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D. Afonso Henriques e o Rebelde Místico - Uma nova história do cerco de Lisboa

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Na península ibérica do século XII, dois homens protagonizam uma nova história do cerco de Lisboa: Afonso Henriques e Abu'l Qasim Ahmad Ibn Qasi.

D. Afonso Henriques é uma das mais míticas figuras da História de Portugal. Porém, quanto do que tendemos a saber ou pensar sobre ele é real, e quanto é mito? Azzam, autor de O Regresso de D. Sebastião volta a olhar um episódio emblemático da nossa história, o cerco de Lisboa, com uma sagacidade invulgar, própria de alguém que vê de fora, um historiador que, sem descurar a versão veiculada ao longo de muitas décadas, quer, sobretudo, procurar a perspetiva do outro, o lugar mais desconhecido, a conciliação de teses, aparentemente, antagónicas. E é aqui chegados que deparamos com Abu'l Qasim Ahmad ibn Qasi, o rebelde místico.

Ibn Qasi, líder sufi aliado de Afonso Henriques que reinou sobre Mértola e Silves, era muçulmano e chamavam-lhe profeta, revoltou-se contra a liderança de Almóada e procurou no rei uma aliança com os cristãos. Foi o prenúncio da sua morte. De que forma estes dois homens, por meio do seu breve encontro, marcaram a época da Reconquista e têm outra história para contar?

Tendo como ponto central o cerco de Lisboa, em 1147, símbolo primeiro de um Portugal independente, Azzam faz um novo retrato da influência muçulmana na Península Ibérica, desconstruindo o mito do invasor. Porque, entre os mundos católico e islâmico, há, talvez, um espaço de não contado que tem de ser conhecido, para percebermos, realmente, onde e como nasceu Portugal.

272 pages, Paperback

Published March 19, 2025

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About the author

A.R. Azzam

13 books20 followers
Dr Abdul Rahman Azzam is a graduate of Oxford University where he completed his BA and PhD in history. He is the author of RUMI AND THE KINGDOM OF JOY (Muhammadi Trust, 2000) and in 2007 Longman published his biography of Saladin to critical acclaim. The Edinburgh Evening News called it ‘a comprehensive survey not just of the man, but of the age in which he lived’, the FT Weekend described it as ‘absorbing’ and The Irish News praised the book as ‘timely and well-written'. SALADIN was a bestseller when published in Arabic and was selected in Jordan as one of the top one hundred books on Islam. THE OTHER EXILE, about the St Helena Island hermit, Fernão Lopes, a real-life Robinson Crusoe, was published in May 2017, and he is working on THE RETURN OF SEBASTIAN.

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Profile Image for Leonor Borges.
115 reviews9 followers
January 5, 2026
Um livro interessante que reflecte sobre a presença muçulmana na Península Ibérica, e a vivência de duas religiões e dois povos na região.
Ao identificar as várias facções muçulmanas e a sua governação, revela o pragmatismo de algumas alianças tanto entre muçulmanos como com católicos.
Nesse contexto, descreve a reconquista por parte de D. Afonso Henriques, destacando o seu posicionamento para com os cristãos moçárabes, os muçulmanos, e os cruzados vindos do Norte.
A escrita, contudo, repete demasiado algumas ideias. A ( breve) ligação entre D. Afonso Henriques e Ibn Qasi, como forma de ilustrar essa vivência é, na minha perspectiva, um pouco forçada.
81 reviews10 followers
May 29, 2025
A conquista de Lisboa segue a conquista de Santarém, numa operação stealth com pouquíssimos soldados que utilizaram 12 escadas para entrar na cidade durante a noite.

No livro D. Afonso Henriques e o Rebelde Místico – Uma nova história do cerco de Lisboa, Abdul Rahman Azzam dá especial atenção ao papel dos cruzados no cerco de Lisboa em 1147, mas oferece uma perspetiva menos tradicional e mais contextualizada historicamente do que a narrativa clássica.

⚔️ Quem eram os cruzados?
Tratava-se de contingentes maioritariamente ingleses, flamengos, alemães e franceses que, a caminho da Segunda Cruzada (com destino à Terra Santa), fizeram escala na Península Ibérica. Ao chegarem a Portugal, foram convencidos por D. Afonso Henriques a participar no cerco de Lisboa.

🧩 O papel dos cruzados segundo Azzam:
Agentes de oportunidade, não missionários
Azzam descreve os cruzados não como soldados movidos exclusivamente por fé ou ideal religioso, mas como atores pragmáticos — interessados em pilhagem, terras e recompensas materiais. Isso reforça a ideia de que o cerco foi uma aliança estratégica mais do que uma guerra santa.

Colaboração entre diferentes interesses
A presença dos cruzados ilustra a confluência de interesses entre Afonso Henriques e forças estrangeiras. O rei português precisava de apoio militar para consolidar o controlo sobre Lisboa, enquanto os cruzados viam ali uma oportunidade de ganhos rápidos antes de prosseguirem rumo ao Levante.

O cerco como ponto de encontro entre o Norte e o Sul
O autor apresenta o cerco como uma confluência única entre:

O nacionalismo emergente de D. Afonso Henriques

O misticismo sufi e dissidente de Ibn Qasi

E o impulso cruzadista europeu, mas sem o simplificar como uma batalha entre cristãos e muçulmanos.

Reavaliação da "Reconquista"
Azzam sugere que, mais do que uma luta entre civilizações, o cerco de Lisboa foi uma expressão da "realpolitik medieval", onde alianças improváveis se faziam — inclusive entre cristãos e muçulmanos, ou entre ibéricos e estrangeiros — quando os interesses se alinhavam.
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