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Na Sombra das Palavras

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“Na Sombra das Palavras” reúne cinco contos de autores portugueses, combinando thriller e fantástico em histórias de amor, memórias esquecidas e encontros com a Morte e Deus. As palavras transportam o leitor para labirintos, panópticos, livrarias e memórias longínquas. Com contos da autoria de Ângelo Teodoro, David Camarinha, Fábio Ventura, João Ventura e Mário Seabra.

36 pages, Paperback

First published June 1, 2014

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Ângelo Teodoro

6 books5 followers

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Displaying 1 - 9 of 9 reviews
Profile Image for Ivonne.
270 reviews21 followers
July 12, 2014
No goodreads:
“Ainda não sei que cotação dar. Dois factores pesam nesta indecisão: 1) ainda sou novata nas leituras e não me recordo de alguma vez ter lido um thriller. Eu e os géneros, os géneros e eu... Se li, não foi suficiente para ficar marcado e 2) não sou apreciadora de contos, raramente os leio e quando leio é raro gostar verdadeiramente. Talvez não perceba a dinâmica que os envolve.”
**
Opinião (os itálicos, negritos, etc, foram todos pra galheta, que maravilha!)

Não vou fazer uma análise exaustiva, porque - pelo meu nível básico de conhecimentos, a minha cabeça triturada pela Psicologia Diferencial e pelas minhas dores musculares - não me apetece escrever (já disse que tenho dores?!). Continuando… Dividi este texto de opinião em duas fases: em relação à primeira edição da Editorial Divergência e em relação aos textos.

À Editora
1ª crítica: Já tive oportunidade de falar com dois elementos que compõem a equipa e repito aqui: que capa é aquela? Não gostei do design e não percebi o que tinha a ver com o conteúdo. Não gostei das letras todas estrambólicas e dos nomes dos autores em… ‘pedaços de papel’ (?) que mais pareciam mastigados e colados na capa. Desculpem a rudeza, mas foi o que me pareceu.
2ª crítica: Os textos são-nos apresentados em duas colunas, o que me dificultou a concentração – que, como já disse, não estava nos seus dias. Pelo tamanho da antologia (34 páginas, A5), esta decisão não se justifica.
3ª crítica: Ainda sobre o tamanho, não se justifica a integração de publicidade à própria editora no fim de cada conto. Quebra a concentração e é supérfluo, palha, palheca. Alojar os anúncios no fim teria sido uma escolha mais acertada, o leitor não ficaria tão incomodado e não daria o ar de ‘anúncio publicitário’ – e, sim, de divulgação do concurso para uma nova antologia a ser publicada em Setembro (tema: fantasia urbana).

Como não pode ser tudo mau, gostei do facto de ser uma editora ecológica que optou pela impressão em papel reciclado!

