A história que nos é apresentada pela “realeza do fantástico” começa nas águas da longínqua Antárctida, a bordo de um paquete de luxo – em viagem entre a Cidade do Cabo, África do Sul, e Brisbane, Austrália.
Neste navio Ben, um jovem de dezassete anos, passa os seus dias sem nada para fazer (aliás o único motivo porque ele alinhou numa viagem daquelas foi por causa dos pais).
Sem mais nada para fazer, além de ver filmes, e sem ninguém para conversar (pois Ben é a única pessoa com dezassete anos, a bordo), ele decide explorar o navio, incluindo as áreas às quais os passageiros estão proibidos de entrar, é numa destas excursões que a sua vida mudará.
Tudo começa ao encontrar um grupo de soldados, armados com o mais recente material do mercado, num dos porões do paquete a fervilhar de uma “confusão estranhamente ordenada”; este encontro desencadeia uma série de acontecimentos, num dos quais encontra a filha do Comandante, Sasha - uma jovem autista, com a qual sente uma ligação misteriosa.
Mais tarde o navio é atacado por um sinistro navio-fantasma e encalha na costa da gélida Antárctida, onde o pesadelo ganha contornos muito reais…
A história em si não é muita desenvolvida neste primeiro volume, deixando o leitor acumulado de dúvidas e perguntas, no entanto a sua leitura é rápida (a um ritmo alucinante), quando damos por nós o livro encontra-se perto do fim.
É um livro puro em fantástico, por isso não aconselho a quem não está habituado a uma mistura de piratas, homens de gelo sem rosto, criaturas horrendas, monstros, e lugares inimagináveis! No entanto, a quem está habituado, é um livro excelente a que o género nos habituou.