Já te aconteceu, em conversas com amigos, contarem as mesmas histórias vezes sem conta? Conversar pode ser só isso: revisitar lugares antigos com alguém. Mas uma conversa — mesmo quando parece que não estamos a dizer nada de novo — pode levar-nos também a lugares onde nunca tínhamos estado antes, lugares onde chegámos simplesmente porque continuámos juntos.
Este livro traz algumas perguntas para a mesa da conversa. Por exemplo: como podemos criar esse espaço de conversa quando ele ainda não existe? Por que é tão fácil conversar com umas pessoas e mais difícil com outras?
Conversar faz parte de sermos humanos, e a forma como conseguimos comunicar é uma parte muito importante de nos sentirmos bem com o mundo. Conversar não resolve tudo, mas é fundamental para fazermos o caminho em conjunto.
É formada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes (1997). Fundou, juntamente com 3 amigos, a editora Planeta Tangerina. Ganhou uma Menção Honrosa no I Prémio Internacional Compostela de Álbuns Ilustrados (“Ovelhinha, Dá-me Lã”, Kalandraka, ilustrações de Yara Kono). Em 2010, foi nomeada para os Prémios de Autor da SPA/RTP na categoria Literatura Infanto-Juvenil com “O Livro dos Quintais” (Planeta Tangerina, ilustrações de Bernardo Carvalho). “O Mundo Num Segundo” (na edição espanhola da Intermon Oxfam) é distinguido pelo Banco del Libro como “Melhor Livro Infantil 2010”. Tem livros publicados em Espanha, França, Inglaterra, Itália, Brasil, Noruega, Coreia.
parece um livro simples, leve e de fácil leitura (e é!), mas com boas e importantes chamadas de atenção. consegue relembrar-nos a importância de conversarmos, de sabermos trocar impressões e de sabermos estar em sintonia (ou não).
e as ilustrações vão acompanhando e retratando na perfeição o conteúdo abordado.
estas foram algumas frases que acabei por deixar sublinhadas:
“Conversar é essa experiência de ir andando, por aí fora, sem saber bem onde vamos dar. É esse passeio que fazemos lado a lado, uns com os outros, às vezes por caminhos já conhecidos, outras vezes criando um trilho novo com os passos que damos juntos.”
“Conversar pode ser uma forma de irmos à procura dessas tantas coisas que nos faltam. Por isso, fazemos perguntas uns aos outros.”
“Conversar pode ser…
- ir andando (sem plano). - descobrir onde é que estamos confusos. - uma atividade que precisamos de praticar. - contar notícias importantes. - pensar em conjunto como se fossemos uma pessoa. - esquecer as horas. - improvisar. - saber dizer «não sei».”
Um livro infantil que diz muito aos adultos. “Onde é que nós íamos?” fala sobre o prazer e a importância de conversar — com leveza, humor e ilustrações lindas. Através de perguntas simples e reflexões curiosas, mostra como escutar, acolher diferenças e construir empatia.
Adorei como aborda a diversidade como chave para conversas mais ricas e como nos relembra que até repetir histórias tem valor. É um livro para ler com crianças, mas também para reaprendermos, enquanto adultos, a arte de conversar com atenção e abertura.
Simples, bonito e cheio de pequenas ideias que ficam a ecoar.