Passando aos autores...
O primeiro é de Fábio Ventura, autor de Orbias, intitulado O Livreiro. Foi um conto difícil de entrar e só percebi a ideia mesmo no fim. A escrita não me cativou, ainda para mais devido ao espaço temporal no qual o conto se desenrolou. Devido às limitações de tamanho, não podia ultrapassar as 2,000 palavras e/ou as duas páginas word – creio eu – o que de certa forma limita a estória em si. No entanto, gostei do final e da ideia geral. 3*
O segundo conto é da autoria de João Ventura, A Lista de Deus. Achei que o autor se perdeu em pormenores que não interessavam. Por exemplo, uma parte do conto é a descrever a aterragem de avião no aeroporto da Portela – o que raio me interessa a mim se ele aterra em Lisboa ou no Cú de Judas? Ignorando o carácter pejorativo da expressão, não é que existe mesmo? Valha-se-me a ignorância que me levou a ir ver à net. Continuando, não me interessou, não me conquistou e nem sequer interessa para o objectivo do conto. Estarei errada? É que foram cerca de 200/300 palavras que o autor perdeu ali… palavras que o autor poderia ter investido a tentar atrair o leitor, a tentar desenvolver o conto. Achei o final abrupto, ainda que não consiga imaginar outro, e acho que o conto todo está demasiado rápido… 2*
O terceiro conto, de David Camarinha, chama-se O Panóptico. Raios parta que tive de ir ver ao dicionário… suponho que estamos sempre a aprender. Este conto foi suportável – por favor, não me batam – devido aos diálogos. Perdi o fio à meada N vezes. De notar que li esta antologia à hora de jantar, enquanto bebia o café e a cabeça não dava uma pra caixa. Admito que foi culpa minha e precisava de o ler novamente (eu disse que precisava de tempo para cotar e reflectir, mas a verdade é que tenho medo de me esquecer do que senti ao ler). Por enquanto, fica nas 2*.
Labirinto de Papel é o quarto, da autoria de Ângelo Teodoro. Um que gostei verdadeiramente e que, independentemente da minha atenção, consegui perceber do princípio ao fim. Vislumbrei um niquinho de fantástico que, infelizmente, não ficou mais marcado e desenvolvido. Gostei do final, dado que dá o poder ao leitor de imaginar - uhhh! – não que tenha de ser um génio. É um conto que joga com o psicológico – e é interessante porque o autor tirou psicologia – e que nos troca um pouco as voltas. 3,5*
Por fim, Tábula Rasa encerra esta antologia e é da autoria de Mário Seabra. Um conto cujas peças se encaixam quando chegamos ao fim. Foi bastante interessante a sua leitura. De todos, foi o que me pareceu mais à frentex, i.e. mais avançado, numa época mais adiantada… Talvez esteja errada, mas como o objectivo do conto não era explicar o mundo em que a estória se insere e como fala de criação de novas memórias, etc, etc, esta foi a visão com que fiquei. Se disser mais, corro o risco de spoilar. Foi o conto que gostei mais. 4*
Fazendo as contas: 3 estrelas.
No geral e para primeira publicação, não foi uma má antologia. Ressalvo que não sou apreciadora de contos nem leitora assídua de thrillers. Posto isto, desejo muito sucesso aos autores – os que publicaram pela primeira vez e os que já são rodados nisto. À editora, resta-me desejar sucesso para as futuras publicações. Mais e melhor.
Profile Image for Artur Coelho.
2,606 reviews74 followers
November 17, 2014
Bom arranque da Editorial Divergência, com um livro que sabe mais a revista/fanzine e que se calhar poderia estar aí uma aposta. Apesar de haver muitas publicações de contos por cá não há uma publicação regular e contínua, sem ser online. Não é um arranque perfeito, mas bolas, sejamos honestos. O facto de sermos uma cultura de nicho num país períferico tem de implicar que a mão-cheia de autores que se dedicam ao fantástico tenham de ser uns génios literários cheios de ideias hipermodernas ou tenebrosas, com prosa acima de prémio nobel em qualquer parágrafo que escrevam? Por vezes, ao ler-se as discussões em torno destas obras, fica-se com esta incómoda sensação. Três bons contos e dois menos bem conseguidos é o saldo final desta primeira antologia da Divergência. A curiosidade para a antologia Mundos Divergentes ficou aguçada.

O Livreiro: belíssimo conto de Fábio Ventura, a tocar o horror e o surreal na história de um incauto livreiro que é seduzido por uma sensual aparição nocturna por entre as estantes e é progressivamente transformado num homem de papel. Ou aliás, um homem de letras num sentido muito literal do termo. A ambiência e o conceito estão, a meu ver, com aquele misto de estranheza e irreal que cativa e intriga o leitor.

A Lista de Deus: João Ventura é brilhante nos seus microcontos mas também não está nada mal em registos mais longos. Distingo-o pelo deslumbramento pueril, no melhor dos sentidos. Os seus contos são luminosos, bem humorados, assentes numa escrita límpida e metódica que nos remete para o longo historial da tradição literária fantástica. Neste, a descoberta de um manuscrito milenar contendo os parágrafos finais do livro do Génesis não augura nada de bom para a humanidade. Na boa tradição mágica e talmúdica que o pronunciar das palavras gera o real, é ao ler o último parágrafo do genesis que a humanidade se extinguirá, naquele sentido bíblico cheio de horrores que caem do céu.

O Panóptico: conto algo confuso de David Camarinha, sobre alguém que se encontra preso dentro de um cárcere habitado por estranhos seres. Ou sobre um personagen que ganha vida no papel mas que é apagado pelo escritor insatisfeito? Apesar de ter alguns interessantes momentos de pesadelo literário, não chega a solidificar-se numa narrativa coerente. A base promete, mas a falta de clareza narrativa não o deixa avançar.

