira de Águas Santas e a Guida, a escrava que é a sua melhor amiga. Gostei muito de acompanhar a amizade de ambas, mas a igualdade com se tratam é inverosímil perante as circunstâncias. Por mais amigas que fossem e por mais bem tratada que Guida fosse na casa, seria muito improvável que esta tivesse à vontade para gozar fortemente com a menina da casa a ponto de a arreliar chamando-a de “pieguinhas” e afins. Agrada-me imenso a sua personalidade irreverente, primeiro porque acho refrescante, segundo porque acredito que tendo muito por onde crescer e amadurecer, será uma personagem da qual dará gosto acompanhar a evolução. No entanto, não sou capaz de não achar inconsistente o seu tratamento a rebaixar Leonor, ainda que na brincadeira e de forma amigável. Qualquer criança por mais confortável que se sinta na amizade, ao ser criada a saber o lugar de poder e importância da amiga enquanto ela serve à mesa e é filha dos criados (já nem estou a considerar a posição como escrava, mas sim como uma criada querida da casa), sabe e age até inconscientemente de acordo com essa balança de poder. Duvido que sequer lhe passasse pela cabeça tratá-la até de igual para igual , por mais que a amiga até insistisse e se sentisse assim, quanto mais gozá-la e diminui-la. Não espero nem quero uma história fiel aos factos históricos nem sequer à mentalidade, que hoje sem dúvida consideraríamos chocantemente retrógrada, daquela época, contudo considero que o mínimo de realismo é necessário, e num mundo onde é assumido que a escravatura existe e é considerado natural pela maioria da sociedade, a escrava de uma casa por mais bem tratada que tenha sido sentir-se confortavelmente à vontade para fazer “bullying amigável” à herdeira que serve é indiscutivelmente despropositado e irrealista, até para um mundo único de fantasia criado à medida para esta narrativa imaginativa. De qualquer forma, aponto isto com a intenção de que seja uma crítica construtiva e apesar de me incomodar levemente a sua base de incoerência, não estraga a minha apreciação da história em si.

Outra coisa que me incomodou na mesma linha foi o tratamento de toda a gente por tu. Obviamente que não queria que o livro fosse escrito em português arcaico, mas achei que esse factor estava tão exagerado que quase me fazia sentir que estava a ler uma má tradução do inglês, em que que como não existe essa distinção de tratamento, gera alguma dificuldade ao ser traduzido para a língua portuguesa, frequentemente perdendo a sua autenticidade. Sendo que a própria relação pais-filhos, o especial tratamento dos escravos, são bastante influenciados por uma mentalidade actual, eu facilmente aceitaria o tratamento por tu em família. Agora, quando Luís Fidalgo chega à herdade e tanto Leonor como Constance o tratam naturalmente por tu achei a gota de água. Nem hoje em dia isso aconteceria, quanto mais numa ambientação do século XV. Pior que isso é que num parágrafo Constance fala para o estranho que acaba de lhe ser apresentado tratando-o por tu, e na fala seguinte fala para antigos amigos da casa com o mesmo estatuto social dirigindo-se a eles por vós. Não me queixo por uma questão de fidelidade histórica, pois como já disse e repito, não esperava nem desejava tal coisa, mas sim por uma questão de ambientação realista. Não me soa credível, causa estranheza na tentativa de imaginar essa realidade e instintivamente soa forçada, mesmo a nossa imaginação rejeita como não sendo plausível.

Ainda considerando os pontos negativos, não simpatizei muito com a Leonor crescida. Não a achei desinteressante, mas também não me senti arrebatada e impressionada com a sua personalidade, como tantas vezes acontece com as protagonistas, e não só, desta autora. Talvez amadurecendo um pouco seja possível conquistar-nos mais para a frente da sua história. Pelo contrário, simpatizei bastante com a Contance e com a Guida. São ambas mulheres fortes e decididas, cada uma à sua maneira, bem ao estilo das fantásticas personagens a que a autora nos habituou.

Quero ainda referir que achei a lenda fantástica! O nome, a alcunha e a origem do Diogo foram elementos muito imaginativos e entusiasmantes! Por outro lado, a vilania do antagonista foi um pouco forte, criando momentos demasiado angustiantes e dramáticos. De qualquer forma, o final é imensamente promissor! O modo como termina a história, faz antever novos personagens que podem vir a ser bem interessantes e fazer evoluir o enredo de formas inesperadas.

