Este primeiro volume da coleção O Brasil Republicano trata da Primeira República. Novos padrões culturais, sobretudo a febre modernizante, acompanharam a Proclamação da República. Dizendo-se liberal, o novo regime privilegiava as oligarquias. Eclodiram rebeliões lideradas por elites políticas insatisfeitas, tanto civis quanto militares. Surgiram também movimentos revoltosos entre a população empobrecida, no campo e na cidade, causando sérios problemas aos governantes. Artistas e intelectuais, igualmente descontentes, buscaram elaborar uma estética própria. Ao fim, diante de tantas contradições e conflitos, a Primeira República, liberal e oligárquica, ruiu em outubro de 1930.
Reúne textos de: Cláudio H. M. Batalha, Elio Chaves Flores, Francisco Doratioto, Jacqueline Hermann, Jaime Larry Benchimol, José Miguel Arias Neto, Margarida De Souza Neves, Maria Efigênia Lage de Resende, Marieta de Moraes Ferreira, Mário Cléber Martins Lanna Júnior, Monica Pimenta Velloso e Surama Conde Sá Pinto.
Jorge Ferreira é doutor em História Social pela USP. Professor Titular do programa de pós-graduação em História Social da UFF e Professor Visitante do programa de pós-graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora. Autor de João Goulart: Uma biografia (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011).
Uma delícia de livro sobre a nossa história republicana. Esse é o volume 1 que trata desde a Proclamação da República de 15 de novembro de 1889 até a Revolução de 1930, num período chamado de "Primeira República". Aprendi demais com o livro. Saber que o Brasil esteve por diversas vezes nesse período em vias de entrar numa guerra civil foi surpreendente para mim. "O Brasil Republicano" foi escrito por uma equipe historiadores. O livro aborda todos os aspectos desse período tais como: Rebeliões nas Forças Armadas (alem do Tenentismo), o Tenentismo em si, Liberalismo Oligárquico, Religião & Política (Canudos, Juazeiro e Contestado), Formação da Classe Operária, Economia Cafeeira, Urbanização, Industrialização, Revolta da Vacina, Política Externa, Modernismo e outros assuntos que moldaram o país na Primeira República. Os autores discutem as influências do período, como o positivismo e o republicanismo, e como essas ideias afetaram o projeto político do recém-criado Estado brasileiro. Exploram também a consolidação do poder da oligarquia cafeicultora, a luta pela modernização do país e as tentativas de lidar com as demandas e expectativas das diferentes classes sociais. Neste momento, são abordadas questões como a procura cultural por uma identidade nacional, imigração, a industrialização e o desenvolvimento das cidades, bem como as transformações na estrutura social e política do Brasil. O livro faz o desfecho dos efervescentes ano 20 e o clima nas vésperas da Revolução de 30. Os autores apresentam um panorama dos fatores que levaram ao colapso do regime oligárquico.
O ótimo capítulo de Francisco Doratioto sobre a política externa na Primeira República (presente apenas nas edições mais recentes) vale o volume inteiro, que no geral fica prejudicado pela redundância entre os capítulos/artigos, já que quase todos os autores fazem uma retrospectiva geral do período antes de abordarem seus temas específicos.