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A Guerra em Directo

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A Guerra em Directo é o relato dos dias e das horas dramáticas vividas pelo Autor nos três teatros de guerra mais importantes deste início do século XXI: Afeganistão, Israel e Iraque. Trata-se de um relato muito vivo que só podia ser escrito por quem viveu nos locais os momentos mais impressionantes destas guerras, desde a situação caricata de um repórter de televisão sem câmara de filmar no Afeganistão, passando pelo cerco da Igreja da Natividade em Belém e o massacre de Jenin, até ao ataque com mísseis americanos ao Hotel Palestina em Bagda - tudo entremeado com as vivências de Carlos Fino naqueles meios totalmente diferentes e inóspitos onde, apesar de tudo, alguns ganham dinheiro com a guerra e outros se fazem explodir a si próprios por uma questão de honra. Um livro que ninguém esquecerá.

238 pages, Paperback

First published January 1, 2003

14 people want to read

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Carlos Fino

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Profile Image for Nuno.
79 reviews5 followers
December 1, 2022
Tinha este livro meio perdido na estante e, tendo acabado de ler outro sobre o Afeganistão, chamou-me, enfim, à atenção. Agora já não se trata, obviamente, de notícias mas de História - uma pequena afronta que faço ao autor - mas com histórias.

O Carlos Fino faz parte do pano de fundo da minha infância e juventude, sobretudo os seus directos dos primeiros dias da Guerra no Iraque. Mas nunca pensei nas questões práticas de trazer aquela informação às nossas casas, da burocracia, da logística, dos perigos de vida, da hostilidade das diferentes fações envolvidas.

É a função mais nobre do jornalismo de guerra, a de verter luz, de fazer saber, de arrancar a guerra ao domínio da geopolítica e colocá-la, aos olhos do mundo, de onde não deveria sair, no domínio pessoal do sofrimento das pessoas reais cujas vidas as bombas vão tocar, por vezes, irreparavelmente. No livro não há falta de histórias destas, de sofrimento, de protesto, de grandes e pequenos perigos, mas também de contexto, de descrição, de aventuras, de desvendar dos momentos de descontração e convívio entre concorrentes.

O Carlos Fino faz ainda reflexões lúcidas sobre o papel do jornalista em teatro de guerra. Retendo algum idealismo, questiona-se se será realmente uma testemunha imparcial ou instrumento de propaganda, a sociedade em auto-reflexão genuína ou mera peça de uma máquina que tenta passar uma gigantesca narrativa. Uma reflexão que mantém esta leitura actual, hoje mais do que nunca.
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