A Laura tem a vida perfeita. Namora com o rapaz mais giro e popular da escola – e também o mais poderoso, carismático e popular –, tem um grupo de amigos fantástico e sempre unido, tem a sorte de passar férias em sítios incríveis, nunca lhe faltou nada, tem boas notas e é bonita (mesmo que não o saiba). Ela própria acredita nisso, que tem a vida resolvida, mas está longe de saber o que lhe espera.
Quando o Manuel deixa de ser a pessoa por quem a Laura se apaixonou, revelando um lado obscuro e cruel, ela não sabe o que fazer nem para onde fugir, e sente o chão desaparecer sob os pés. Presa num relacionamento tóxico e sufocante, vê-se num beco sem saída... até encontrar um refúgio inesperado em Guilherme – o melhor amigo de Manuel.
Entre os dois nasce uma conexão que desafia o improvável, mas ambos terão de viver para o resto da vida com as suas escolhas. A Laura nunca mais vai ser a mesma. O Guilherme nunca mais vai esquecer o que viu. Mas as escolhas mais difíceis são aquelas que nos definem.
Eu Disse Que Não é uma história crua e arrebatadora sobre o impacto da toxicidade, a força da independência, a busca pela emancipação e o valor do respeito e da amizade, mas acima de tudo, fala sobre encontrar o amor por entre as adversidades da vida. E sobre nunca desistir de quem realmente nós próprios.
Infelizmente, a voz da Laura podia ter sido a voz de muitas jovens. Gostei muito de ver a história sobre um relacionamento tóxico na perspectiva de outra pessoa, algo que não estamos tão habituados a ter em livros com esta temática. Preparem-se para um livro que vos agarra desde a primeira página.
Que surpresa incrível! Foi um livro que se leu super bem apesar de todos os temas que aborda e deixou-me agarrada da primeira à última página. Mas tenho que admitir que ainda estou com o coração aos pedacinhos depois destas últimas páginas e que fiquei muito triste. Adorei todas as referências a livros e músicas que vão aparecendo ao longo do livro e adorava todos os inícios de capítulo. Recomendo muito!
Um livro que li numa tarde. É de rápida leitura porque ficamos presos à história de Laura de tal forma que negligenciamos tudo o que temos para fazer. Este não é um livro fofinho com finais cor de rosa e unicórnios a correrem em direção ao pôr do sol. É um livro que espelha a realidade de muitos jovens: Violência no namoro.
Somos diariamente confrontados com histórias de violência doméstica, e de casos que as mulheres fatalmente perdem as suas vidas às mãos de outro homem doente. Mas será que falamos vezes suficientes de violência no namoro? Estes padrões podem começar desde cedo, mas serão eles vistos e analisados? Será uma crise de ciúmes com violência verbal algo banal? Poderá a opressão e manipulação ser vista como algo que não compromete a vida de outro?
Neste livro temos a história de Laura que se via a namorar com um rapaz quase perfeito, fazendo-a sentir-se bem e desejada “Excepto quando não o faz”. Os padrões estavam lá, desde o isolamento, à manipulação e por fim à violência… Ao ponto de Laura temer terminar o relacionamento e ficar sozinha e ninguém perceber do que ela sofria! Temos ainda o ponto de vista de Guilherme, um amigo que vê as coisas acontecerem e se sente imponente, pois nada pode fazer. Ver o sofrimento dele também dá ainda mais sentido à história, pois todos gostamos de dizer “ah e tal eu estaria atenta e faria de forma diferente”, será? Será que conseguimos ajudar uma pessoa que já desistiu da felicidade?
Temos ainda um pouco da vertente da mãe, que quando foi a sua vez apenas agiu quando a violência foi física, deixando a sua filha a viver num lar em que o machismo dominava e por outro lado o sofrimento da mãe por não ter notado os padrões na sua própria filha.
Por fim, sinto pena ainda das suas amigas. Diana tentou uma série de vezes ajudar, mas não tinha a força e a influência suficiente para ser um porto para Laura.
Este livro tem várias camadas. É um livro sobre como nasce uma vítima e como ela fica presa na rede durante meses e anos. Um livro muito importante e duro.
“Eu disse que não.” uma frase tão importante e que me quebrou na leitura, que despertou todos os sentimentos de revolta.
