Nesse romance nostálgico e encantador, Bia Crespo nos leva de volta a 2004, onde duas garotas rivais vivem um romance digno de cinema.
Marília é uma nerd — e com orgulho. Seu plano é passar pelo ensino médio sem chamar muita atenção, até enfim poder realizar o sonho de se tornar uma grande diretora de cinema.
Quando surge a oportunidade de apresentar os trabalhos escolares em formato de vídeo, Marília acredita estar se aproximando do seu chamado. Mas tem uma pegadinha: os alunos que precisam de uma força no boletim também vão ter que participar. Ou seja, os populares. A principal deles é Fernanda. Sósia da Avril Lavigne, a menina não perde uma oportunidade de ser o centro das atenções. Só que, entre uma gravação e outra, Marília acaba conhecendo um lado diferente de Nanda — e se deparando com sentimentos que nunca tinha experimentado.
Em meio a filmagens na praia, coraçõezinhos no Orkut e convites exclusivos pra matinê, Marília vai perceber que, para viver um grande amor, talvez tenha que sair de trás das câmeras e se tornar a protagonista da própria história.
Que história maravilhosa, que nostalgia… não só em relação ao período em que o livro se passa, mas em muitas situações eu me vi ali.
Marília quer ser uma cineasta e já no Ensino Médio procura um meio de mostrar seu talento, mas não possuem elenco suficiente e precisa que os professores aprovem esse método. Em uma reviravolta ela se vê com ambas as oportunidades, pode apresentar os trabalhos em formato de filme e possui um bom elenco… o ruim é que esse elenco é formado pelos populares da escola que fazem bullying com ela e suas amigas, mas em meio a isso existe Fernanda que detesta Marília… será?
❝Meu google me diz que eu sou oq vc sempre procurou❞
Segundo livro que leio da Bia Crespo e que delícia, divertido, nostálgico (as frases título de cada capitulo, geniais), cheio de referências pops dos anos 2000, traz um debate muito leve e bonito sobre se descobrir e ainda aborda o bullying no período de escola. Tudo isso em uma narrativa tão fluida que quando você percebe terminou de ler.
Adorei acompanhar Marília, Tânia, Tamara e Nanda. O romance sáfico é tão bonito, a evolução e os diálogos são incríveis. Tanto que tenho medo de falar algo que estrague a experiência de leitura. Esse livro é para ser sentido com o mínimo de informações.
Um livro jovem, com personagens nos seus 15 anos, fazendo coisas de adolescentes mesmo e que me levou de volta para essa época da minha vida, até porque eu ouvia muito Avril Lavigne e uma das minhas faves é Things I’ll Never Say.
Enfim… Leiam Tudo Que Ela Me Disse, incluam entre leituras mais densas, é o livro leve que vai encantar, eu garanto. Obrigado Bia por essa história tão maravilhosa.
Esse livro trás um reset necessário para tantas adolescências saficas não vividas. Tanto pela heterossexualidade compulsória, quanto pela homofobia generalizada.
Mas entenda: esse livro é muito alto astral, coração quentinho, nostalgia e muito divertido também. Mas separa o lencinho, que o que eu chorei de identificação, empatia, cumplicidade, torcida e de todo o romance que vai se construindo juntamente com o arco das personagens principais.
Impossível não se apaixonar por Nanda e Marília com a forma como elas vão se descobrindo, errando e acertando de um jeito bem adolescente, autêntico e original.
Fica também a reflexão sobre a amizade na adolescência e o quanto muitas vezes nos diminuímos pra caber em um espaço que nunca lhe coube, e que deve ser questionado.
Só tenho a agradecer por essa história linda, engraçada e sensível e admitir que vou ler esse confortinho vezes e vezes novamente.
Os jovens de hoje podem não se identificar com essa obra de arte, mas eu que vivi minha adolescência perto dessa época me senti muito bem representada.
As referências a Orkut, MSN, fotolog... Tempos mais simples! (Ou não.)
Todo o detalhamento da falta de referências LGBT (principalmente wlw) de tão pouco tempo atrás me pegou com força. Muitos não entendem a necessidade de referências positivas que as minorias têm, e ter crescido sem uma representatividade me afetou bastante - no sentido NEGATIVO.
Esse livro é um afago no coração da minha versão de 15+ anos atrás que não achava que um dia poderia ser livre e feliz sendo quem realmente é.