Antonio Carlos de Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, é um dos mais amados humoristas brasileiros. Pela primeira vez a trajetória do homem por trás do personagem é contada com rigor histórico, da origem humilde no morro até a consagração como artista milionário. Antes da fama na televisão, Mussum fez parcerias com astros como Elis Regina, Jair Rodrigues, Jorge Ben e Martinho da Vila. Como trapalhão, bateu recordes de bilheteria com 28 filmes e conquistou uma audiência que chegou a 80% dos televisores ligados no país. No meio de tudo isso, ainda teve tempo de fazer sucesso no México, ser campeão do carnaval com a Mangueira e tomar suco de cevadis com Garrincha, Baden Powell, Cartola e Zeca Pagodinho, entre outros grandes embaixadores. Duas décadas após a sua morte, a popularidade do estilo de Mussum, baseado em muito samba, mé e bom-humor, segue em alta, descoberta com entusiasmo pelas novas gerações e recordada com carinho por aqueles que eram hipnotizados pelos Trapalhões nas noites de domingo. O que nem os vídeos da internet nem as lembranças da infância alcançam estão nesta biografia imperdívis.
Esse foi um livro que eu comprei, inicialmente, simplesmente porque estava em promoção. No entanto, há tanta informação histórica no conteúdo que eu posso afirmar, categoricamente, que foi uma das minhas melhores compras.
Seguindo a história de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o conhecido Mussum, o livro explora desde a infância nas ruas do futuro humorista, passando por seu período de cadete militar (na aeronáutica), cobrindo a parte de sambista integrante de Os Originais do Samba e concluindo com a morte do humorista, parte integrante de Os Trapalhões.
Não apenas focando na pessoa-título, o livro também mostra a cena cultural e política desde os anos 50, quando Mussum passou a fazer parte dos Originais do Samba até o período em que era figurinha certa nos filmes dos Trapalhões. Obviamente, isso faz com que o livro se torne maior do que o necessário -- alguns pontos são interessantes, mas não necessariamente ligados à vida de Antônio Carlos -- mas nem por isso o conteúdo deixa de ser informativo.
PS: Acabei esquecendo de mencionar: A forma como o livro foi escrito é de uma acessibilidade tão grande que eu consegui ler todas as 440 páginas em apenas 3 dias.
A fantástica trajetória desse, que na minha opinião, foi um dos maiores humoristas do Brasil. Nessa excelente biografia podemos conhecer a história de Antonio Carlos, desde seu nascimento e sua infância pobre, sua incrível fase com os Originais do Samba e sua consagração com os Trapalhões. Para rir, se surpreender e se emocionar!
Mais que uma biografia do Mussum um relato sobre o Brasil e tudo que interessa anos 50 pra cá. Até o meio do livro eu achava que ele podia se menor e mais focado no Mussum uma vez que é a biografia do trapalhão. Principalmente na parte que fala dos festivais, fim dos 60, é comum passar 10 páginas sem uma única mensão ao nome de Antônio Carlos, Mussum, trapalhão ou originais mas ainda assim são ótimos os relatos e o livro ganha uma força maior se você ler dando uns plays no YouTube. Quando chega nos anos 80/90 teve um gosto ainda mais especial porque eu me lembro de praticamente tudo e algumas datas eram confusas na minha memória. O trapalhões, pra mim, sempre foi algo que eu assistia com o meu pai aos domingos e via os filmes nas férias. Lembro que chegou uma época em que meu pai gostava muito mais do que eu. Na segunda metade dos anos 80 era algo que não fazia minha cabeça, principalmente quando a TV pirata entrou em cena e deu uma chacoalhada na programação da Globo. Aos 9/10 anos u troquei o humor dos trapalhões por Armação Ilimitada, TV Pirata e a turma do Casseta, no Doris para maiores mas nós trapalhões ainda me dizem muito sobre minha infância e me recorda meu pai. Um livro de valor histórico e de tocante emocional, vale demais.
Quem cresceu ou nasceu nos anos 70/80, os Trapalhões são referência absoluta e Mussum é um dos personagens mais populares. O livro é ótimo em narrar fatos históricos ocorridos na época, mas peca seriamente em expor somente pontos positivos do biografado e de Zacarias, deixando o Dedé como alguém descontrolado com dinheiro (o que não deixa de ser verdade) e "Didi" como o líder autoritário de gênio difícil, que controla tudo minimamente não permitindo a opinião dos outros componentes e que no final intenciona deixar todos no prejuízo, mas o próprio autor tem que amenizar o discurso quando precisa reconhecer que Renato Aragão é um gestor por excelência e que faz jus ao patrimônio que possui. O excesso de "alegria" do biografado é que incomoda, até mesmo os pontos tristes de sua trajetória são ofuscados por um excesso de alegria e otimismo que ninguém possui 24 horas por dia. No fim das contas, se trata de uma leitura agradável, que vai fazer você mergulhar novamente nos anos 60 a 80 do Brasil, ou conhecer uma boa fase do Brasil, dependendo da sua idade.
