Rodrigo é um caso ímpar, publicou (que se saiba) apenas este tomo de contos em 1936 e, logo após mandou recolher todos os exemplares não se sabe direito a causa, se por um senso de autocrítica patológico ou algum complexo que jamais conheceremos.
Em 1974 a José Olympio ressuscitou o livro e depois, em 2004, a Cosac-Naify seguindo em seu 'catálogo' até os dias de hoje o que deve ser comemorado. RMF é um gênio, se deixou apenas este tomo como legado já é mais do que muitos escritores prolíficos atuais.
Caminhando pelo mundo da morte dos que ficam, os que foram estão certamente mais confortáveis, RMF descreve situações típicas do cerimonial de despedida desde situações absurdas, passando pela tragédia e chegando à comédia trazendo para seus contos toda a fauna que costuma popular esse tipo de cerimônia.
Seus contos são precisos, a escrita parece ter sido lapidada, nada falta ou está em excesso, nos resta velar esse único filho e velar pelos que ele nunca veio a escrever.