FRANCISCO LOUÇÃ nasceu em Lisboa, a 12 de Novembro de 1956. Licenciou-se em Economia, no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG/UTL), onde ainda fez o mestrado e concluiu o doutoramento e é, actualmente, professor catedrático. Tem livros e artigos científicos publicados em onze línguas. Publicou recentemente The Years of High Econometrics - A Short History of the Generation that Reinvented Economics (Londres e Nova Iorque, Routledge, 2007), Economia(s), com José Castro Caldas (Porto, Afrontamento, 2009), Robert Solow and the Development of Growth Economics, com outros economistas (Durham, Duke University Press, 2009), Os Donos de Portugal - Cem Anos de Poder Económico, 1910-2010, com Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda e Fernando Rosas (Porto, Afrontamento, 2010). Foi Coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, entre 2005 e 2011, deputado à Assembleia da República entre 1999 e 2012 e candidato à Presidência da República, em 2006, pelo BE, tendo obtido 5% dos votos. É, desde Dezembro de 2015, conselheiro de Estado.
sou culpada em dar uma avaliação tão alta por ter uma grande estima pessoal tanto por Francisco Louçã como pelo Fernando Rosas. não obstante, a escrita de ambos é maravilhosa, dá vontade de ler e ler sem parar, até me encontrar a ler sobre temas da qual tenho nenhum ou pouco conhecimento. a participação dos restantes autores deram um maior sentido a esta compilação, desde movimentos sindicais a luta de emancipação feminina em Portugal no pós-25 de abril, a obra tem de tudo um pouco, sendo uma leitura para os demais. pontos pela ortografia do antigo acordo ortográfico <33. termino com uma das citações que mais me chamou à atenção: "Aqui, na festa da diversidade de identidades e projectos sociais que habitam o espaço do conflito, o movimento dos movimentos vai potencializando a radicalidade inscrita na agenda democrática: reconhecimento, liberdade, igualdade, participação. Uma tensão dinâmica entre valores que atravessam fronteiras, e que vai tecendo redes de sentido emancipatório a uma escala glocal."