O Labirinto de Papel: outra boa surpresa, sobre os horrores dos labirintos burocráticos dos empregos mais entediantes. Prosa límpida, foco certeiro e um bom conto de terror no sentido clássico de Ângelo Teodoro.

Tabula Rasa: conto ambicioso mas algo estereotipado de Mário Seabra, o que não surpreende. Repetir estereótipos faz parte de qualquer processo de aprendizagem em áreas artísticas. Difusamente futurista, olha para agentes cujas memórias do passado foram eliminadas por processos intencionalmente traumáticos. Mas o passado recusa-se a ser reduzido à amnésia. Algo me irritou neste conto. A opção por nomes anglófonos, que penso sempre reflectir em demasia as influências literárias dos autores.
Profile Image for Inês Montenegro.
Author 49 books147 followers
Read
November 8, 2021
“O Livreiro”, Fábio Ventura
Começa com uma ambientação a fazer suspeitar uma história de fantasmas, mas rapidamente é levado noutra direcção. Bem estruturado, contém bons twists, e apesar de o último ser perceptível para o leitor, na sua maioria conseguem surpreender. As personagens encontram-se construídas com traços gerais, o que, aliado ao facto de não terem nome, lhes confere a ambiguidade do “qualquer um”. Em termos narrativos, vez ou outra dá a sensação de repetição e julguei ter havido um excesso de advérbios. No geral, no entanto, é agradável à leitura e capaz de construir a tensão.

“A Lista de Deus”, João Ventura
Centrando-se na descoberta de um manuscrito perdido do Génesis, parece ser mais profético que a narração que conhecemos sobre a criação do mundo. Pareceu-me ser um conto demasiado compacto, onde espaço para um maior desenvolvimento seria capaz de levar o final a causar maior impacto, e as personagens dissessem mais ao leitor. Nota-se a boa estrutura do enredo, e destaca-se a escrita, em particular as descrições: há uma grande facilidade em imaginar o que está a ser descrito.

“O Panóptico”, David Camarinha
A narração em primeira pessoa leva a que o leitor só saiba o que o narrador sabe e dá a conhecer: isso levou a uma falta de dados para o leitor que me deixou ligeiramente confusa. Começando por estar numa prisão, a personagem não sabe quem é nem porque ali está. Segue-se uma revolta, e as minhas perguntas: por que começou naquele momento em específico? Quem é Peter? Um conto psicológico que deixa bastante à interpretação do leitor.

“Labirinto de Papel”, Ângelo Teodoro
Também narrado em primeira pessoa, o conto consegue manter a atenção do leitor através do mistério que vai crescendo. O final é o esperado, sendo facilmente adivinhado pelo leitor, e notam-se algumas falhas na pontuação, como “- Deve estar num dia mau. Não ligues. – mas ligou.” ou “Não terás visto mal? Não andarás cansado do trabalho.” No geral, tem uma boa narração, conseguindo utilizar o vocabulário de modo a enfatizar as ideias.

“Tábula Rasa”, Mário Coelho
Enredo simples e personagens algo indiferentes: cumprem, no entanto, o seu papel. Destaca-se o wordbuilding, que me suscitou a curiosidade, e espero vir a encontrar novamente. Ademais, o mesmo foi dado a conhecer aos poucos, através dos diálogos e das acções das personagens, não tendo o autor caído no erro da infodump.
Profile Image for Vitor Frazão.
Author 39 books59 followers
August 27, 2014
Capa: Má. Não apenas por não ser apropriada a uma antologia de thrillers, mas especialmente por parecer uma colagem juvenil.