No geral considero que a história foi bastante agradável de ler, mas ficou demasiado introdutória. O enredo arrastou-se um pouco e o livro acabou por terminar, precisamente quando finalmente estava a descolar. Penso que todos os acontecimentos em Águas Santas na normalidade, serviram apenas para contextualizar e motivar a acção em si, que se seguiu e esta poderia ter começado mais cedo.

Em suma, foi o primeiro livro de uma saga que me criou imensa expectativa, e que apesar de ser um pouco introdutório e de merecer algumas críticas pontuais, foi bastante satisfatório. Fica uma enorme curiosidade e vontade de ler a continuação que promete ser ainda melhor!
Profile Image for Sofia Teixeira.
608 reviews131 followers
April 9, 2017
Em qualquer Feira do Livro de Lisboa, sempre que o nome Sandra Carvalho é anunciado nas sessões de autógrafos, basta passar pela praça da Editorial Presença para testemunharmos a longa fila de leitores que esperam com afinco pelo seu tempo com a escritora. Desde que se iniciou com A Saga das Pedras Mágicas, cujo primeiro volume tem o título A Última Feiticeira, que o número de leitores foi sempre a subir. Passados oito volumes e, consequentemente, terminada essa série tão cheia de magia e de leitores sedentos por mais, Sandra Carvalho inicia uma nova estória, esta dividida em dois volumes, em O Olhar do Açor.

Enquanto que n'A Saga das Pedras Mágicas o universo fantástico é evidente desde o início, nesta nova obra a autora apostou primeiro numa contextualização temporal e histórica, construindo todo o enredo à volta dos costumes do século XV e tecendo fervorosamente um mistério para o qual o leitor terá a sua dose de espera para ver revelado. A componente de fantasia vai-se mostrando aos poucos, assim que urge a necessidade de evitar uma miríade de tragédias que parecem impossíveis de combater. E este é um ponto forte a favor de Sandra Carvalho - a forma como a autora conduz o leitor para o pânico, levando-o a sentir uma ferocidade protectora imensa em relação às personagens e criando a inevitável ligação com as mesmas.

Se no início ficamos a conhecer o passado de Constance e o grande segredo que esta esconde, é na narrativa central que acompanhamos a vida de Leonor, sua filha, que herdará a grande responsabilidade de nos encaminhar pelos caminhos tortuosos da destruição, da morte, mas ao mesmo tempo da esperança, do amor e da paixão. Guida, a sua grande e fiel amiga, dar-nos-à outra perspectiva dos acontecimentos, da forma como vê o mundo e do que uma pessoa está disposta a fazer para proteger quem ama verdadeiramente. A sua luta contra as suas raízes místicas será uma luta que facilmente irá perder se quer tentar salvar Leonor.

O fim é ingrato e certamente qualquer leitor irá reclamar por não haver já o segundo volume. Tantas perguntas por responder, tantas dúvidas, emoções pendentes que transbordam do peito de quem quer ver um final feliz e este não chega. Crónicas da Terra e do Mar mostra-nos uma narrativa que oscila entre a bondade e a malvadez, entre o desejo e a obsessão, o amor e a perda. Com uma escrita dura nos momentos certos e enternecedora nos restantes, ficar indiferente a esta estória que tanto nos transporta para o passado português mostra-se impossível. Falta esperar pelo derradeiro desfecho e pelo destino que Sandra Carvalho terá dado aos protagonistas. Gostei.
Profile Image for Ana.
596 reviews67 followers
September 3, 2020
Para quem tem preconceito em ler autores portugueses esta trilogia serve de exemplo da geniialidade dos autores nacionais em escrever vários géneros literários.
A fantasia está bem representada pela Sandra Carvalho e pelos seus livros
Profile Image for Maria .
29 reviews18 followers
August 2, 2014
A escrita de Sandra Carvalho é fácil de reconhecer. Em parte pela insistência em certos vocábulos (que não me recordo de encontrar muitas mais vezes, como "aleivoso"), em parte pelo ritmo que impõe. Mesmo assim, é um bom regresso, num registo algo diferente da série anterior. O final foi bem pensado, deixando uma porta bem aberta para o próximo livro (e o leitor expectante, claro).
Profile Image for João Pinto.
125 reviews
January 22, 2022
As minhas leituras de 2022 começam com as "Crónicas da Terra e do Mar". Confesso que tinha alguma curiosidade de ler algo da Sandra Carvalho fora da "Saga das Pedras Mágicas". Para mim, sem dúvidas, a melhor autora de fantasia no panorâma nacional.

