O sangue escorre do landau.A multidão grita e alguns fogem, outros tentam chegar ao landau para socorrer o rei. Os coches que imediatamente seguiam a família real viram e fogem, voltam atrás e refugiam-se nas arcadas.O visconde de Asseca sobe para o estribo, agarrando o príncipe D. Luís.Uma confusão de gritos e pânico faz com que a multidão cerque o landau, não o deixando seguir.A rainha agarra o rei, aos gritos, e o tenente Figueira dá ordens ao cocheiro Bento Caparica, também ele ferido,para arrancar a toda a brida. O landau arranca em força e o tenente Figueira indica a Rua do Arsenal para o landau virar. Os portões do Arsenal da Marinha abrem-se de par em par para receber as vítimas reais. No posto dos bombeiros do Terreiro do Paço, o nº 8, o bombeiro nº 231 transmitia a seguinte mensagem: "5.23 mataram El-Rei". Estava consumado o regicídio. O caçador Simão tinha sido caçado.
Portugal assistia a um dos mais revoltantes episódios da sua história, mas a história da humanidade não se comove com estes pequenos nós, que só ficam nas memórias dos documentos. E a dor não se pode descrever por falta de adjectivos que a descrevam.Manuel Buíca e Alfredo Costa cumpriram o destino. Tal como D. Carlos e seu filho se deram a ele.