O cerco se fecha contra os anômalos e o cotidiano nas Cidades Especiais começa a mudar. De início, o direito de ir e vir é privado, e a isso se seguem outras medidas restritivas, o que inspira uma rebelião e deixa a situação a um passo de uma guerra civil. Em meio a diversas facções, que defendem ideologias e métodos diferentes de fazer justiça, cada vez é mais difícil enxergar a situação com clareza, e Sybil tem pela frente novos desafios, que põem à prova suas convicções. Em situações desgastantes e por vezes desesperadoras, ela e seus amigos sentem na pele uma grande ameaça, mas não conseguem perceber quem é e onde está o verdadeiro inimigo.
Brazilian young-adult author. Barbara was born and raised in Brasilia and graduated in economics .Her most dashing abilities are passing notes in class, accidentally knocking down random objects and reading as much as one can. She talks about vampires in her podcast Pode Entrar and her first trilogy is Trilogia Anômalos, published by Editora Gutenberg. All three books are out now in portuguese!
---------------- É de Brasília e formada em economia). É uma leitora voraz que adora achar coisa nova -- metade da estante do Goodreads são de livros que chamaram a atenção, mas não necessariamente serão lidos. Adora organizar eventos literário e além de sua vasta experiência em trocar bilhetes em sala de aula, derrubar objetos por acidente e consumir cultura pop, ela fala sobre vampiros no seu podcast, Pode Entrar. Já teve contos publicados em coletâneas, e os trÊs livros da trilogia Anômalos saíram pela Editora Gutenberg.
Tô com preguiça de escrever uma resenha decente mas eu adorei. teve coisas que achei bem previsíveis - a Felicia, o Klaus, Fenrir, etc - mas mesmo assim foi legal ver o desenvolvimento da trama. Sinto que a Sybil amadureceu bastante e quero ver o que vai acontecer no próximo!
edit na releitura: eu não lembrava de nada, continuo concordando com a opinião acima e tô tipo SYBIL E ANDREI O CASAL MAIS TONTO DAS DISTOPIAS (proibido falar mal)
eu sou fã desta série. é bem na pegada das distopias YA que viraram filmes nos 2010's... mas traz elementos novos: texto bem escrito; personagens mais interessantes; dilemas políticos de pauta atual (maleabilidade identitária, ação afirmativa, tem até necropolítica discutida ali); e cenas de ação grandiosas bem descritas sob um único ponto de vista (sem confusão, sem clipe da Mtv dos anos 90).
mas acho que o que eu gosto mais é o esforço de navegar a partir das infraestruturas específicas do mundo criado na história. a protagonista observa e passa a entender pontos chave do conflito político a partir do fluxo de pessoas pelas cidades e suas barragens. tem praças, ruas, divisas, transportes, meios de comunicação específicos e pertinentes, elementos urbanos bem marcados que fincam esse universo na segurança da coerência estrutural. abastecimento, trocas culturais e conflitos fluem bem a partir dessa vivência interessada de Sybil. Tem paralelos com as franquias Jogos Vorazes e Divergente, mas traz seu próprio universo com governos, escalas e linguagem simbólica originais.
especialmente nesse segundo volume, há momentos de contemplação da instabilidade social constante presente em todas as regiões. me lembrou muito do que Simone de Beauvoir escreveu no Segundo Sexo: “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.”
já vou engatar o 3º volume porque estou ansiosa. guardei esse 2º por um tempo, com medo que não fosse tão bom quanto o 1º fiquei muito feliz com a leitura igualmente prazerosa. Lerei essa trilogia muitas vezes ainda, gostei mesmo.
Recomendo para quem busca uma leitura fantástica brasileira intensa e rápida, como um bom filme de ação em que adolescentes tem super poderes e o mundo vai mal.
