Uma mulher bem-sucedida e independente vive no estrangeiro há mais de uma década, gere o seu próprio negócio e tem uma relação estável. Nada fazia prever o que a esperava, quando, de forma inesperada, a vida que considerava perfeita se desmorona: a sua relação termina de um dia para o outro e uma morte inesperada obriga-a a regressar à sua terra natal, Lisboa. Mal podia prever que ao regressar a Bruxelas, não iria sozinha. A sua companhia nesta viagem de regresso é a avó, uma figura fundamental na sua vida e com quem mantém uma ligação profunda e especial, e será agora responsável por cuidar dela. Sem alternativas, e apesar das críticas da família, a mulher de oitenta e cinco anos passa a viver com a neta. Uma convivência que, mais do que desafiar o estilo de vida de ambas, trará à tona segredos nunca revelados, mostrando-lhes a imperfeição dos heróis com quem cresceram. Este reencontro forçado fará com que ambas redescubram o verdadeiro sentido da vida.
Catarina Rodrigues nasceu em 1989, em Portugal. Mestre em Engenharia Química e Bioquímica pela Universidade Nova de Lisboa. Atualmente trabalha como consultora na área de informática e tecnologias de informação, coach e formadora de soft skills. A primeira história que escreveu foi sobre a amizade improvável entre um pessegueiro e uma boneca que o seu avô trouxe do Japão. Atualmente vive em Bruxelas.
Comecei a ler este livro devido à sinopse, que me deixou curiosa, e ao facto de ser de uma autora portuguesa. Gostei da primeira parte do livro, aí até ao 40%, embora achasse que alguns capítulos eram bastante extensos e com algumas repetições, mas fui deixando passar. A partir daí, deixou de funcionar para mim. Capítulos gigantes, com dissertações sobre os mais variados temas, que nada tinham que ver com o resto do enredo, muitas repetições (mas aqui, pode ter sido falta de uma boa revisão), alguns diálogos inverosímeis, uma personagem principal que me fez revirar os olhos 30 vezes, de tal forma que as últimas 200 páginas de kobo li na diagonal. Não deixem que isto vos demova de ler o livro, pois sei que isto foi provavelmente um caso de o mesmo não ter funcionado para mim, mas simplesmente achei que se fugiu demasiadas vezes do tema central do livro, que só por si até teria funcionado bastante bem.
Fez-me sentir todas as emoções e mais algumas. O tema dos avós é sensível para mim, mas este livro chegou na altura certa. Foi uma verdadeira montanha russa de emoções e uma experiência e momento de leitura lindo! 💚
Gostei muito da história e as personagens! Os diálogos da avó Ju com a Débora eram profundos e intensos, mas sempre com uma pitada de humor à mistura! Adorei a alegria da avó Ju! Adorei os amigos da Débora, o Bastos e a Alice, que trouxeram sempre momentos engraçados e de leveza à história. 🫶🏼 Outra coisa que gostei muito, foi a escrita da autora. Uma escrita muito simples e bonita, mas cheia de significado. Consegui extrair tantas mensagens bonitas e importantes! 🙏🏼
Eu sabia que este livro ia ser um aperto no coração, mas não sabia que ia ficando cada vez mais apertadinho a cada capítulo! ❤️🩹
Este livro tinha tudo para dar certo, mas é tão mau que não consegui acabar.
A premissa é super interessante: Débora, uma mulher bem sucedida, vive em Bruxelas, mas parece que tudo lhe acontece. Acaba a sua relação de alguns anos e uma morte inesperada obriga-a a voltar a Portugal. E depois não volta sozinha para Bruxelas, leva a sua avó de oitenta e tal anos consigo e vai contando as peripécias da vida das duas.
Até aqui tudo bem. Chamou à minha atenção por ser uma história com uma personagem mais velha e até por ter uma relação muito próxima com o meu avô.
Depois comecei a ler e percebi que está tudo errado com a história: - um trabalho péssimo de revisão, porque tem palha que nunca mais acaba. Textos gigantes de reflexões clichés e repetitivas. - estrangeirismos por toda a parte (quando muitas vezes há tradução em PT para as mesmas). Um exemplo: "fez-me uma cara de bitch please"... - a história é completamente irreal: uma velhota de oitenta e tal anos sai do seu próprio país, aprende francês enquanto o diabo esfrega um olho, dá uma corrida para provar à neta que ainda está para as curvas, vai a aulas de dança, hidroginástica, atira-se ao médico... Nem eu com 30 tenho uma vida tão ativa ahah - a protagonista irritou-me solenemente, assim como o seu circulo de amigos e os diálogos entre eles. Páginas e páginas de diálogos sem assunto nenhum, numa tentativa de parecerem pessoas modernas. Revirei os olhos umas 40 vezes por minuto.
Tinha tudo para dar certo, mas tive de dar DNF. Não consigo terminar isto, mesmo.