Biografias têm uma particularidade interessante... ninguém pega uma pra ler sem pelo menos ter uma vaga ideia de quem ela trata. Então, como falar sobre Mussum em uma resenha essencialmente mata o propósito do livro, vamos pular isso e ir direto para a obra.
Mussum Forévis trata não apenas de uma determinada fase da vida do artista, mas divide igualmente entre o sambista e o trapalhão, para que nenhum fã fique se sentindo de fora.
Juliano Barreto fez a proeza de conseguir uma prosa rápida para contar uma história em calhamaço de nada mais nada menos que 400 páginas recheadas de aventura... tirem o chapéu para o autor, pois ele merece.
A única ressalva fica por conta do fato que nem o autor nem a editora levaram em consideração que pessoas com menos de 45 anos poderiam se interessar em ler o livro. Há muitas menções a vários artistas que há anos já não fazem parte dos palcos mais badalados como Mieli e Jamelão, e alguns termos vão fazer uma visita a wiki obrigatória - teatro de revista e vedetes, só para dar um exemplo. Meia dúzia de notas de rodapés teriam resolvido isso.
Matou minha vontade de ler uma boa biografia dos Trapalhões e, de quebra, ainda funciona como um belo perfil dos Originais do Samba. Ainda estou esperando uma biografia de grande calibre dos quatro trapalhões, mas o livro de Juliano Barreto cobre muito bem certas partes da trajetória do grupo. Tem uns probleminhas de revisão e um capítulo final inferior à qualidade geral da obra, mas isso não compromete a satisfação da leitura.
Uma biografia obrigatória para todos os fãs do seriado "Os Trapalhões". Juliano Barreto fez um trabalho fantástico de costurar a história de Antônio Carlos Bernardo Gomes, o Mussum, com a de seus parceiros de comédia e de boemia.
Por este motivo, a obra toma uma dimensão maior e traz histórias de bastidores da música popular brasileira dos anos 60 aos 70, conta detalhes sobre o desenvolvimento da TV brasileira e de suas principais atrações neste período, além de cumprir de forma gloriosa, a tarefa de explicar à todas as gerações a grandiosidade que Os Trapalhões representaram e sua importância para o imaginário popular, programa que cativou várias épocas e se tornou uma referência para inúmeros artistas que vieram a seguir.
E neste balaio de gato, Juliano conta a história de Mussum, artista que brilhou muito, um intelectual do samba, boêmio, mulherengo, portador de uma autenticidade incomparável. Era na tela da TV aquilo que representava no cotidiano, só talento e espontaneidade. Como disse no início, uma biografia para fãs, uma leitura que surpreende pela riqueza de detalhes, um documento histórico da TV brasileira.
O que me agrada nas biografias são os pequenos detalhes que o biografo descobre sobre o biografado,e em Mussum forévis você vai encontrar zilhões desses detalhes não só de Mussum mas também dos outros trapalhões e amigos ao seu redor.
Desde as escapadas da aeronautica até o sucesso post morten gerado pelos memes da internet, Mussum sempre foi o a defenição do cidadão gente boa e de bom coração conquistando a todos por onde passava.
Altamente recomendado para os saudosistas da época dos Trapalhões e para a galera mais nova que não conheceu essa pérola da cultura brasileira também vale a pena a leitura por que qualquer dúvida temos o youtube com praticamente todos os 800 episódios exibidos.
“Mussum Forévis” não se limita à vida do biografado, por mérito do autor e do próprio. Também líder dos Originais do Samba, as carreiras do trapalhão se confundiram, entre si e com a história do entretenimento brasileiro. O livro dá conta de tudo: festivais, TV, indústria fonográfica e cinematográfica. E, claro, internet, afinal grandes vidas não acabam quando terminam. São toneladas de informação, facilmente digeridas graças ao texto fluido e bem humorado de Barreto.
Conta a historia de Mussum desde seu tempo de mecanico, para depois militar e finalmente musico 100% do tempo. Tocar de reco-reco, sambista da magueira coordenando a ala das baianas e frequentador dos berços do samba, com uma carreia musical cheia de premios e realizaçoes. Da metade do livro em diante existe uma grande enfase em sua historia com os trapalhoes. Mulherengo e com filhos de diversas mulheres.
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Bem legal saber detalhes e outras curiosidades sobre o Mussum. Gostei bastante e enrolei para terminar pois queria continuar lendo. Ah, o autor é meu camarada e está aqui no goodreads.com .