História de Portugal com uma pitada de magia? Sim!

Numa viagem ao século XV, época dos Descobrimentos, este 1o volume inicia uma história empolgante onde os acontecimentos se sucedem a um bom ritmo. Marcado por personagens fortes, com as quais criamos uma empatia ou um "ódio de estimação" e que vão evoluindo ao longo da trama, ainda há espaço para reflexão a temas que são intrínsecos nos livros da autora: a família, o amor e a amizade.

O lado bom de ter lido este livro em 2022 é que posso começar já o 2o volume, tantas as questões que ficaram em aberto e que necessitam de resposta.
Profile Image for Joana Gonzalez (Elphaba).
703 reviews36 followers
July 1, 2014
Opinião completa em: http://historiasdeelphaba.blogspot.pt...

Embora há alguns anos tenha tido a oportunidade de ler uma boa parte de A Saga das Pedras Mágicas e estar ciente das qualidades de Sandra Carvalho, confesso que não sabia o que esperar do primeiro título da sua obra em duas partes, Crónicas da Terra e do Mar, num registo que tende à ficção história – não me desiludi.
Como a maré enchente que vai conquistando cadenciadamente o seu pedaço de areia até atingir a plenitude da maré cheia, O Olhar do Açor foi uma leitura que me foi cativando progressivamente até ao seu final, emocionante, através da sua verosimilhança, dos seus momentos de tensão, com acção constante, plenos de incertezas e pela sua história tão mágica quanto enternecedora, digna de um verdadeiro conto-de-fadas, que principia a narração.

(...)

Uma das questões mais fascinantes, pelo menos para os adeptos de literatura fantástica, tem que ver com a aura sombria que se vai entranhando nos primeiros desenvolvimentos, com uma superstição latente que vaticina algo maligno que dará lugar ao inexplicável, uma espécie de magia branca e magia negra, o bem e o mal em doses diferentes e por diferentes elementos que causam expectativa e aguçam a imaginação.

Lendas, boatos e verdades entrelaçam-se entre intrigas, num relato plausível que mistura realidade e ficção, ganham vida quer seja num ambiente pastoril ou na Lisboa dos malfadados, cenários que permitem visualizar de forma sensitiva os acontecimentos e estabelecem empatia com as personagens.

(...)
Profile Image for Vanessa Montês.
700 reviews29 followers
December 8, 2014
4,5**

(...)

Apesar de o livro se centrar essencialmente em Leonor, as partes sobre a sua mãe eram as minhas favoritas, Constance era uma personagem forte, determinada e que não se arrependia das suas escolhas, por muito difíceis que tivessem sido no passado. Já Leonor é uma personagem com quem é mais difícil criar empatia. Ainda uma adolescente, existem inúmeras passagens com descrições das suas "birras", o que acabam por a descrever como uma criança um tanto ou quanto mimada e habituada a ter tudo o que quer. Mas gostei de ver a transformação da personagem ao longo de toda a narrativa e à medida que percebia que o mundo não girava à sua volta e que era tudo menos perfeito. Aí finalmente vemos um lado mais forte e determinado desta personagem e vemos o quando ela mudou após todas as provações que sofrera e que ainda não terminaram, não fosse este o primeiro livro de uma duologia.

Admito que tive imensa pena de não aparecer a tão misteriosa e importante personagem de Diogo Açor e tenho imensa esperança de saber mais dele no próximo livro. Apenas sabemos que ele existe por sussurros e segredos que não deviam ser pronunciados e este aparenta ser a peça fundamental de todo o drama. Sem dúvida uma personagem que quero imenso conhecer.

Um livro que vem mais uma vez reforçar o grande talento de Sandra Carvalho como contadora de histórias, demonstrando que a sua imaginação é interminável. Recomendo!

Opinião completa em http://blocodedevaneios.blogspot.pt/2...
Profile Image for Laura (laura.s.m.m).
409 reviews29 followers
June 2, 2022
A escrita belíssima da autora não me é estranha, após ter terminado a Saga das Pedras Mágicas quis automaticamente devorar todo o conteúdo que tivesse para oferecer!