Ao olhar apenas para o título deste livro podemos pensar que é um romance, daqueles de domingo à tarde, mas se prestarmos atenção à capa e aos seus pormenores percebemos que este é um amor diferente, um amor acolhedor, comovente e bonito. Um amor entre avó e neta.
Sendo um romance autobiográfico, quero começar por dizer que acho maravilhoso que a Catarina tenha decidido escrever sobre esta relação tão próxima que tem com a avó. ;)
Acompanhamos então as aventuras da Débora, uma mulher independente, empreendedora, que vive noutro país, e que de repente vê a sua relação de vários anos terminar, perde o avô que é como um herói para ela e num ato de amor e loucura decide levar a avó consigo para Bruxelas e tornar-se sua cuidadora.
O mais importante para mim, neste livro foi perceber o dia a dia de um cuidador, as dificuldades, os medos, e também compreender as perdas inerentes ao envelhecimento e o quanto tudo isso pode mexer com a mente das pessoas, tanto de quem está a envelhecer, como de quem acompanha de perto. É duro e sentimo-nos incapazes, porque muitas vezes não depende de nós. A única ajuda possível é cuidar com amor, tal como esta neta cuida da avó.
Outra coisa interessante é o desmoronar do herói. A Débora percebe que o avô não era, afinal tão perfeito como pensava e ao longo destas páginas vai lutar por entender e tentar aceitar que ele tinha um lado que desconhecia e que apesar de ser fruto da educação e dos tempos em que viveu, não tem desculpa!
Foi uma leitura que me levou algum tempo, não pela densidade, mas porque considero um tanto ou quanto descritiva e com imensas reflexões que precisamos assimilar para seguir, acho que a autora quis introduzir algumas questões de desenvolvimento pessoal na narrativa e que em alguns momentos se adequaram perfeitamente, noutros acho que nem tanto, porque senti algumas repetições. Contudo, a escrita simples, divertida e harmoniosa ajudaram a que fluísse melhor.
Por fim, outra coisa de que gostei muito foi a exploração da relação de amizade entre a Débora, a Alice e o Bastos, trouxe leveza e bom humor e fez-me sorrir várias vezes. :)
Recomendo muito este livro. Esta história é um belo memorial aos avós. Aos que já partiram, mas que continuam connosco no coração. É uma história sobre recomeços e perspectivas da vida. É sobre cuidar dos outros, mas também o quao importante é cuidarmos de nós mesmos.
É um livro bom para se ir lendo com calma, tentando desfrutar de cada capítulo. Pontos fortes: Gostei da história em si, da relação entre avó e neta. A história não mostra só o lado bom da relação, mas sim o lado menos bom, realçando bem o cansaço do cuidador. Pontos fracos: Capítulos demasiado compridos, e no meu ver com matéria que divaga um bocado em relação ao principal da história. Mas de modo geral, é um bom livro.
“Quando o Amor é Para Sempre” é uma leitura leve e envolvente, ideal para quem aprecia histórias com um toque de romantismo e uma boa dose de emoção. A escrita de Catarina Rodrigues é fluida e acessível, transportando-nos com facilidade para o universo das personagens, que se revelam autênticas e próximas do leitor.
O enredo equilibra bem momentos de ternura com reflexões mais profundas sobre o amor, a perda e a esperança. É notório o cuidado da autora em construir relações realistas, com diálogos que soam naturais e dilemas que tocam em experiências universais. A sensibilidade da narrativa é um dos seus maiores trunfos, tornando fácil a identificação com os protagonistas.
Apesar de a história seguir uma linha algo previsível, isso não compromete o prazer da leitura. Pelo contrário, há algo de reconfortante na familiaridade da trama, como um abraço literário. Talvez um ou outro momento pudesse ser mais desenvolvido, especialmente no aprofundamento de algumas personagens secundárias, mas isso não prejudica o resultado final.
Recomendo a quem procura uma leitura doce, com sentimento e mensagens positivas sobre os laços que nos unem.
“Quando o Amor é Para Sempre” é um livro que toca o coração. Uma história sobre família, luto e recomeços. A escrita é simples e emocional, e a ligação entre avó e neta é o ponto mais forte, onde ambas aprendem e curam-se mutuamente. Este é um livro que transmite uma mensagem bonita sobre cuidar de quem amamos e sobre reencontrar-nos a nós próprios nesse processo.
Os avós deviam ser eternos. Porque há abraços que não se repetem, presenças que deixam saudades antes mesmo de partirem. Com eles, aprendemos o valor da paciência, o sabor das memórias e o conforto do amor mais puro e incondicional. Os avós têm o dom de tornar tudo mais leve, mais simples e mais bonito. 🫰🏻 E quando partem, deixam um vazio cheio de lembranças daquelas que aquecem o peito, mas também o apertam.
Há amores que marcam para sempre, e o deles é um dos mais puros. Ficam no coração, mesmo quando já não estão cá. 💫💛🫶🏻
Que livro para todos os netos que têm uma boa ligação com os seus avós.
