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No preâmbulo a uma entrevista feita a Daniel Jonas, publicada no suplemento Ípsilon do jornal Público a 8 de janeiro de 2014, escrevia António Guerreiro que «[…] a poesia de Daniel Jonas atravessa tempos diversos: o clássico, o romântico, o moderno, numa apoteose de rastos e linhagens que comparecem subtilmente. Nela encontramos, no mais alto grau, a ideia da linguagem poética como concentração e densidade. Ela é hábil nos jogos retóricos e de palavras, mas nunca deixa que isso se torne um exercício fútil e gratuito.»
Tudo isto é confirmado por «Nó», um livro de sonetos e o primeiro que o autor publica na Assírio & Alvim.

64 pages, Paperback

First published April 1, 2014

37 people want to read

About the author

Daniel Jonas

44 books22 followers
Daniel Jonas nasceu no Porto, em 1973. É Mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa com uma dissertação sobre o poeta inglês John Milton, de que resultou a tradução de Paraíso Perdido (Cotovia, 2006).

Além da escrita para teatro, em que se estreou com Nenhures (Cotovia, 2008), publicou seis livros de poemas, entre os quais Nó (Assírio & Alvim, 2014) - vencendo o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes (2015) - e, mais recentemente, Bisonte (Assírio & Alvim, 2016).

Dedica-se também à tradução, tendo vertido para português textos de Waugh, Huysmans, Pirandello, Auden, Shakespeare e Lowry, entre outros.


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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Ana Lúcia.
223 reviews
May 8, 2017
"Um dia vão saber quem foi que eu era.
Se o fui já nem recordo, mas quem dera
Que eu fosse antes de mim o meu preparo.
Deliro. Efervesço. Durmo. Acordo.
Esta febre ao que vem, de que me serve?
Provar que eu sou calor, e se me ferve
Provar-me assim que sou e me transbordo?
Cabeça fria, vá! Pensar não mais!
Eu que sinto coa pele do pensamento
Já sinto não a pele antes o vento,
E só de o pensar tremo como um cais.
Eu suo...nem me sou...(...)"
Profile Image for Paula  Abreu Silva.
394 reviews114 followers
May 8, 2017
"Dói-me o que não escrevi, e não tive em sorte,
Como um condor que, abrindo as suas braças
No mais profundo céu, chora as carcaças
Do que não teve em vida nem em morte;
Tudo o que não escrevi é passageiro,
Estação que nestas folhas não detive;
Do que escrevo sou escravo e o mantive
Pra fardo alijado ao mar negreiro
(Que os versos são só palha e porém fardo).
Sofri, mas foi por pouco que o sofri.
Melhor: murchei. Fui flor e nem flori.
Melhor errei. Honrosa a flor que é cardo.
Escrever é dor. Esquecer dor é. Que vício!
É uma hérnia na alma este ofício ..."
Profile Image for Ricardo.
10 reviews
July 4, 2023
(Livro)

Iniciado e terminado no mesmo dia dentro da biblioteca.

Poesia cristã, não sei se existe, mas com enormes traços de cristandade em cada poema.
Não conhecia, foi um acaso o livro tombar-me na vista.
Talvez leia os presentes na biblioteca.
Displaying 1 - 4 of 4 reviews

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