Jump to ratings and reviews
Rate this book

Psicologia Jurídica no Brasil

Rate this book
Trata-se de versão ampliada e atualizada do livro, que mantém os mesmos objetivos da primeira edição: apresentar de forma clara e didática conteúdos relacionados a Psicologia Jurídica. O livro divide-se em nove capítulos e a introdução, percorrendo temas tais como o ato infracional, a justiça de família, a adoção, o sistema penal, a violência contra a mulher, a criança, o adolescente e o idoso. O próprio exercício e condições de possibilidade de algo que se caracterize como 'Psicologia Jurídica', seus impasses e história, também faz-se presente não apenas em capítulo próprio, mas transversalmente em todos os demais capítulos que compõem o livro.
Tanto a edição anterior como a atual encontrou ampla repercussão no campo da interface entre psicologia e justiça, sendo utilizado nas universidades e em concursos públicos.

352 pages, Paperback

First published January 1, 2011

3 people are currently reading
9 people want to read

About the author

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
1 (16%)
4 stars
4 (66%)
3 stars
1 (16%)
2 stars
0 (0%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 of 1 review
Profile Image for jose coimbra.
175 reviews22 followers
July 16, 2014
Os capítulos cobrem efetivamente os principais temas que compõem o campo da Psicologia Jurídica, tendo sido elaborados por autores que estão imersos nas questões que levantam, tanto da perspectiva teórica quanto da prática.
Nesse sentido, Esther Arantes revela o fio condutor que será seguido por todos os demais capítulos, explicitando as aporias, as dificuldades e os riscos da interface entre psicologia e justiça. Ao fazer de Canguilhem e da pergunta dele o eixo de seu capítulo, Esther Arantes nos faz repetir esta importante indagação em cada página virada: o que é a psicologia?
Érika Piedade delineia a produção da categoria 'menor', com especial ênfase das implicações dessa categoria no Brasil.
Com Eduardo Brandão, temos a apresentação do cotidiano nas varas de família a partir da perspectiva da psicanálise, bem como dos limites que advêm da concepção de práticas estritamente periciais nesse cenário. Ao mesmo tempo, mostra-nos o histórico de legislações e das implicações delas para os sujeitos levados à máquina judicial da área de família. O papel da mediação na Justiça de Família é apresentado, seguindo a estratégia de mostrar as questões cruciais que não seriam abordáveis pelo trabalho pericial.
Lidia Weber trata da relação entre o psicólogo e a adoção, apresentando uma grande quantidade de informações oriundas de suas pesquisas, bem como assumindo posições propositivas acerca do que restaria por ser feito em termos de uma prática nesse campo.
Salo de Carvalho mostra-nos do que se trata na execução penal e, tal como talvez seja a tônica do livro, levanta sérias questões acerca dos limites para um trabalho pericial aí.
Na sequência, Tania Kolker apresenta de modo claro o funcionamento do sistema penal e o lugar ali da psicologia. Nesse trabalho, pautando-se em Foucault, recorda-nos do nascimento das prisões e do funcionamento delas ao longo do tempo como instrumento constitutivo da 'delinquência'. Nesse capítulo, também são apresentadas notas bastante didáticas acerca da emergência da noção de periculosidade e dos embates que suscita entre o campo psi e o do direito.
Rosana Morgado escreve sobre a violência doméstica contra mulheres, apoiando-se em um conjunto de dados estatísticos e refletindo sobre as concepções em torno da 'mulher-vítima' e das estratégias de enfrentamento contra a violência doméstica.
Hebe Signorini promove um diálogo intenso entre legislação, teoria e prática para mostrar-nos as incertezas das definições de 'violência', bem como de que modo historicamente constituiu-se o tema da violência contra crianças e adolescentes.
José César Coimbra detém-se nas questões relativas à violência contra idosos, promovendo um diálogo entre o Estatuto do Idoso e o Estatuto da Criança e do Adolescente. A par disso, sublinha crítica ao funcionamento do aparato judicial e das dificuldades de funcionamento das equipes interdisciplinares que lidam com essa matéria. Da mesma forma como nos dois capítulos anteriores, apresenta dados estatísticos e os tipos de violência, tais como definidos pela legislação e pela literatura especializada.
Displaying 1 of 1 review

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.