O que está acontecendo com Mutano e por que todos estão se transformando em animais? Asa Noturna, Batgirl e os Titãs fazem o possível para salvar o mundo do perigo bestial, no qual heróis acabaram se tornando ameaças. E mais: descobrimos a origem dos Graysons no século XIV, durante o período da Peste, e os desenlaces de amor, traição e independência do relacionamento de Dick Grayson com Bea Bennett, a rainha pirata que herdou uma sociedade de piratas.
Essa oitava edição, apesar de conter algumas histórias apenas para encher linguiça no encadernado e não agregarem na trama da revista principal, é uma edição bem interessante, em que o Tom Taylor (nas edições que ele roteiriza) mantem o nível da escrita do Asa Noturna e escreve o heróis destacando todo o seu lado humano, compreensível e que torna a personalidade dele tão distinta do Bruce.
Nas tramas principais da revista, nos capítulos que realmente importam, temos o Dick Grayson sendo reconhecido pela população e prefeita de Bludhaven, o que traz sendo conforto ao leitor e fã do Asa Noturna, porque essa fase do Tom Taylor realmente põe o heróis no status que ele deveria estar, após as atrocidades que o personagem sofreu em DC Renascimento.
Além da homenagem ao Asa Noturna, também há uma homenagem do Tom Taylor, em colaboração com Mark Wolfman (um dos criadores do Asa Noturna), para o George Perez (também criador do Asa Noturna) por conta do seu falecimento em 2022.
Ademais, destaco a principal trama desse encadernado, em que o Dick e o Batman investigam um assassinato de um homem, que ao que tudo indica, fora cometido pelo Sem Coração. A trama tem todo o suspense e a vibe de investigação policial, mas se estende além disso e possui uma carga emocional/dramática bem interessante, pois o homem era pai de um garoto, que acabou ficando órfão após esse crime.
Por conta disso, o crime/investigação se torna pessoal tanto para Dick quanto para Bruce, que mesmo sendo diferentes, possuem esse trauma de infancia como passado.
Durante a investigação, acompanhamos o Batman e o Asa interagindo e conduzindo a investigação de acordo com o que cada um é melhor.
E conforme todo esse arco se desenvolve, temos a narração do Batman durante as ações do Dick, deixando explícito o quanto o Batman se orgulha de seu primeiro filho.
Tenha apenas uma ressalva quanto a essa edição, que é em relação aos desenhos, pois a troca de desenhistas durante o encadernado é bem grande e nem todos são capazes de assumir uma revista do Asa Noturna, tinham alguns desenhos bizarros.
iiiiiihh achei fraquinho e desconexo, parece muito que pegaram várias histórias aleatórias só pra ter um volume, a nota só não é mais baixa pois gosto da arte do travis moore
Comparando o começo da fase do Asa Noturna por Tom Taylor, que foi muito bom, com esses últimos volumes, já sem a bela arte de Bruno Redondo e as cores de Adriano Lucas, posso dizer que estão muito fracos. Essa edição traz um pouco do arco Mundo das Feras (que eu chamo de Mundo Besta) em que Damian é transformado num menino-gato. Além disso temos um reencontro do Asa Noturna com o Batman, mas que é bastante frustrante, como o Batman costuma ser em geral. Temos duas partes que se passam na época da Peste Negra, mostrando o começo da família Grayson em Filho de Gray (não se empolgue que não é nada de mais). Uma historinha curta e ruim sem palavras. E o Anual do título, de responsabilidade total de Travis Moore, que apresenta a personagem Sereia, que também é a antiga namorada de Ric Grayson, Bea, herdeira de uma frota de navios piratas. Travis Moore consegue fazer uma história melhor que todas as outras desse encadernado. Sinal de que é hora de Taylor se despedir do personagem, o que ele fará no próximo número.