Celina sempre sonhou em conquistar o mundo com sua arte, mesmo contra a vontade de sua família. Determinada e destemida, a moradora da encantadora cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, adapta-se à vibrante cena artística local. Contudo, após anos de esforço, sua arte ainda encontra espaço apenas nas ruas, aos pés dos museus e nas estações de trem.
Tudo muda num instante fatídico. Celina cruza o caminho de Leonardo Giordano, o renomado e enigmático pintor da antiga Vila Rica. Em um ato audacioso, ela propõe um expor uma de suas obras no acervo pessoal de Giordano. Se ele não se apaixonar pela peça, ela concorda em deixar que ele assine todas as suas pinturas, encerrando sua carreira ali mesmo.
Agora, pressionada a criar a obra-prima de sua vida, Celina se vê diante de um desafio monumental. O que ela não esperava é que este acordo amaldiçoaria para sempre aquele instante decisivo. Sua vida e sua arte serão transformadas, revelando segredos sombrios e obstáculos que nunca imaginou enfrentar.
Em uma luta contra o tempo e o destino, Celina descobrirá o verdadeiro preço da fama e da eternidade. Será que sua paixão pela pintura a levará à glória ou à destruição?
"Um Instante d’ocê" é uma história de determinação, sacrifício e mistério, onde o desejo pelo reconhecimento pode custar mais do que a própria alma. Deixe-se encantar por uma trama que mistura beleza e escuridão, em que cada pincelada revela um novo segredo e cada decisão pode ser a última.
Primeiro, é raro eu encontrar obras com a estética/subgênero TecnaVapor (Steampunk) e eu adoro demais a vibe toda antiga e tecnológica, embora seja mais difícil esse visual na escrita, teve muitos detalhes bons na narrativa.
Gostei das diferentes formas de força que uma mulher consegue atingir, das personagens duvidosas, complexas, descabidas e pecaminosas (estou brincando). Adorei que foi uma fantasia construída com obstáculos, sentimentos, confusões e bagunças e ainda assim não havia uma necessidade de existir homofobia, como muita fantasia carrega, sempre o realismo na violência contra mulher, contra minorias, mas magia, dragões tudo bem né?... sem condições.
Foi uma leitura bem boa, adorei os diálogos, o sotaque carregado nas palavras, o vai e vem de confiança, de caráter, de consequências.
"Guardava no peito o tremor que todo artista conhece: o medo de se perder da ideia; o fio quase transparente que é ser arrebatado pela inspiração. Maldita e adorável inspiração."