A escrita não é floreada, é dura e crua e acho que é isso que torna o livro ainda melhor!
No final do livro temos os contactos de apoio à vítima, algo bastante pertinente e necessário de ser mais divulgado.
Avisos de conteúdo: Violência no namoro, violência doméstica, manipulação, agressão, violação.
que livro tão importante! adorei a forma como a autora abordou o tema e o facto de o conseguir desenvolver entre pessoas tão jovens (há que ter isso em conta, porque é uma escrita bastante jovem).
um livro pequenino e de capítulos curtos e que nos deixa agarrados do início ao fim, com um final que nos deixa de coração quentinho e que nos faz pensar em tudo ao nosso redor.
às vezes pensamos que a violência fica só pelo físico e se calhar muitos de nós já passamos por relações tóxicas (violência psicológica) e nem demos por isso. temos que estar atentos a tudo e não normalizar algo que não é normal.
leitura obrigatória! obrigada Rita por este livro 🤍
estava super curiosa e com expectativas altas para este livro, mas infelizmente fiquei um bocado desiludida. achei a escrita e a historia muito infantil/juvenil, apesar de abordar temas mais pesados e difíceis. por esse motivo mesmo não me consegui ligar as personagens nem à historia. coisas positivas: adorei que no inicio de cada capitulo a autora tenha “dedicado” uma musica diferente. e gostei do final, que depois de todo o mal que a personagem principal passou acabou por escolher o caminho mais difícil (?).
Não sei bem como descrever a minha leitura deste livro. Sinto que dizer "adorei" ou "amei' nao fica bem, tendo em conta o tópico pesado do enredo.
Sinto que são daqueles livros que todos os jovens devem ler, com uma mensagem forte e por vezes subtil. A Rita escreve de forma coesa e descomplicada, com personagens reais que podiam ser nossos amigos ou até nós próprios. A violência doméstica, violência no namoro e outros géneros de agressão física e psicológica, são tópicos urgentes a dar a conhecer aos jovens, são temas de extrema relevância para serem abordados e falados quando a mente está em fase de desenvolvimento.
Laura é uma rapariga normal, nunca pensou, aliás, nunca imaginou que iria passar pelo o que passou. Estava numa relação na qual se sentia bem, que amava e era amada, até começar a conhecer quem verdadeiramente tinha ao seu lado. O livro não aborda apenas a violência doméstica, aborda tópicos como as amizades verdadeiras, as relações familiares, entre muitos outros. Nem falo do Guilherme, porque infelizmente há poucos rapazes como ele por aí. O mundo está cada vez mais cheio de figuras como o "Manuel", daí uma vez mais achar de extrema importância, livros como este estarem a sair no mercado young adult!!
Como amar alguém quando não nos amamos a nós próprios!
Parabéns Rita, espero ler mais dos teus livros no futuro.
De alguma forma, identifiquei-me com este livro. Achei-o muito real, achei que não é daqueles que se percebe que não aconteceria na realidade. É um tema que me deixa muito sensível para com a personagem, que me faz apaixonar pelo Guilherme e que me fez ganhar um nojo gigante ao Manuel.
Acho que é um livro com uma temática muito importante, que todas as mulheres deviam ler para que percebam o seu valor e como devem e não devem ser tratadas.
Eu Disse Que Não de Rita Robalo Rosa é um murro no estômago — daqueles que te deixam a pensar dias a fio. Com capítulos curtos e diretos, a autora leva-nos numa viagem intensa e extremamente realista sobre temas pesados como a violência doméstica, a violência no namoro, a homofobia e o preconceito.
A escrita simples e objetiva faz com que seja fácil ver-nos refletidos nesta história. Podia ser a história da tua amiga mais próxima, da tua irmã.. ou até a tua. A dor de Laura é palpável e crua, a forma como ela luta contra as suas inseguranças e a falta de amor próprio é retratada de forma tão honesta que é impossível não sentir um nó na garganta.
E depois temos o Guilherme. Através do seu ponto de vista, percebemos como é complexo testemunhar um abuso e não conseguir intervir. O amor pode cegar, mas não só. Até os amigos já percebem o que se passa, mas, por algum motivo, preferem ignorar. Espero que, para muitos, este livro seja um abre olhos, especialmente para os mais novos. Se precisam de ajuda, peçam! Se ninguém vos ouve, gritem!
