Continuar a leitura dessa série depois de tantos anos tem sito uma experiência bem diferente.
Lembro que quando li o 1º livro em 2013 (com 13 anos), eu coloquei um milhão de post-it’s e achei tudo incrível. Na releitura eu já fui bem mais crítica.
Esse segundo eu nunca tinha lido, porque fiquei até agora esperando sair o terceiro e hoje (aos 25 anos) a minha opinião sobre o livro e sobre a escrita da Bruna mudou bastante.
Acho que o que me incomodou ao longo da leitura foi o fato de que houveram muitos furos na história, causados pelas viagens no tempo. Se ela fez faculdade de fotografia e até fazia estágio na área (mesmo antes de começar a faculdade) como ela não continuou trabalhando nesse ramo depois de formada?
E, se ela continuou, como ela teve praticamente a mesma vida? Ela voltou e descobriu que morava no mesmo lugar, tinha o mesmo emprego (que o Joel conseguiu pra ela), acabou de voltar de Paris, mas não faz sentido. Ela não deveria ter precisado do Joel pra conseguir o emprego, e aí nunca deveria ter ido pra Paris (muito menos pra NY).
Senti que algumas coisas me incomodaram e talvez seja só porque eu não sou o público alvo desse livro, mas sigo tendo muito carinho pela história e shipando muito a Anita e o Henrique. Eu só espero que no final ela consiga voltar pra linha do tempo normal, porque ela nunca vai conseguir ter algo com o Henrique sabendo que ela conhece uma versão dele que não existe. Ela pra sempre vai estar enganando ele.
“Definitivamente, é horrível perceber que não somos a coisa mais importante da vida de quem é a coisa mais importante da nossa vida.”
“Achei que entraria lá e todo mundo olharia pra mim, como se percebessem de uma hora pra outra o poste invisível que sempre esteve ao lado deles. Mas isso não aconteceu. Muito pelo contrário.” [contexto: pensamentos que ela teve quando estava indo pra formatura]
“Tem dias que a gente acorda com mais saudade do que o normal. É como se durante a noite tivéssemos sonhado com a pessoa e pela manhã a única coisa capaz de tirar aquele aperto do nosso peito é a presença dela.”