Jump to ratings and reviews
Rate this book

O Banquete / Fedro / Apologia de Sócrates / Critón

Rate this book
O Banquete é a celebração e o louvor de Eros. Platão, com dramatismo e suma habilidade literária, propõe nos diversos discursos (de Ágaton, Aristófanes, etc.) conceitos vários sobre o Amor que são negados ou superados na narração de Sócrates acerca de Diotima. Eros é o intermediário entre o humano e o divino: através de todas as formas do belo arrasta e impele para a Beleza supra-sensível.

Sócrates e Fedro, sob um plátano copado, conversam sobre a retórica, ou melhor, a genuína arte de bem falar, que se deve basear na filosofia. Como esta é um dom de Eros, Platão necessita, para a boa compreensão da conversa, de expor a sua teoria sobre o amor. Através da dialéctica, o amante parte da beleza corpórea não só para a beleza ideal mas também para a Verdade, Sabedoria, para toda a hierarquia das ideias, transformando-se no filósofo.

O célebre diálogo que Platão introduz, é uma reconstituição da defesa socrática sobre a verdadeira natureza da Justiça, no confronto entre o Bem e o Mal.
Acusado por Meleto de corromper a juventude, Sócrates é condenado à morte no tribunal de Atenas, tema que constitui a maior parte da Apologia, num discurso de defesa que Platão reconstitui exemplarmente, sobressaindo a grande figura moral de Sócrates e o seu desprendimento pela vida e os bens materiais, perante a visão do Bem supremo.
Todo o discurso de Sócrates é iluminado pela sua figura e atitude eminentemente filosófica, fundamentando doutrinariamente os posteriores diálogos de Platão: o ideal de justiça, o desprendimento dos bens terrenos e da própria vida, a humildade que a sabedoria transmite, a sua liberdade de pensamento perante as leis humanas.

Apesar da sua brilhante defesa, Sócrates é condenado à morte. Na véspera da sua execução, o filósofo é visitado na cadeia por Críton, discípulo devotado, que lhe vem apresentar um plano seguro de evasão. Entre os dois amigos trava-se um diálogo dramático, o mais importante de todos aqueles em que, ao longo do 70 anos, Sócrates participou, porque nele se debate um problema de vida ou de morte.

490 pages, Boxset

Published January 1, 2008

13 people are currently reading
192 people want to read

About the author

Plato

5,464 books8,857 followers
Plato (Greek: Πλάτων), born Aristocles (c. 427 – 348 BC), was an ancient Greek philosopher of the Classical period who is considered a foundational thinker in Western philosophy and an innovator of the written dialogue and dialectic forms. He raised problems for what became all the major areas of both theoretical philosophy and practical philosophy, and was the founder of the Platonic Academy, a philosophical school in Athens where Plato taught the doctrines that would later become known as Platonism.
Plato's most famous contribution is the theory of forms (or ideas), which has been interpreted as advancing a solution to what is now known as the problem of universals. He was decisively influenced by the pre-Socratic thinkers Pythagoras, Heraclitus, and Parmenides, although much of what is known about them is derived from Plato himself.
Along with his teacher Socrates, and Aristotle, his student, Plato is a central figure in the history of philosophy. Plato's entire body of work is believed to have survived intact for over 2,400 years—unlike that of nearly all of his contemporaries. Although their popularity has fluctuated, they have consistently been read and studied through the ages. Through Neoplatonism, he also greatly influenced both Christian and Islamic philosophy. In modern times, Alfred North Whitehead famously said: "the safest general characterization of the European philosophical tradition is that it consists of a series of footnotes to Plato."

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
72 (41%)
4 stars
74 (43%)
3 stars
20 (11%)
2 stars
6 (3%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Fas.
44 reviews
January 17, 2026
Vou passar meus argumentos em partes, já que são 4 obras.

O banquete: Ele começa ok, mas acho que vai ficando meio confuso, existem sim partes que são bem interessantes e que valem muitissimo a pena ler, como por exemplo o mito dos seres humanos divididos em dois etc. Mas no geral não achei muito interessante como um todo.

Criton: Um livro ok, não tenho muito sobre o que falar sobre ele, foi bem curtinho e achei interessante a argumentação de socrates contra a fuga. Ele se mostra um verdadeiro estoico aceitando seu destino e respeitando a civilidade e as leis.

Fedro: Sentimentos mixados. Momentos muitissimo bons como o começo, mas o meio do livro é muito complicado, a argumentação contra cebes e simias são muito densas e enquanto eu fui perfeitamente capaz de entender as argumentações deles, a contra-argumentação de socrates é densa e demorei bastante para entender.

A apologia de socrates: Cinco estrelas, incrivel, memoravel. Acho que é um livro que todos deveriam ler, como ele se comporta em um julgamento aonde seu destino já está decidido é muito comovente e inspirador. Ele realmente se mostra como alguem "iluminado". Diria que A apologia e Criton são leituras que se completam de tal forma que é incrivel. Acho realmente que iniciei o ano de uma ótima maneira.
Profile Image for Julia Nogueira.
10 reviews2 followers
January 18, 2024
O mais belo discurso sobre o amor: “….É então de há tanto tempo que o amor um pelo outro está implantado nos homens, restaurador da nossa antiga natureza, em sua tentativa de fazer um só de dois e de curar a natureza humana”.
Profile Image for Deby.
45 reviews
January 1, 2026
Um livro que tenho de dividir em duas partes. A primeira, encabeçada pelo "Banquete", foi um deslumbramento para a minha alma. Já a segunda parte, com descrições do Sofista e do Político, foi mais uma dor de cabeça. Foi realmente como encarar dois lados opostos de uma mesma moeda (neste caso, da filosofia...).
Profile Image for Ana Paula Martinez.
26 reviews1 follower
January 10, 2021
E pensar que Sócrates poderia ter fugido de sua condenação, mas não o fez por entender ser injusto não aceitar sua sentença. Sócrates com certeza não seria adepto ao duplo grau de jurisdição.
Displaying 1 - 4 of 4 reviews