Confesso que o meu coração ainda está aos pedacinhos depois das últimas páginas. A forma como a autora retrata a dor é avassaladora e, ao mesmo tempo, incrivelmente humana. No entanto, acredito que ainda ficou muito por dizer. Apesar do realismo, acabou rápido, faltou-me o depois. Apesar da temática pesada, a leitura flui rapidamente. É um livro que nos prende do início ao fim, sem rodeios, sem floreados — apenas a dura e impactante realidade. Recomendo? Sim. Mas prepara-te para sentir cada palavra como uma facada no peito.
✨3/5 🌶️1/5 ✍🏼Rita Robalo Rosa 📚256 📖Romance 💕Friends to lovers & first love 🚨Sex, violence, rape, alcohol & drugs
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Quantos de nós já sofreu ou ouviu um comentário tóxico e não teve reação? Ou até nem acreditou no que estava a ouvir? Enquanto jovens, como é que aprendemos quais os limites de um relacionamento e a diferenciar o aceitável do inaceitável?
Laura começa um relacionamento com um rapaz quase perfeito, membro do seu grupo de amigos. Com ele sente-se importante e desejada, já que ele é popular na escola. No início tudo parecia um conto de fadas, até que os comentários maldosos, os risos em situações constrangedoras e as ações violentas se tornam parte do dia a dia, até vistas como insignificantes por ela como pelos amigos. Nada pode abalar aquele relacionamento, se acabar, com quem é que ela fica? Como é que ela sobreviverá aquele fim?
Com tantas dúvidas e sentimento de culpa, Laura opta por continuar até ao ponto de ruptura, ponto esse que para muitas mulheres é o fim da sua vida. Apesar de achar que está sozinha e que ninguém a compreenderá, Guilherme, um amigo que faz parte do mesmo grupo, será o seu porto de abrigo, boia salva vidas e companheiro para tudo o que irá acontecer.
Laura, Guilherme e a mãe de Laura foram a voz de tantas pessoas que sofrem de violência, seja verbal, física ou psicológica. Apesar de ser uma leitura rápida, é dura, sofrida e arrepiante. Não dei mais estrelas porque a escrita pareceu-me direcionada para os jovens, e isso pessoalmente não me agradou. Ainda assim, é uma história que deve ser lida e até obrigatória nas escolas.
Das coisas boas que aprendi enquanto fiz beta reading foi a diferença entre o contar e o mostrar. Quando um escritor nos mostra uma história, permite-nos conhecer as personagens na sua profundidade; dá-nos a oportunidade de nos agarrar aos detalhes e demorarmo-nos em reflexões sobre eles; asseguram uma oportunidade de construirmos laços com as personagens que vamos conhecendo ao longo das páginas.
"Eu disse que não" é um história apenas contada. Falta-lhe a profundidade que as temáticas abordadas merecem. Falta-lhe a delicadeza das palavras certas que nos permite aceder a camadas da personalidade das personagens e à densidade da história. Por vezes, sentir que a forma como os conteúdos foram expostos trazia algum perigo para quem está a ler. É uma história de gatilhos mal contados e abordados com uma sensibilidade menor que aquela que merecia.
Cai nos clichés e vive deles e só isso faz quebrar a possível identidade que um leitor possa sentir com a história. O passo apressado com que tudo vai sendo apresentado quebra a seriedade com que estes assuntos deveriam ser abordados. Falta muito a esta narrativa. Falta densidade, profundidade e uma construção mais rica quer no conteúdo, quer na forma.
No auge da adolescência, Laura e Manuel vivem uma paixão intensa, muitas vezes alvo de galhofa entre o grupo de amigos a que Guilherme, Simão, Diana e Kika pertencem também.
Mas o namoro entre Laura e Manuel não é pacífico e desde o início da relação que discretos sinais de abuso, por parte dele, foram saltando aos olhos de todos: o controlo do telemóvel, as críticas à roupa, a tentativa de afastamento dos amigos. Enfim, comportamentos que foram crescendo, encurralando Laura numa relação tóxica e violenta, da qual tem receio de sair para não comprometer os laços que unem o grupo de amigos.
Porém, o discurso machista, xenófobo e homofóbico de Manuel começa a gerar mal-estar entre todos, sendo Guilherme e Diana os primeiros a perceberem que Laura não está confortável naquela relação e que precisa de ajuda para “saltar fora”.