Junta vários temas que adoro: Mitologia, os descobrimentos, piratas... entre outros!

Leonor é a personagem principal. Nascida num berço de ouro, teve sempre tudo o que queria, contudo não cresceu como seria esperado uma menina de bons nascimentos! É detentora de uma personalidade que não se deixa pisar! Adorei-a, a nossa Leo terá muito mais para dar e espero sinceramente ver o crescimento dela ao longo dos outros dois livros.

Guida é a minha personagem preferida e ver como cresce e o que lhe acontece partiu o meu coração... mas sei que juntamente com Leo vão as duas vingar na vida.

Tomás Rebelo é o antagonista desta história... e nada de bom tenho a dizer sobre ele. Excetuando, talvez, a arte da Sandra Carvalho fazer-me odiar uma pessoa que não existe !!

Aquela parte final deixou-me super empolgada para avançar para o próximo livro!

Sandra faz o casamento perfeito entre fantasia e romance histórico, envolvendo-nos numa narrativa super deliciosa!! Mal posso esperar para conhecer mais sobre estas personagens.
September 7, 2020
Comecei este livro reticente, mas depressa fiquei enredada na trama da história! E que história, esta transporta-nos para um período áureo da história de Portugal, as descobertas de novas terras, os portugueses a espalharem-se pelo mundo não deixando de abordar questões incómodas e polémicas como a escravatura e o espalhar da fé cristã pela espada.



Mas a narrativa prende-nos com a história de Constance (acho que a autora poderia fazer um livro sobre esta personagem, pois muito ficou por contar), e como esta vê o seu mundo calmo em Águas Santas ser invadido por um demónio, na figura de Tomás Rebelo, que destrói toda a família e a propriedade.



Um livro com muitas reviravoltas, feitiçaria, piratas, jovens que descobrem dons e lutam contra o destino negro que se avizinha. Leonor, filha de Constance, e a sua amiga Guida fogem da quinta, rumo a Lisboa em busca de um navio que as ponha a salvo em Inglaterra... mas algo mais espera Leonor e esta fica a saber que tem o olhar do Açor... e mais não conto para não estragar a leitura de quem vai ler a seguir!!



Recomendo vivamente a leitura dou 4,5 estrelas, mas se for tão bom o próximo creio que terá 5 estrelas!!!
Profile Image for Rita.
481 reviews64 followers
July 20, 2024
3,5

Estou rendida à escrita da Sandra Carvalho 🫡👏🏼

As descrições e a escrita é muito rica, ainda assim conseguimos compreender tudo perfeitamente e relacionar-nos com as personagens! Bem… algumas, porque a Leonor dava nervos no início 🤣 ser adolescente é complicado.. mas depois ao passar por tantos desafios foi interessante ver a mudança!
Por outro lado adorei a Guida, a sua melhor amiga.

A diferença entre as classes sociais, as amizades e amores improváveis.
As diferenças de pensamento e a forma como viam os escravos deixou o meu coração partido por ver a forma como os descreviam.

Existe uma personagem que me deu vontade de dar-lhe uma palmada na cara e fazer coisas bem piores! 🤣 mas teve o que mereceu no capítulo 12.. para depois voltar a fazer com que sofresse! Pessoal mas sofrer de uma maneira dolorosa.. a pessoa faz coisas mesmo más que dói!
Socorro as reviravoltas são reais! É um livro com muita ação, muito draminha gostoso à mistura!

As capas dos livros estão muito bonitas e os detalhes dão algumas dicas para a história.
Querem coisa melhor que um livro com elementos mágicos e piratas? Ainda para mais de uma autora portuguesa 🤭

Vamos dar mais hype a esta senhora, como é que na minha adolescência não me aconselharam estes livros? 🤯

