Tick-tock. The Timekeeper scavenges, in search of remembrance. There was a time when he was no Timekeeper. There was a time when he was a man called Derkan, with a wife and a son. That man died, and the city of Günn along with him. Tick-tock. The Timekeeper scavenges, and remembers. This is a tale about time, about memory, about the end of things. Tick-tock.
Anton Stark is the pseudonym of a Portuguese lad who dreams more than it's advisable with steam contraptions and worlds that don't exist. A student of languages by vocation, he has from an early age cultivated a fascination with all that's Speculative Fiction, and the Steampunk sub-genre in particular (a source of many a headache, when he has to explain the concept to someone else). His most striking features include a hilarious and innate ability to be misinterpreted and a deathly hatred of both beaches and small dogs. ------------- Anton Stark é o pseudónimo de um rapaz português que sonha mais do que é saudável com máquinas a vapor e mundos que não existem. Estudante de línguas por vocação, desde cedo cultivou um fascínio pelo Fantástico e o subgénero Steampunk em particular, o que lhe granjeia frustrações imensas quando o tem de explicar a alguém. Entre as suas características mais marcantes contam-se uma habilidade inata e hilariante para ser mal-interpretado e um ódio de morte a cães demasiado pequenos. Gosta de chapéus, livros, gomas e cachimbos (apesar de não fumar), não gosta de praia porque a areia se enfia em todo o lado. É com a escrita que ocupa a maior parte do tempo quando não está a ler, a ver filmes, ou a contemplar a tinta do tecto. Dizem as más-línguas que se fosse uma fruta, seria um ananás.
A ambientação foi a vertente mais bem conseguida, invocando uma civilização decadente com uma verosimilhança notável. A personagem principal está muito bem explorada e não tem nada de uni-dimensional. Os pedaços do passado foram muito bem introduzidos na narrativa. A acção desenvolve-se a um bom ritmo e é uma leitura agradável. O único ponto menos positivo foi o facto do início ser um bocado confuso, porque ainda não nos habituamos ao universo.
Recomendo a quem gostar de ler o melhor que os autores portugueses escrevem em inglês.
Contar o tempo quando só isso resta. Reviver memórias traumáticas numa cidade em ruínas, de ruas alagadas, de edifícios desertos semi-submersos, antiga capital de glórias esquecidas pelo tempo. Resta um homem e um relógio, cujas engrenagens resistem cada vez menos à passagem do tempo. Um conto de profundo sentido de ambiência passado no universo ficcional steampunk de Eos.
Mais do que a narrativa em si, gostei da escrita e principalmente do world-building. Tenho um fraco por sociedades decadentes que vivem em ruínas de glórias passadas (se calhar é por ser português…). O elemento aquático também ajudou bastante. Interessado em ler mais deste mundo.