A graphic novel that follows the daily life of a volunteer at the Lithuanian Gay League, between 2012 and 2013.
“Vilnius is the gayest place on earth.
It´s where people come from Poland and Finland and Italy and Austria and Portugal and Germany and the Netherlands to become comfortable with their queerness, to go to their first lesbian parties, to embrace rainbows and unicorns, to become activists, to organize parades, to end up on VIP lists of gay clubs, to fall in love. (…)” Anna Shepherd
Numa das idas à biblioteca das Galveias lá descobri este exemplar. A palavra "Propaganda" em letras gordas e a contra-capa chamaram-me à atenção. Vi que era da Joana Estrela e pensei "Li o Pardalita e adorei...”
Diz-se que esta novela gráfica acompanha o dia-a-dia de uma voluntária da Liga Gay na Lituânia, durante um ano. Embora não conhecesse, o grande problema foram as expectativas... Talvez. Estava à espera de outro tipo de livro: que focasse mais na temática dos direitos humanos da comunidade lgbtqia+ nestes países de Leste; que partilhasse um pouco mais do processo da Liga Gay; das dificuldades que enfrentou. Mas não. Foram cerca de 110 páginas demasiado densas.
Sinto que se não tivessem sido apresentadas tantas personagens, tantos acontecimentos e convívios, tantas conversas, teria sido menos confuso. Muita coisa foi dada sem contexto e várias vezes tive de ler e reler páginas para perceber.
Com o Pardalita fiquei fã da simplicidade da arte da Joana. Contudo, neste diário a concretização não foi a melhor - a diferença entre os vários personagens ao fim de algum tempo esbateu-se e tornou-se difícil saber quem era quem.
Sendo uma edição de autor é mais difícil de arranjar. Mas apoiemos as nossas #bibliotecas! Merecem todo o carinho 🫶🏻
Non entendo as críticas a esta obra cando xa ten un prólogo que fai referencia a esa memoria colectiva que se perde no activismo e que a Joana tan ben representa nesta experiencia fanzinera.
"Do ativismo (...) só tende a ficar uma vaga memória coletiva ou, pior, uma frase numa cronologia. Lembramonos dos anos, das causas e das grandes conquistas quando as há, mas não do cartaz que desenhaste ou das reuniões noite dentro"
E precisamente esa é a crónica que traza nesa organización do día de orgullo na Lituania. Un libro de dez!
O tema é da maior importância. Creio que a concretização não correu bem. Por ser tão pessoal, se calhar torna-se mais um relato de viagem, um diário, em que existem imensas personagens e contextos muito cheios e confusos. Retirou-me a atenção da temática principal. A arte também não é nada impressionável e fica muito aquém de outras obras.
Entre o diário gráfico e a banda desenhada, a não ficção e a literatura da auto-descoberta, o manifesto e o acordar algo inocente para a hipocrisia do mundo e dos políticos mais conservadores, este livro é também um testemunho do poder para palavra e da imagem na construção de um mundo mais tolerante e inclusivo
nesta BD Joana Estrela explora, em formato de diário gráfico, o seu voluntariado na lituânia, numa ONG que lute pelos direitos LGBTQIA+.
(fiquei nostálgica, porque também eu fiz um voluntariado, mas na letónia 🥲)
apesar de nao ter adorado como os restantes livros dela, não há como não gostar das ilustrações, e perceber a pertinência deste trabalho como BD LGBTQIA+ de autoria portuguesa 💛
Le sujet est très intéressant et l'intention est louable de représenter le quotidien difficile de la communauté homosexuelle en Lituanie, mais le projet est mal servi par un enchaînement confus des situations, un manque de mise en contexte pour bien comprendre les enjeux et des personnages qui se ressemblent tous. L'édition française a pris le parti de conserver des ratures et corrections visibles dans le texte d'origine, ce qui m'a aussi agacé au long de la lecture.