Em geral espetacular para um primeiro livro de uma trilogia, uma introdução a este mudo que está por desvendar-se 🙌🏻✨
Ainda bem que comprei a trilogia completa e não tenho de aguardar por respostas 🤣🤭
Profile Image for Marta Clemente.
752 reviews19 followers
September 22, 2022
"O Olhar do Açor" foi a minha estreia com a autora portuguêsa Sandra Carvalho. Este é o primeiro livro das crónicas do vento e do mar, uma triologia que nos transporta para o Portugal da época dos descobrimentos.
Nesta triologia vamos conhecer a jovem fidalga Leonor e a sua escrava Guida.
Após o bárbaro assassinato dos pais às mãos do maléfico Tomás Rebelo, Leonor e Guida tentam sobreviver e resistir às adversidades que se lhe apresentam. Com a ajuda de um amuleto mágico Leonor consegue ultrapassar as várias vicissitudes com que se depara.
A autora escreve muito bem! Apesar de o género fantasia não estar dentro dos meus preferidos, este livro está tão bem escrito que dá vontade de continuar.
Tive pena que não fosse mais explorada a vertente de romance histórico, este sim um dos meus géneros favoritos.
Profile Image for Mónica.
271 reviews45 followers
September 1, 2017
O que podemos dizer sobre um livro que nos arrebata por completo e nos deixa de tal modo sequiosos de mais que temos dificuldade em pousá-lo?

"O Olhar do Açor" marca a minha estreia com a autora Sandra Carvalho. Este livro encontrou-me numa circunstância caricata. Estava eu a passear pela Feira do Livro de Lisboa quando, decidi descansar um pouco e sentar-me num banco junto do espaço da Editorial Presença. Estava a decorrer nesse momento a apresentação de um livro, mas até então eu desconhecia de que livro ou autora se tratava.

Ao ouvir as pessoas que juntamente com a Sandra Carvalho, apresentavam o que o terceiro livro da trilogia Histórias da Terra e do Mar (que havia sido lançado há dias) deixei-me encantar pelo entusiasmo e rasgados elogios que faziam à autora e à sua obra.

Foi nesse momento, enquanto a Sofia Teixeira falava arrebatadamente da autora e desta trilogia que percebi quem era aquela escritora.

Lembrei-me, então, que tinha há anos o primeiro livro da saga das Pedras Mágicas por ler. Nunca costumo adquirir mais do que um livro do mesmo autor enquanto não ler um e perceber se gosto ou não.

Contudo, também eu fiquei presa às palavras da Sandra Carvalho, da sua paixão pela escrita e por nos fazer voltar a sonhar e não resisti. Levantei-me num impulso e fui ao stand da Presença comprar o primeiro livro da trilogia.

"O Olhar do Açor" leva-nos até ao século XV, ao passado de Constance e Diogo e à forma como ambos se apaixonaram e tiveram uma filha em comum, da qual Diogo nunca soube da existência. A criança cresce e a ação muda para o presente, momento em que a criança, de seu nome Leonor, é já uma adolescente de 16 anos e vive dias felizes na propriedade de Águas Santas na companhia da sua amiga e empregada Guida.

No entanto, os dias felizes depressa se esvaem e as circunstâncias levam as duas amigas a crescer e amadurecer rapidamente para fazer face à sua nova e dura realidade.

O livro tem um ritmo excelente que não nos deixa vontade de parar de o ler. Os acontecimentos seguem-se em catadupa e quando tudo parece encaminhado, eis que Sandra Carvalho nos retira novamente o tapete (e o fôlego) mas aguça a nossa curiosidade e leitura voraz.

O mais admirável é a capacidade de Sandra nos manter sempre presos à história e descrever os ambientes, as cenas, as personagens, as situações com uma tal vividez que nos faz crer que estamos a assistir a um filme fabuloso. Recomendo a todos os que adoram histórias de piratas, aventura e magia. Garanto que não se arrependerão. Eu fiquei de tal modo fã que antes de o terminar já tinha comprado o volume seguinte e li a trilogia toda de seguida (coisa que NUNCA antes tinha feito, pois gosto de ler os vários volumes intervalados para não me fartar). Acho que por aqui percebem o valor da trilogia Histórias da Terra e do Mar.
Profile Image for Vera Baetas.
418 reviews32 followers
December 13, 2021
Esta protagonista é diferente das anteriores, que conhecemos na Saga das Pedras Mágicas. Está é íman fidalga superprotegida, mas muito perspicaz e engraçada. Gostei de ver a fantasia juntar-se ao romance histórico. Principalmente, se a história for portuguesa e tiver lugar na época dos Descobrimentos.

Como Sandra já nos habituou, esta história está cheia de aventuras, magia e emoções à flor da pele. Preparem-se e embarquem no Rouxinol, por vossa conta e risco.