Entre dificuldades e aprendizagens, entre carinho e zangas, entre perdas e ganhos, a Débora e a Avó Ju são duas protagonistas femininas fortes, com as suas peculiaridades, tendo em conta o quão diferentes foram as suas educações.
É um livro baseado em alguns momentos da vida da autora com a sua avó em Bruxelas e que mostra que nem sempre estamos preparados para certas mudanças, por muito que queiramos que ela exista. Cuidar de uma pessoa mais velha, que tem a sua própria mente e a sua própria rotina não é fácil, não é possível tratá-los como crianças, por muito que seja esse o instinto - principalmente quando a mente ainda está sã. Porém, apesar das dificuldades que, muitas vezes, levou à frustração e tristeza de ambas, é um livro que ensina e enche o coração.
Um livro enorme, na qualidade. Fala de mulheres "fortes". Ele aborda a realidade de uma cuidadora informal e a relação com a avó, que está sob os seus cuidados. A protagonista é uma mulher independente e bem-sucedida que vive no estrangeiro há mais de uma década, gerindo a empresa pessoal e mantendo uma relação estável. É uma obra que combina emoções profundas com reflexões sobre a vida e os desafios de cuidar de alguém próximo. Na sua leitura, recordei, igualmente, a minha avó (materna)... e mais alguém que cuidei até ao falecimento.
Também fiquei a entender bem melhor o judaísmo messiânico! Aconselho!
É impossível ser mulher e não nos identificarmos com a Débora e com a avó Ju. A nossa vida e crenças podem ser tão diferentes mas existem sempre dores comuns da mulher que tenta ser forte, que é cuidadora por natureza, que aprende a lidar com a desilusão e a reconstruir o seu próprio caminho em qualquer idade. O percurso da avó Ju é um percurso bonito e assustadoramente real, uma inspiração para todos.
O livro lê-se com muita fluidez e naturalidade como uma conversa entre amigas…daquelas conversas que vão desde a partilha da mais profunda mágoa aos risos histéricos de uma piada atrevida. Recomendo muito para quem queira dar uma oportunidade a autoras portuguesas!
Amei este livro uma história de amor incrível. Um livro que aborda vários temas como a perda o amor entre avó e neta, amizades o amor por nós próprios incrível mesmo 💛 recomendo muito lerem este livro adorei também o facto de a autora durante a escrita deste livro escrever frases que nos fazem pensar e ajudar a perceber certas coisas a mim ajudou me e não parei de sublinhar e de marcar o livro 📖 Obrigada á querida Catarina a Rodrigues por ter escrito este livro e por nos transmitir sentimentos a lê-lo. Um grande beijinho e que venha o próximo 😘
Iniciei este livro sem qualquer expectativa. Nunca tinha lido nada da Catarina Rodrigues. Gostei bastante, mais do que estava à espera! É um pouco diferente dos livros que costumo ler, mas surpreendeu-me pela positiva.
Este livro aborda a relação entre avó e neta e é a coisa mais fofa e maravilhosa de sempre!!! Além disso, expõe algumas questões femininas que achei muito pertinentes e com as quais as mulheres se conseguem relacionar.
Tinha tudo para ser um livro incrível mas perdeu-me com os capítulos demasiados extensos e com abordagens de temas que nada têm a ver com a história no geral, e sem qualquer interesse/relevancia para a mesma. Acho que poderia ter sido muito mais aprofundando a relação de amor/proximidade com os avós.
Adorei a premissa deste livro assim que li a sinopse e soube que o queria ler assim que constatei que era escrito por uma autora portuguesa. Assim que comecei a ler, dei por mim totalmente fascinada com as parecenças entre a avó da protagonista Débora e a minha própria avó, não só na maneira de falar como também nas vivências em África. Adorei que o tema principal do livro fosse a relação próxima entre uma avó e uma neta – um tema que, pessoalmente, me toca bastante. Gostei muito da escrita imersiva da Catarina e da proximidade que senti com a autora com esta leitura. Dei por mim a emocionar-me com algumas passagens, de tão sentidas que são. Adorei cerca de metade do livro, mas confesso que a 2.ª metade se tornou mais custosa e lenta, com algumas reflexões que a mim não me tocaram tanto e que acabaram por prejudicar um pouco a minha conexão pessoal com o livro. Ainda assim, é um livro que vou estimar com muito carinho e que reflete uma realidade que não é tão valorizada quanto deveria – a do poder e força existente nos laços familiares entre avós e netos, a preocupação com o seu bem-estar e felicidade numa idade avançada. Estou muito grata por ter lido esta história e ter tido o privilégio de conhecer e entrevistar a autora pessoalmente.
Não é um livro mau, mas não correu bem para mim enquanto leitora. Senti que começou a funcionar melhor depois de metade do livro só. Achei os capítulos extensos. Houve momentos em que senti que a reflexão não encaixava bem no acontecimento. Houve uma parte que me emocionei, mas gostava que o ritmo, a fluidez e os diálogos que vão acontecendo mais para o fim tivessem sido a dinâmica do livro.