Ouro Preto, final do século xix, pós-abolição. Em meio à dureza de uma cidade moldada pela mineração, Luísa, uma jovem negra retinta, determinada e de espírito livre, encontra o amor que mudará sua vida. André, um estudante de jornalismo, progressista e herdeiro de uma das famílias mais influentes da região, desafia o conservadorismo de seu tempo ao se apaixonar por Luísa. Mas esse amor não será fácil. Em um país marcado pelas tensões do período pós-abolição, Luísa e André enfrentam não apenas batalhas internas e pre-conceitos, mas também se veem envolvidos em uma luta por justiça nos tribunais. O verdadeiro teste de seus sentimentos transcende as leis, desafiando-os a encontrar redenção, coragem e esperança em um mundo que parece desmoronar ao seu redor. Julgando o amor é um romance arrebatador que nos convida a refletir sobre os limites da ética, da igualdade e daquilo que somos capazes de fazer em nome do amor, em um país que ainda carrega as marcas de um passado escravista.
É um livro bem curtinho, com uma história legal. A linguagem também é de fácil interpretação, o que faz com que a leitura flua mais rápido. Os personagens também são interessantes, e a mensagem principal da história — o racismo e a luta que deve ser de todos, não somente das pessoas negras — também me chamou atenção. Apesar disso, acho que o erro foi ter colocado o que aconteceria com a personagem principal no prólogo, e isso fez com que a leitura ficasse muito previsível — isso, claro, digo na minha visão. Ou seja, não tem muita emoção, e você só lê algo que já estava previsto para acontecer desde o início. Mas, de um modo geral, é um livro legal. No mais, é isso.