Evolução... É com esta simples palavra que eu consigo traduzir a minha leitura de "A Ameaça Invisível", segundo volume da trilogia Anômalos, de Bárbara Morais. Apesar de ter gostado de "A Ilha dos Dissidentes", haviam vários pontos da história que me incomodavam bastante. Mas, para a minha surpresa (e alegria), a autora conseguiu não só sanar estes problemas como também me surpreender positivamente. E isto foi maravilhoso, pois quando comecei a ler o livro (despretensiosamente, no ano passado, e retomando ele esta semana), eu juro que não estava tão empolgado assim. . Se no primeiro livro, a preocupação maior parecia ser estabelecer o universo da história para os leitores, como a questão da sociedade dividida entre a União e a República, e o raxa que os anômalos provoca nos dois estados tão distintos, desta vez Bárbara parece mais confortável para seguir com sua trama, adentrando mais em um plano de fundo político que dá um conteúdo muito maior à "A Ameaça Invisível". Comparado ao seu antecessor, sem sombra de dúvidas este novo capítulo da distopia pode ser considerado mais "parado". Entretanto, em nenhum momento pode se dizer que nada acontece. Pois, aonde deveria haver ação, agora nós temos jogos de poder, com uma linha tão fina separando os "mocinhos" dos "bandidos" que muitas vezes me perguntei de verdade quem era quem. . E a situação não é nada boa para os Anômalos neste novo episódio. Alguns meses depois da malfadada missão protagonizada por Sybil e seus amigos, a tensão entre os "humanos normais" e os "mutantes" está gritante, graças à algumas (terríveis e arbitrárias) ações do governo da União. Pela primeira vez, a sociedade de Bárbara Morais me pareceu temível, suja, corruptiva... E isto foi maravilhosos para a história e para mim, como leitor. Cada novo desdobramento da trama originava milhares de respostas para elas, e eu adorei como a autora soube introduzir a sua mensagem política, mostrando-se bem mais "pés no chão" do que algumas outras distopias Jovem Adultas do mercado. . Mas, talvez, a minha alegria maior tenha sido encontrar a Sybil que esperava conhecer desde de "Ilha". Se lembram do quanto eu reclamei da protagonista não parecer tanto assim uma refugiada no primeiro volume?! Então... AGORA sim a personagem me convenceu quanto à esta questão. Não só isto, ela lida de uma forma sensata na maioria das situações, até mesmo nas amorosas (e é engraçado perceber como a Bárbara Morais soube construir os "dilemas de relacionamento" entre a garota e Andrei, sem apelar para clichês do gênero, e sem deixar com que ele desviasse o foco da história principal). . Enfim, estou muito feliz em ver o quanto "A Ameaça Invisível" é superior e mais maduro que o seu antecessor, e o quanto fiquei satisfeito com isto. Como eu disse no primeiro parágrafo, eu estava tão receoso com o que poderia acontecer neste volume, que deixei ele de lado durante um ano - parado no capítulo seis. Mas meus medos foram infundados. Bárbara Morais se mostra mais confiante ao nos contar (e dominar) a sua história, aprofundando mais a sua trama e conseguindo expandir de maneira bastante natural o seu universo distópico.
Lendo resenhas na internet volta e meia eu vejo pessoas dizendo que existe uma suposta maldição do segundo livro de trilogias. O primeiro livro é bom, o terceiro também, mas o segundo é tipo um limbo da história.
Eu nunca dei muito crédito pra essa maldição, geralmente quando não gosto de um segundo livro é porque já achei o primeiro chato. Mas também já aconteceu de eu gostar muito do segundo e isso me dar um gás pra continuar a ler uma série.
Eu gostei muito de A Ilha dos Dissidentes. Os personagens da história são ótimos e a Bárbara Morais fez um trabalho incrível, e como é pouco visto por aí, na construção de mundo onde passa sua distopia. Portanto estava muito empolgada pra ler A Ameaça Invisível.
Mas o que aconteceu com A Ameaça Invisível?
A história se passa um pouco depois que a Sybil volta de sua missão. Ela ainda está um pouco abalada com os acontecimentos da ilha e está tentando voltar a sua rotina normal quando cai de para-quedas no meio da campanha política do Fenrir.