Profile Image for Angela.
656 reviews30 followers
November 10, 2022
Adorei a saga das Pedras Mágicas, por isso não esperava menos desta nova trilogia!
Com personagens cativantes e uma história maravilhosa, cheia de intrigas, amor, ódio, amizade e traição.

"— Era uma vez dois reinos separados por um imenso mar, que por muitos anos estiveram em guerra…
— O Reino do Norte e o Reino do Sul — completou Leonor.
— Exactamente… O conflito que dividia o rei do Norte e o rei do Sul causava muito sofrimento aos seus povos. Por isso, como o rei do Norte tinha bom coração, resolveu convidar o rei do Sul a atra- vessar o mar e a visitar o seu palácio, a fim de se reconciliarem.
— O rei do Norte gostava muito de ouvir a filha tocar harpa e cantar. Por isso, durante o banquete de recessão ao convidado, pediu-lhe que os deliciasse com a sua música e a sua voz… (...) ... o rei do Sul apaixonou-se pela princesa e pediu para casar com ela…
— O rei do Norte amava a filha e não se dispunha a ceder. Todavia, ciente de que só assim o seu povo se libertaria dos horrores da guerra, a princesa decidiu sacrificar-se e assegurou ao pai que se casaria de boa vontade. O rei do Sul ficou tão feliz com aquela decisão que ditou que, a partir desse dia, os dois reinos seriam aliados. Depois partiu no seu barco, rumo a casa, dizendo que mandaria chamar a princesa mal se ultimassem os preparativos para o enlace.
— O prometido foi cumprido. Passado pouco tempo, um navio imponente chegou ao Reino do Norte para conduzir a princesa até ao Reino do Sul. Ela despediu-se do pai e do seu povo com o coração apertado, mas convicta de que estava a fazer o que era certo. A viagem que tinha pela frente seria demorada e cheia de perigos…"

"— Leo tem o olhar do Açor!
Guida estacou abruptamente, como se a afirmação do neto de Maria dos Milagres a tivesse transformado em pedra. Leonor foi empuxada pelo seu rompante e encarou-a, atarantada. Ela tinha o olhar do Açor…? O que raio significava isso? A amiga devia saber, para ficar tão perturbada… Entretanto, Corvo já interpelava como se igualmente aturdido:
— O que foi que disseste?
— O teu encanto pôs-te mouco? — litigava o amigo, mordaz. E expunha: — Leo traz consigo um medalhão que Furão ofereceu à sua mãe. Logo, a sua mãe só pode ser a esposa de Gonçalves Vaz! E os seus olhos são inconfundíveis… Ele tem o olhar do Açor! Queres que repita de novo?
— Não é possível…"

