Francisca cresceu numa família assombrada por um mistério que todos fingem não existir. Na senda de o desvendar, encontra um diário e ao perceber que este revela a verdadeira causa da loucura da rainha D. Maria I, decide tornar público o seu conteúdo. O diário relata ainda como, entre Lisboa e a permanência da corte no Brasil, o destino uniu D. Maria I à sua bisneta D. Maria II e como estas duas mulheres reinaram, num país onde, até então, só os reis se sentavam no trono. O que Francisca desconhece é que o diário, que conta as histórias das vidas de D. Maria I e D. Maria II, não é o único segredo da família. A reboque de uma misteriosa lenda, que envolve um amor proibido e a cabeça de uma mulher decapitada, é no Porto oitocentista que a história toma um rumo improvável, entrecruzando sucessivamente as vidas das duas rainhas com as de Henriqueta e Francisca.
A Ana Margarida nasceu em Lisboa e defende acerrimamente que não é preciso saber em que ano foi. Viveu fora do país e fora da capital mas é em Lisboa que se sente feliz e é nesta cidade que vive. A área das letras foi a que escolheu para estudar, trabalhar, ensinar, comunicar, escrever, brincar, experimentar, ousar, desafiar, cumprir. O que a deslumbra verdadeiramente é a História e as histórias que se ouvem, que se contam, que se partilham, que se imaginam, que se vivem, que se sentem. As letras foram também o ponto de partida para as aulas de português que deu durante anos e para o trabalho que desenvolve na RFM. Os amores e desgostos de D. Maria I e D. Maria II é o seu segundo romance, depois do sucesso do primeiro intitulado Pimenta da Índia. Na área da não ficção, escreveu três livros.