“Esta obra visa preencher uma lacuna. Na sua História da Filosofia Alemã, Bréhier observa, a propósito da segunda metade do século XIX e do início do século XX, que a Alemanha foi «um terreno excepcionalmente fecundo» no que diz respeito às ciências humanas ou sociais. O que é correcto. Mas a questão do estatuto dessas disciplinas constituiu um dos temas principais da discussão filosófica nesse país. Não será, portanto, de estranhar que as páginas que se seguem sejam em grande parte consagradas à exposição de doutrinas de autores alemães e aos problemas que levantaram. E certo que os filósofos franceses, ingleses, italianos e espanhóis, alguns dos quais fizeram os seus estudos na Alemanha, não ficaram estranhos ao debate mas, com excepção de alguns, permaneceram à margem ou retomaram com maior ou menor fidelidade o pensamento dos filósofos alemães. De qualquer forma, as controvérsias não tiveram no seu país a importância e a amplitude das polémicas em que se envolveram os filósofos na Alemanha. Estas observações não constituem uma critica, mesmo indirecta, à filosofia francesa da época, já que esta se ocupou de outros problemas, muitas vezes erradamente subestimados pela filosofia alemã. Além disso, graças a Saint-Simon, Comte e Taine, a França contribuiu grandemente para a discussão, num estilo que lhe é próprio. A universalidade filosófica não apaga a particularidade das culturas.” in Prefácio
is a French philosopher and sociologist. Freund was called an "unsatisfied liberal-conservative" by Pierre-André Taguieff, for introducing France to the ideas of Max Weber.