Sybil está na campanha a contra gosto e não curte muito a ideia de ser garota propaganda de Fenrir, porque como se não bastasse esse homem ter um CALABOUÇO NO SEU CASTELO com mais tralha que a caverna da Pequena Sereia e ameaçar deus e o mundo, ele ainda tem um filho creepy as hell.
Mas quando mais Sybil vai se inteirando da campanha de Fenrir, mais ela vai duvidando se ele é de todo o mal mesmo.
Durante a leitura eu realmente fiquei na dúvida das intenções do Fenrir, e isso é muito bom! Por sinal toda essa trama política é bem legal, e tem vários discussões sobre os direitos humanos dos anômalos que poderia ser aplicados a qualquer minoria da nossa sociedade.
Meu único problema nessa parte política foram os momentos que Sybil era convidada pra reuniões do senado. Eu sei que ela era um peão importante no jogo, mas gente? Que tipo de político ia convidar uma adolescente para o centro das discussões? Ainda mais um político tão manipulador como Fenrir e que faz questão de deixar as pessoas no escuro.
Mas ok, no grande esquema das coisas isso é só um detalhe e tem mais coisa acontecendo no livro fora os dramas das políticas dos anômalos.
Só que, comparada a política, as demais tramas são bem sem gracinhas.
Somos apresentados as mil personagens, mas nenhum deles dá em nada e também não contribuem muito com as dinâmicas já estabelecidas em A Ilha dos Dissidentes.
Rola uns dramas de amizade com Naoki e Sybil, mas eu só queria que Sybil transformasse logo Naoki em uva passa e seguisse com a vida, porque gente quem aguenta essa japa estridente?
E ainda tem uma trama sobre o pai perdido de Sibyl, e... Já deu com essa história de pai perdido das pessoas, né? Se uma pessoa é órfã QUE TAL manter ela assim até o fim da história? Eu sei que isso pode ser uma ideia meio inovadora, mas vai que rola.
Fora isso eu não lembro de nada mais tão relevante que aconteceu.
Minto!
Teve cenas fofas entre Sybil e Andrei (gente, amo esse menino)!
Parando pra pensar... Esse livro teve pouco Andrei (PLS COME TO BRAZIL) e acho isso um absurdo. Imagina o tanto de Andrei (I LOVE UUUU) que a gente podia ter se não tivesse Naoki e pai-perdido-de-Sybil?
PRECISAMOS DE PRIORIDADES PRO ÚLTIMO LIVRO! E acho esse um bom início.
Por sinal, ainda estou empolgada pra ler o terceiro livro da série, esse segundo teve uma cara de filler, mas nenhuma trama está muito desencaminhada então ainda tá em tempo de fechar a história com o mesmo pique do primeiro livro.
P.S.: eu tive uma leve sensação que alguns diálogos desse livro foram escritos em inglês e depois foram traduzidos, alguém mais teve esse feeling? Ou é loucura da minha cabeça?
Eu comecei a ler esse livro sem lembrar muito o que tinha acontecido no primeiro, que eu li há bastante tempo, mas logo fui lembrando dos acontecimentos, personagens e etc. Eu não me lembro muito bem mas acho que posso dizer que esse livro teve menos ação que o primeiro mas isso em nenhum momento tornou a leitura cansativa, na verdade a leitura se desenvolveu de forma bem eficiente e eu me apeguei ainda mais aos personagens. As reviravoltas não foram muito surpreendentes mas eu não sei dizer se foi porque eu li algum spoiler ou se foi porque eu realmente previ o que ia acontecer... eu realmente não lembro. Enfim, já estou com o terceiro livro em mãos e estou ansioso para ver como essa trilogia vai terminar.
3,5* sentimentos conflitantes porque 1) gostei mais do que o primeiro livro 2) finalmente entendi e me interessei pela história e pelos personagens 3) vi várias similaridades com outras distopias já publicas e assim ...... simplesmente não da pra ignorar
I finished this book last month and then I get busy and didn't marked it as read. Also, I had wrote an review for it on my computer and I lost it. Basically, this book is even better than the first one. I felt that A Ameaça Invisível was an introduction of what is going to happen in the third and last book of this trilogy.