“O Livreiro” por Fábio Ventura
Agradou-me a premissa, que tem tanto de simples e como de poderosa, contudo, o estilo narrativo frio, com mais tell que show, levantou uma barreira entre o leitor e o protagonista.
A falta de respostas é tolerável, até valoriza a estória, mas o mesmo não posso dizer do facto das emoções serem-nos declaradas em vez de transmitidas. 3 Estrelas

“A Lista de Deus” por João Ventura
Thriller não foi exactamente o que me ocorreu quando li. Algumas ideias interessantes e divertidas, mas o autor dispersou-se um pouco em detalhes que nada tinham a dar à narrativa. 2 Estrelas

“O Panóptico” por David Camarinha. Certamente apresenta o ritmo que se espera de um thriller, mais do que qualquer um dos contos anterior. Só gostava que o mesmo esforço tivesse sido demonstrado no conteúdo, para além de um piscar de olho ao leitor. 2 Estrelas

"O Labirinto de Papel" por Ângelo Teodoro. Bom ritmo e bem escrito, embora um pouco previsível. 3 Estrelas

“Tabula Rasa” por Mário Seabra
Qualquer que seja o formato, uma narrativa deve dar-nos a compulsão de ler, a incapacidade de esperar pelo parágrafo seguinte. Num thriller isso é particularmente importante, algo que os contos anteriores pareceram esquecer. Foi preciso chegar ao fim da antologia para ter uma narrativa que combinou perfeitamente ritmo, conteúdo e empatia leitor/personagens num estilo narrativo cuidado e eficiente. 4 Estrelas
Profile Image for Carla Faleiro.
235 reviews28 followers
October 4, 2015
Fui uma das sortudas a quem foi dada a oportunidade de ler estes contos... Gostei bastante!
Com algumas passagens arrepiantes, bem escritos e temas interessantes.

Para mim contou acima de tudo serem de autores da nossa lingua, num tempo em que se lê tanto mas de autores estrangeiros, o que é nosso e bom, passa muitas vezes despercebido.
Profile Image for Ricardo Dias.
Author 25 books25 followers
January 20, 2015
Projecto inaugural da Editorial Divergência, esta antologia apresenta-nos cinco pequenos contos com a temática do thriller fantástico.

Os contos são, na globalidade, agradáveis de ler, embora alguns tivessem beneficiado de uma abordagem mais longa para resultarem melhor - talvez com um limite de palavras menos apertado... Ainda assim, conseguem entregar as histórias.

Impressões individuais...

"O Livreiro", de Fábio Ventura: a premissa é interessante, e confesso que o rumo que a história estava a levar me fez imaginar um final diferente (a dada altura achei que o protagonista iria passar a perseguir outra personagem para a transformar também, como se fosse uma maldição). Gostaria de ter visto a interacção entre o protagonista e a mulher de papel um pouco mais desenvolvida. Ainda assim, o final surpreendeu-me.

"A Lista de Deus", de João Ventura: inicialmente confundiu-me um pouco por não me ter apercebido do fim do flashback. A ideia também é interessante (gosto sempre de um bom fim dos tempos!), mas como o primeiro, teria beneficiado de um pouco mais de espaço para o build-up, só para não ser apanhado tanto de surpresa.

"O Panóptico", de David Camarinha: mais que da história em si, gostei da atmosfera opressiva criada para o conto. Conseguiu fazer-me sentir desconfortável e mesmo um pouco claustrofóbico (o que creio que era a intenção). Fez-me lembrar uma secção do (agora velhinho) Silent Hill 4, que se passava numa prisão semelhante (e que era uma das minhas partes favoritas do jogo).

"O Labirinto de Papel", de Ângelo Teodoro: outro conto em que a história é meio contada, meio adivinhada. Também aqui o ambiente criado tem um papel muito importante no conto. Tendo em conta os colegas misteriosos das amortizações, deixa-nos a pensar se o chefe Mendes não seria outro personagem famoso.

"Tabula Rasa", de Mário Seabra: talvez o conto mais explícito do conjunto, e talvez por isso aquele de que gostei mais. A parte inicial atira-nos para o meio da história de uma forma um pouco confusa, mas rapidamente as coisas ficam a fazer sentido. Gostaria de ver um maior desenvolvimento da agência, talvez noutras histórias - merecia mesmo alguma exploração adicional no futuro.
Profile Image for Carina Rosa.
Author 9 books102 followers
November 9, 2015
«O Livreiro» - 2*
«A lista de Deus» - 2*
«O panóptico» - 2*
«O labirinto de papel» - 3*
«Tabula rasa» - 4*
Displaying 1 - 9 of 9 reviews

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