Este livro de estreia da Rita Robalo Rosa é necessário, sobretudo, para jovens adolescentes, deslumbradas com as suas primeiras relações e que, gradualmente, vão normalizando comportamentos abusivos.
Esta é também uma história que enaltece o lugar da família e dos amigos e a importância de estarmos cercados de pessoas atentas ao nosso bem-estar e capazes de, na hora certa, dar a mão para nos puxar do fundo do poço, sem julgamentos nem cobranças.
Com uma narrativa repleta de diálogos, muitos deles através da troca de whatsapps, é um livro que se lê muito bem. A mim, transportou-me de volta aos meus 17 anos, aos corredores do liceu, ao dramatismo da adolescência, às tardes passadas com a minha “tribo”, e aos beijos com sabor a Gorila de menta (jovens da minha idade entenderão).
Não sendo um livro para "senhoras crescidas como eu", fiiz questão de lê-lo em pleno mês dos namorados porque sou mãe de rapazes e as mensagens que aqui estão dentro também são para eles.
3.5 ⭐️ Bem, este final foi muito emotivo, não pensei que fosse chorar. Escolhi este livro pela temática, pelo assunto que aborda, mas também por ser de uma autora portuguesa e por eu querer dar oportunidade a mais autores nacionais. Contudo, não sei se era bem isto que estava à espera. O livro lê-se bem sem dúvida, mas há ali uma parte da história que se desenvolve muito rápido e acho que merecia mais páginas para desenvolver mais os sentimentos da personagem, tal como aconteceu na parte final depois da violação. A partir desse momento, acho que o final é bem conseguido, mesmo a parte da Laura ir a consultas de psicologia. Acho que este livro é bem necessário, principalmente para um público mais jovem que está agora a entrar nas suas primeiras relações. Aborda temas muito importantes e traz também outra questão que tem sido muito levantada com a ascensão de partidos de extrema-direita. O facto de existirem cada vez mais rapazes novos a defenderem esses ideais machistas, misóginos, homofóbicos e racistas.
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Não sabia que precisava deste livro até o ter acabado de ler. Curou muitas feridas que nem sabia que ainda estavam abertas.
Escrever um livro sobre um tema como a violência no namoro é importante, principalmente nos tempos que decorrem. É importante demonstrar que a violência nem sempre vem só na forma de uma nódoa negra. Que as palavras também carregam peso.
A frase “eu disse que não” foi como um murro no estômago e só tenho a agradecer à autora por ter escrito sobre um tema frágil com o maior carinho e respeito possível.
Espero que seja uma história que ajude no processo de cura de mais pessoas. Certamente ajudou-me no meu.
Pelo título advinhei qual seria a temática. Um livro que deve ser levado às escolas, pois infelizmente é uma realidade mais "comum" do que se pssa pensar. Apesar de ser o primeiro livro da escritora está escrito de uma forma que doí a maneira como senti a personagens e o sofrimento da Laura...dos que a rodeiam... mas da Laura foi muito intensa. EU DISSE QUE NÃO, isto tem de chegar, quando se diz não é NÃO. Recomendo a todos os jovens e não só a sua leitura. P.S. Atenção aos gatilhos.
“Não sei como se ama alguém que não se ama a si, que não ama a vida, mas eu continuo a amá-la. Acho que ela tem medo da vida. Eu tenho medo do que a vida vai fazer dela”
Este livro foi muito intenso. Gostei bastante dele e da forma que a escritora abordou esta questão. Achei os personagens muito bem construídos. Tenho a certeza que este livro vai ajudar pessoas que estão na mesma situação e não sabem como sair dela. Obrigada por isto, Rita.
A escrita é muito fluída, mas não sou o público alvo deste livro. Achei muito poucochinho, com pensamentos infantis do género "o perfume X cheira a riqueza" e "sim eu sei que morreu muita gente na época do covid mas gostei de estar em casa de pijama". A história é ok, são miúdos de 17 anos que pensam como miúdos de 17 anos, mas espero que ajude alguém.
Livro com tópicos extremamente importantes. Foi uma leitura super rápida e fica-se sempre com vontade ler o próximo capítulo. Quero muito ler o próximo da Rita 🤎