Profile Image for Gonçalo Diniz.
214 reviews7 followers
June 10, 2021
4⭐
Finalmente consegui acabar "O Olhar do Açor" de Sandra Carvalho. É um livro bastante bom com um grande foco da cultura medieval portuguesa, algo que definitivamente fazia falta no meu reportório de leitura. Demorei muito a ler, não consigo bem dizer porquê, mas cada vez que pegava no livro ficava sempre satisfeito.
Carvalho conseguiu construir uma história cativante com personagens fortes, como a Constance e a Guida, e todo um mistério ainda por revelar nos próximos dois livros. É um livro de fantasia, sendo que sistema de magia é leve, sem grandes explicações sobre o quê e porquê, mas que também não fizeram falta, dando um misticismo maior à própria história.
Acho que a escolha de ter perspetivas múltiplas foi inteligente, e a maneira como Carvalho salta de personagem para personagem é sublime. É o primeiro livro que leio da autora e fiquei deveras impresionado e cheio de vontade de continuar a ler. Nota-se que sabe o que faz, que é talentosa e suponho que isso não seja surpresa para ninguém uma vez que já escreveu uma saga inteira antes desta trilogia.
Dito isto, achei que uma história tão inspirada nos Descobrimentos e no imaginário marítimo se ficou demasiado por terra, fiquei sempre à espera que começassemos a navegar, algo que só aconteceu mesmo no último capítulo. Claro que é culpa minha por criar expectativas e literalmente julgar o livro pela capa, mas pronto, é a minha opinião.
De qualquer maneira, recomendo bastante! Existe ficção especulativa em Portugal e Sandra Carvalho muito contribui para isso.
Profile Image for Caia_In_Wonderland.
1,052 reviews50 followers
June 5, 2020
Um livro surpreendente, que me deixou sem fôlego inúmeras vezes.
Apesar do início ter sido difícil pra mim, talvez por não estar habituada a ler em Português ou talvez por usar um Português mais adequado ao tempo em que a estória decorre, século XV, assim que ultrapassei essa barreira e me acostumei à linguagem já estava completamente embrenhada no livro.
A estória de mãe e filha, com um passado entrelaçado com magia, piratas e paixão, no meio das Descobertas Portuguesas, e uma ligação ao Açor(es) 😉, vai sofrer várias reviravoltas que me deixaram presa ao sofá sem vontade de fazer mais nada se não descobrir como a tudo se ia desenrolar. Claro, que tudo se está a complicar ainda mais, e pra saber como se desfechará esta estória vou ter de ler os restantes livros, o que farei de seguida. 😁📚🇵🇹
Profile Image for Moki.
9 reviews12 followers
April 1, 2024
4.5, na realidade. Foi um livro mais introdutório à historia, o que é natural, visto ser o primeiro livro da triologia. Estou convencida que o próximo me vai fazer dar 5, tem tudo para se tornar numa narrativa incrível (como estamos habituados com a Sandra Carvalho).
Profile Image for Catarina Henriques.
41 reviews18 followers
August 11, 2021
A “guerra dos tronos” portuguesa com história de Portugal e que nos deixa intrigados do início ao fim com os romances e enlaces inesperados! Não conseguia parar de ler de tao intrigada que estava e o meu coração batia de forma tão acelerada que parecia que eu própria estava dentro do livro. Devorei este primeiro livro e empolgada para começar o segundo
Profile Image for Jéssica.
Author 1 book70 followers
July 27, 2020
Existe tanto que posso dizer sobre este primeiro livro. Pensamentos do passado e pensamentos do presente.

"O Olhar do Açor" foi uma fantástica introdução a uma nova história, a uma realidade passada mas que é como se fosse paralela. Uma história que dá para acreditar que aconteceu.

Relata a história de Leonor e da sua família e amigos. Da magia que vive no nosso folclore.
É-nos introduzido diversas personagem, não apenas a Leonor, que nos deixam com a pulga atrás da orelha. O que é algo que a Sandra adora fazer.

Ainda que seja o primeiro livro, já conseguimos ver algum crescimento da Leonor e da Guida. E deixem-me dizer, a Guida sempre foi e sempre será uma das minhas personagens favoritas. A relação delas lembra-me da minha amizade com a minha koala sister. E por isso compreendo a Gui e a Leo nesse ponto.

Depois temos a Constance... o amor e sacrifício... uma personagem forte que de cada vez que algo nos era revelado sobre ela, sobre a sua vida e passado, sobre os seus pensamentos, eu ficava bem atenta.

Outro aspeto que os leitores conhecem bem, é que a Sandra sabe sempre criar vilões que nos surpreendam. Eles têm dimensões, não são apenas brancos e pretos nos seus atos. Não é apenas certo e errado. Existe muito mais que os move. Existe muito mais no passado deles, nos seus objetivos. Tal como nos heróis. Ou neste caso, heroínas porque a Leonor e a Guida são o foco para mim.

E enquanto seguimos todas as revelações, todos os ataques... E nos questionamos, eis que nos é introduzido mais um grupo de personagens que vai mudar o rumo da história.
De forma geral, para quem conhece o trabalho da Sandra desde o primeiro livro e tem seguido quase religiosamente as histórias, este livro marca uma nova etapa. Uma surpresa agradável nesta jornada.
Profile Image for Inês Montenegro.
Author 49 books147 followers
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November 8, 2021
Quem espera um romance histórico com travos de fantasia, desengane-se. De histórico tem muito pouco, ficando-se praticamente por dizer que se passa no século XV, fazendo referência aos monarcas e aos infantes, e falando vez ou outra da escravatura. De resto, a grande maioria das personagens tem valores e modos de pensar actuais, assim como o são as suas acções e diálogos, ao invés de reflectirem a suposta época em que se encontram. Se tivesse começado a leitura com esta ideia, teria ficado grandemente desiludida. Contudo, conhecendo o trabalho anterior da autora e, por consequência, que géneros costuma trabalhar, já de início estava preparada para encarar o “enquadramento histórico” mais como um universo alternativo do que um histórico.

