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E eu, não sou intelectual?: Um quase manual de sobrevivência acadêmica

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QUEM PODE SER CONSIDERADO INTELECTUAL HOJE? A autora vencedora do Prêmio Jabuti discute sobre intelectualidade, diversidade e difusão do conhecimento 

Em E eu, não sou intelectual?, uma espécie de manual de sobrevivência acadêmica, a escritora, pesquisadora e ativista Bárbara Carine apresenta caminhos possíveis para pensar uma intelectualidade emancipadora, e não limitadora, de nossos saberes. Percorrendo sua trajetória pessoal e casos conhecidos do grande público, a autora questiona os registros geralmente associados à ideia de erudição, como se houvesse uma postura, um modo de ser ou uma origem que a determinassem. Assim, rompe com o modelo único de intelectualidade imposto pela óptica brancocêntrica, sobretudo a partir das tensões sociais, raciais e de gênero que moldam e administram os espaços de desenvolvimento e difusão do conhecimento, promovendo uma verdadeira descolonização do pensamento.

139 pages, Kindle Edition

Published February 24, 2025

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Barbara Carine

3 books2 followers

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Guilherme Smee.
Author 27 books191 followers
March 22, 2025
"E eu não sou uma mulher?" é uma expressão que se refere a um discurso de Sojourner Truth e a um livro de bell hooks. Sojouner foi uma das pioneiras do feminismo negro nos Estados Unidos, bell hooks é uma das mais prolíficas escritoras e intelectuais negras dos Estados Unidos. Neste livro, Barbara Carine parafraseia ambas as pensadoras, para, num manifesto reclamar uma posição que sente ser negada às acadêmicas negras. Dentro deste livro Barbara traz diversas reflexões sobre sua trajetória dentro da academia enquanto mulher negra e mãe, levando em conta todos os seus marcadores sociais e também a crueza e a crueldade da academia. O subtítulo do livro diz que este seria um quase manual. Acredito que não seja mesmo um manual, afinal precisamos melhorar muito mais a academia para que ela seja inclusiva e não que os acadêmicos precisem de um manual para sobreviver a ela (embora cada vez mais seja necessário). Este livro é mais um manifesto, um desabafo, uma forma de explicitar injustiças sofridas e de buscar forças e apoio para produzir uma mudança.
Profile Image for Stéphanie Santos.
110 reviews1 follower
July 22, 2025
“Como sonhar com um reconhecimento vindo de um lugar que não reconhece a sua existência como uma existência humana justa?”

Uma das resenhas que li sobre “E eu, não sou intelectual?” dizia que o livro estava mais para um manifesto do que manual. Após a minha leitura, e falando a partir da perspectiva de uma mulher branca, estou tomando esse livro como um quase manual sobre os meus privilégios e como posso reconhecer comportamentos que ferem ou reduzem a existência de outras pessoas.

Nesta obra, Bárbara Carine discorre não somente sobre as dificuldades que ela e tantas outras pessoas negras, ou que fazem parte de outros grupos marginalizados pela nossa sociedade, enfrentam para sobreviver ao ambiente acadêmico. Em “E eu, não sou intelectual?”, ela toca nos “nós estruturais” de uma sociedade que ainda é moldada, sobrevive e até se vangloria das heranças coloniais.

Algumas das experiências compartilhadas pela autora se assemelham a muito do que vi na minha infância e adolescência, porque morei e fui criada por mais de 10 anos na Liberdade, em Salvador, um bairro conhecido por ter uma população majoritariamente negra e por sua rica história de resistência e cultura afro-brasileira.

Ainda consigo lembrar das inseguranças e medos de alguns colegas e amigos, sentimentos muitas vezes relacionados a experiências que jamais provocaria o mesmo em mim, por ser uma pessoa branca.

“E eu, não sou intelectual?” é aquele tipo de livro que nos convida a refletir e agir, porque como Bárbara Carine disse: a teoria precisa ter implicação prática na vida.
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