کتاب «در دفاع از کاپیتالیسم» نوشتۀ راینر زیلتمن، کتابی است که عنوان اصلیاش در آلمانی «ده مغالطۀ ضد کاپیتالیستها» میباشد. همانطور که از عنوان آلمانی کتاب بر میآید زیلتمن در این کتاب به بررسی و نقد پیش فرضها و استدلالهای اصحاب معاصر ضد کاپیتالیسم پرداخته است. او از طریق تحلیل شواهد تجربی این هدف را دنبال میکند که به قول خودش، اسطورههای امروزین در باب سیستم کاپیتالیسم را کنار بزند تا مردم با واقعیت این سیستم اقتصادی آشنا شوند. زیلتمن این هدف خود را با شرح اصول بنیادین کاپیتالیسم، شامل مالکیت خصوصی، بازار آزاد و آزادی قرارداد شروع میکند و بیان میکند که کاپیتالیسم برخلاف تصور مخالفانش، نه تنها یک سیستم سرکوبگر و استثمارکننده نیست بلکه بهترین راه برای تولید ثروت و افزایش رفاه اجتماعی است. یکی دیگر از مغالطات اصحاب ضد کاپیتالیسم این است که نابرابری، انحصار و تخریب محیط زیست را از نتایج این سیستم دانستهاند، درحالی که به عقیدۀ زیلتمن این موارد اتفاقا ناشی از دخالت دولت در اقتصاد است. او در باب نابرابری اقتصادی و فقر این گونه سخن میگوید که به هیچ وجه نابرابری به خودی خود امری ناروا و بیجا نیست. در واقع ما نمیتوانیم و حق نداریم تا آن جایی که درآمد یک شخص از طریق خلاقیت و کار سخت خودش بوده است، آن را امری ناعادلانه لحاظ کنیم. از طرف دیگر نیز در یک سیستم واقعا کاپیتالیستی تمام افراد میتوانند با نوآوری، خلاقیت و سختکوشی وضع خودشان را بهبود ببخشند. به عبارت دیگر بهترین جا برای یک کارآفرین اقتصاد کاپیتالیستی است. همچنین زیلتمن استدلال میکند که درست است که پیشرفت تکنولوژی باعث تخریب محیط زیست شده است اما همین پیشرفت در تکنولوژی نیز میتواند منجر به حفظ محیط زیست شود چنانکه در مورد انرژیهای پاک دیده میشود. بحث اساسی دیگری که زیلتمن در این کتاب مطرح میکند رابطۀ دموکراسی و کاپیتالیسم است. او باور دارد که دموکراسی و کاپیتالیسم مکمل یکدیگرند و این کاپیتالیسم است که منجر به رسمیت شناخته شدن فرد و شکوفایی او در یک نظام سیاسی دموکراتیک میگردد. قطعا مهمترین وجه ممیزۀ این کتاب از دیگر کتب راجع به کاپیتالیسم این است که زیلتمن در این کتاب شواهد تاریخی و تجربی بسیاری برای اثبات مدعاهایش آورده است. در واقع او به استدلال کردن بسنده نکرده است و تمرکزش را بر روی فراهم کردن مستندات تجربی و تاریخی قرار داده است. به طور کلی هر خوانندهای، چه هم رأی با زیلتمن طرفدار سیستم کاپیتالیستی باشد و چه در مقابل آن، این کتاب میتواند به او در درک سیستم نوین اقتصادی جهان و روشن شدن جایگاههای نزاعهای اقتصادی در جهان امروز، بسیار کمک کند.
340 páginas de aprendizagem. Mais de 856 referências bibliográficas. A base deste livro são factos históricos e exemplos reais de governação atuais ou passados (décadas, séculos). Desfaz mitos de forma fundamentada e não tem interesse em utopias (seja de que lado for). Interessante independentemente da ideologia que se defenda (há que ouvir todos os lados). Muito bom!
Um livro muito bem escrito com uma estrutura impecável: desde a desconstrução dos 10 principais mitos e argumentos contra o capitalismo, passando por uma parte com uma lição de história notável sobre as experiências socialistas e comunistas falhadas culminando na partilha de resultados de um estudo sobre a perceção das pessoas sobre o capitalismo.
Apesar de ser um livro com algumas ideias que podem gerar controvérsia, é baseado em muita pesquisa, fontes credíveis (mais de 856) e factos históricos, alguns irrefutáveis. Na minha opinião, qualquer visão extremista não é solução, o que me parece é que o equilíbrio se esteja a perder demasiado para um dos lados e a exagerada intervenção governamental tem tido, de facto, consequências a longo prazo muito impactantes.
One of the best books I've ever read! Eye-opening and insightful yet long overdue! The author refutes 10 common misbeliefs about capitalism and then reviews the shocking outcomes of socialist experiments around the world. He finally shows how the failed idea of socialism is reappearing once again under the disguise of social justice, equality, environmentalism, etc., especially in the West. Highly recommended to both capitalists and anti-capitalists. Thank you Mr. Zitelmann!