Opinião completa em: https://booktalesblog.wordpress.com/2...
Profile Image for Ana .
20 reviews1 follower
March 7, 2022
Este foi o primeiro livro de Sandra Carvalho que li e apesar de não ter achado excelente é sempre fantástico ler fantasia made in Portugal. É o primeiro livro de uma trilogia, portanto seria expectável que o passo fosse lento (que de facto é), mas confesso que fiquei desiludida quando cheguei ao final e a vontade de pegar imediatamente no seguinte não apareceu - no entanto, irei fazê-lo.

Existem algumas coisas que não funcionaram comigo, e que não consigo colocar de parte.
A primeira de todas: o narrador. O narrador vive de exclamações! Isto não seria problema por si só, mas senti que, grande parte das vezes, as exclamações não encaixavam com aquilo que estava a ser dito/situação que estava a ser descrita.

A história foca-se em Leonor, que não me cativou minimamente enquanto protagonista. (Vou ignorar que lhe chamam Leo porque não acho que este diminutivo seja adequado à época, o mesmo para a Guida. Nem nos dias de hoje o diminutivo de Leonor é Leo). Senti que muito do que a envolve é forçado. Querem fazer da Leonor mais do que é. A sua evolução até ao final do livro, não me parece natural.

Adoro a Guida, e acho que Leonor sem ela não seria ninguém , mas a quantidade de vezes que estão nos braços uma da outra é um exagero. Gosto muito da amizade delas e da relação de irmãs que têm, e gosto de imaginar que existiam pessoas [como Leonor e Constance] que tratavam e amavam os escravos como pessoas que eram, mas acho exagerada dada a época que o livro está a retratar.

No entanto, apesar de existirem situações que achei forçadas e algo rocambolescas, gostei muito da parte da defesa de Águas Santas . A parte da descoberta dos Açores é muito interessante e tenho muita pena que não seja mais explorada, porque tinha tudo para ser incrível. Gostava de ter lido mais sobre o Açor e sobre Garcia.
Apesar de a vontade de ler o seguinte não ter sido imediata, estou curiosa para ler mais sobre o Corvo e a sua tripulação.

Aprendi algumas palavras novas, mas honestamente, acho que o livro ganhava mais se fosse fiel à época (em relação à escravidão e combate, ao tratamento por "tu" de toda a gente, aos papéis de cada personagem...) do com o uso exagerado de vocábulos antigos.

Edit: Como disse, este foi o primeiro livro que li da autora. Após fazer a review, fui ler outras e apercebi-me que o uso de vocábulos antigos é quase como marca da autora. Não sabia disso quando escrevi o último comentário desta review. No entanto, mantenho o meu comentário.
Profile Image for Susana.
252 reviews16 followers
December 23, 2021
Este é o 1° volume das Crónicas da Terra e do Mar, onde a História de Portugal se cruza com o romance e a fantasia, pelas mãos talentosas da Sandra Carvalho.
Voltar a ler as aventuras e atribulações da "fildalguinha" Leonor é uma nova sensação! Até porque, mais uma vez, tenho a companhia de um grupo de maruj@s destemid@s a partilhar opiniões semanalmente.
Consigo compreender muito melhor a Leonor e as suas insurreições, tal como os motivos de Constance em guardar segredos e a língua afiada de Guida.
Gostei do trocadilho com os nomes do Diogo de Silves e Diogo o Açor. Dá que pensar até que ponto os mais elevados nomes arrecadaram os louros de intrépidos e humildes marinheiros, tudo por uma questão de hierarquia e posição social.
Tolerar Tomás Rebelo é impossível. O facínora tira-me do sério! É que ele nem precisa de grandes artifícios mágicos! Consegue ser um manipulador nato e vence pelas suas maquiavélicas teorias, envenenando (literalmente ou não) todas as pessoas à sua volta.
Temos um vislumbre do Rouxinol e da sua tripulação, o que nos dá mais ímpeto para ler o livro seguinte. E apesar de nos doer o coração com a partida dos que mais amamos, há que encarar o futuro de frente, aprendendo com os seus erros para ganhar novas batalhas.
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