#Natal até quando uma mulher não quer
"Miracles do happen,” the caretaker used to say. “Sometimes there just isn’t any other way out, and that’s when a miracle happens.
Cheguei a esta história de Natal porque vi em várias resenhas que fazia lembrar Claire Keegan. Deve ser outra Claire Keegan e não aquela que eu conheço, porque essa jamais escreveu uma pieguice como esta, a fazer lembrar dramalhões de Hollywood com fantasia à mistura, como o mítico “It’s a Wonderful Life”. Ingvild Rishøi padece do mesmo tique que o seu compatriota Jon Fosse, a síndrome do “eu disse, ele disse, eu disse, eu disse”, mas enquanto nele se tornou imagem de marca, nesta autora é apenas irritante e condescendente, como se num diálogo entre duas personagens não se percebesse que quando não é uma a falar… adivinhem?... pois, é a outra.
A Melissa, de 16 anos, e a Ronja, de 10, saiu-lhes na rifa o pior pai possível, um bêbedo que não consegue manter um emprego e alimenta as filhas a cereais nos dias maus e a esparguete nos dias menos maus. Quando perde o trabalho a vender árvores de Natal depois de pedir um adiantamento que estoira no bar, é a filha mais velha que o substitui. Apesar da ajuda de várias almas caridosas, está iminente a chegada da Protecção de Menores, pelo que as duas raparigas se escondem durante a noite, a meio de uma tempestade, debaixo de um enorme pinheiro de Natal que as transporta para um sítio seguro. Que lugar é esse? A ilha com que sonhavam, porque os milagres existem mesmo? Ou o céu, porque morreram de hipotermia, como a protagonista da história de Natal mais triste do mundo, “A Menina dos Fósforos”, de Hans Christian Andersen, que também é referida nesta novela?
Then she said she was Tommy’s slave, and Tommy was Eriksen’s slave, and Eriksen, he was a slave too, he was just too stupid to realise, but he was a slave to Christmas and Jesus and Christianity, and for the matter the whole Christianity was slave to capitalism.