O livro tem uma proposta interessante: desmontar os mitos mais comuns sobre o capitalismo e explicar porque este sistema funciona (ou deveria funcionar). A escrita é acessível e o autor sabe apresentar os argumentos de forma clara e estruturada, o que torna a leitura leve, mesmo para quem não é perito em economia.
Eu li em kindle e o livro estava ligeiramente desformatado. Mas, ainda assim, consegui ler. Confesso que saltei algumas partes à frente que eram repetitivas ou extensas mas sem detalhes.
Dei 3 estrelas porque, sinceramente, faltou profundidade em certos temas. Muitas questões complicadas são tratadas de forma um pouco superficial, e senti que algumas respostas foram mais para “calar” as críticas do que para dar uma visão mais completa. Por exemplo, tópicos como a desigualdade social ou as crises financeiras acabam por ser abordados de um ponto de vista demasiado otimista, quase como se fossem problemas menores.
Além disso, o tom do livro é bastante tendencioso. Percebe-se que o autor está 100% a favor do capitalismo, o que é justo (afinal, essa é a ideia do livro), mas às vezes exagera um pouco na defesa e ignora problemas óbvios que o sistema tem. Faltou um pouco de equilíbrio.
Resumindo, é uma boa leitura para quem quer conhecer os argumentos pró-capitalismo, mas se esperas algo mais crítico ou aprofundado, podes ficar um pouco desiludido ☺️
O que não faltam por aí são livros a criticar, mudar ou a querer acabar com o capitalismo. Os intelectuais sempre adoraram simultaneamente desfrutar e cuspir no sistema que lhes tem beneficiado. Não é surpreendente quando este tipo de esquerda tem sido desvendada como apoiante de regimes e métodos totalitários, pois vivem como os oligarcas: no fundo são o exemplo ocidental de “Gangster Capitalism”, onde usam o cancelamento em vez de assassinato.
O autor apresenta casos estudados e aproveita para apresentar estudos feitos pelo próprio. Livros deste género têm de ser acompanhados com outros livros, preferencialmente de outras áreas, que acabem a reforçar ou contradizer os dados aqui apresentados. No mínimo, é uma forma de confirmação que os dados foram bem interpretados.
Por exemplo, ele cita Steven Pinker em “O Iluminismo Agora”, que eu também li. E por isso mesmo sei que Pinker deu algumas advertências quanto aos gráficos que ele próprio apresentou. Foi intelectualmente honesto quanto aos pontos cegos da investigação em questão, e estes pontos são sempre chave quando analisamos o comportamento humano, sempre tão cheio de variáveis. Zitelmann apenas usa estes dados para reforçar o seu ponto sobre o capitalismo.
Mas em alguns casos ele não se arrisca a desenvolver muito. Por exemplo, logo no primeiro capítulo, acusa as pessoas de estarem em situação de pobreza ou precária por culpa própria total ou parcial. Isto é uma bomba. Bomba que deixou mas não desenvolveu. Ele de facto mencionou que o Estado oferece incentivos que podem fazer certos indivíduos negar trabalhar e contribuir para a sociedade, visto conseguirem ganhar mais com o que vem do Estado, do que quando trabalham 8h por dia. Mas será só por isto? Duvido.
Neste mesmo livro deveria apontar que tipo de pessoas recebem estes apoios, inclusive se existem condições de saúde que o justifiquem. Conheço gente que acusa outros de terem “corpo para trabalhar”, mas quando investigo mais sobre a pessoa com tal dom, acabo por descobrir que tem alguma forma de doença mental (ex: esquizofrenia) ou está estigmatizada no mercado de trabalho devido a um historial de cada vez mais comuns casos de depressão – para não falar nos efeitos debilitantes que depressão de longa duração causam a longo termo. Dizer que esta gente poderá ter culpa, ou culpa parcial, pelo estado em que estão, não é uma forma diplomática de criar políticas. No mínimo, o autor admite que azares acontecem. Sim, podem acontecer até antes da pessoa entrar no mercado de trabalho, ou durante. Mas como abordamos estes casos? É aqui que o capitalismo em si não aborda, visto o próprio autor admitir que o capitalismo é um sistema económico de livre comércio e livre associação, não uma estratégia cultural ou social. No entanto, não é largar a bomba e mudar de assunto. Em alguns casos eu espero ler soluções, não sugestões do estilo “se és sem abrigo, compra uma casa”. Eu também posso enviar currículos para muitos sítios, e até hoje não receber resposta, no entanto, trabalho na mesma – biscates -, e obviamente, lá por ter corpo para trabalhar não quer dizer que tenha capacidade para fazer de tudo, tão-pouco aprender certas capacidades. Faria de mim inútil na sociedade? Inútil no sistema capitalista? Devo aceitar culpa parcial por ser, sei lá, burro? Talvez...não sei.
Fora de brincadeiras, o livro tem partes em que parece não estar completo, mas não são muitas. Os argumentos contra o socialismo utópico estão mais que batidos, mas os socialistas-utópicos não querem saber. Principalmente nos últimos anos a esquerda identitária, interseccional e utópica está mais que apresentada: são revolucionários terroristas que apoiam as mais terríveis formas de exclusão, humilhação e desumanização para atingir os seus fins. Exceto quando (não) lhes interessa.
Os últimos capítulos onde ele aborda as tendências capitalistas/anticapitalistas das populações dos vários países, é provavelmente a minha parte favorita do livro. Tem dados que complementam com outros de autores diferentes, de áreas diferentes, inclusive sugestivas quando postas ao lado das últimas investigações sobre as tendências de voto dos portugueses, realizadas pelo ISCTE, por Pedro Magalhães. Recomendo uma boa olhada nisso. Outra coisa é que a esquerda do leste simplesmente tem uma abordagem diferente da esquerda ocidental, que está completamente deslumbrada, diz-se realista, mas sempre que abre a boca faz lembrar os românticos. Têm enganado bem.
Initially, I assigned a 3-star rating because I found some of the arguments to be somewhat solid (even though I could recognize some HUGE blind spots such as the notion that the Iraq war wasn't driven by oil). Then I read Robert Reich's "Saving capitalism, for the many not the few" where he provided countless examples of how the system fails and effectively destroyed Zitelmann's arguments. I came back and deducted another star. Miss it if you can.
"For there is a certain inherent logic in the fact that the elimination of economic freedom always leads to economic decline and then, at some point, to the elimination of political freedoms."
This book was like a breath of fresh air in a time when anti-capitalist/pro-socialist discourse seems to be everywhere. To see Mises, Schumpeter and even Ayn Rand (I know she is usually not a crowd favourite) being quoted in a book meant for mass publication, addressed to the general public, not just towards a handfull of hardcore academics, is trully magnificient! Maybe, just maybe, if more authors produce this type of argumentation in such an accessible language and with easily understandable facts, maybe people will start to be less inclined to be willing to give socialism a go, since "it was never implemented in the right way". Capitalism might not be ideal, but it sure as hell beats the alternatives.
Czytane w wersji polskiej w której bardzo ciekawy jest załącznik statystyczny, ukazujący przekonania Polaków na temat gospodarki rynkowej. Generalnie bardzo wartościowy głos na korzyść tzw. kapitalizmu. Oczywiście książka nie jest pozbawiona wad, argumentacja tu i ówdzie ma słabe punkty, ale generalnie bardzo miło poczytać jako odtrutkę na szeroko dostępną w wielu źródłach krytykę systemów rynkowych. Dobrze poczytać pozycje z obu stron nazwijmy to "barykady", aby wyrobić sobie własne zdanie co do trafności argumentów jednych czy drugich. W moim przekonaniu zdecydowanie wygrywa wolny rynek. Nie jestem jednak w tym przekonaniu w większości:) Trochę szkoda, bo przekonanie do tej idei byłoby z korzyścią dla całego globu.
Mais que a defesa do capitalismo, o que o autor faz é o ataque daquilo que chama de anti-capitalismo. Cheio de meias-verdades, enviesamentos e critérios fluídos para classificar o capitalismo e o anti-capitalismo, algo que garante ao autor que por tudo o que corre bem o único responsável é o capitalismo e por tudo o que corre mal o responsável é a intervenção estatal... De tal modo e enviesado que vai a pontos de considerar a China como uma nação capitalista e os EUA uma nação com excessiva intervenção estatal! Interessante apenas para perceber como certas distorções se têm vindo a impor neste século XXI e como estás distorções nos estão a levar cada vez mais para os extremos.
The author's argument seems inconsistent. After finishing arguments asserting that certain negative aspects are not solely attributable to capitalism, he proceeds to persuade readers that these negative aspects, such as inequality, are not as bad as they may seem. Additionally, he employs bizarre examples, like the story of a mother eating her daughter, to criticize socialism, despite these being isolated incidents unrelated to socialism as a whole. However, later in the book, he criticizes those who judge capitalism based on isolated, rare cases.
"Auch das sind zwei typische Merkmale des Antikapitalismus: Sie befriedigen sowohl Neidinstinkte gegen die Reichen, die freilich nie als Neidinstinkte wahrgenommen werden, und transformieren gleichzeitig [...] individuelles Versagen in ein >>systemisches Problem<<. Der unsympathisch wirkende Neid kann so rationalisiert und umgedeutet werden zum Engagement für >>soziale Gerechtigkeit <<. Der Erfolg all jener, die es besser getroffen haben als ich, wird zu einer Systemschwäche umgedeuter"
Why capitalism is the best economic system, and why those who disagree, no matter how smart and well-read, are wrong, and also unable to see they are. A superb analysis.