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Desterros: Histórias de um hospital-prisão

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O primeiro livro de Timerman narra as histórias de quem passou por um hospital penitenciário.

Este livro nasceu do trabalho de Timerman no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, onde atuou na enfermaria psiquiátrica. Entre muitos relatos de presos, carcereiros, médicos, o de Donamingo atravessa o angolana presa por tráfico, se descobriu grávida na prisão. Há também Gessé, que para não ser tirado do hospital, aumentava a ferida da própria barriga deixando as vísceras à mostra. Em texto literário, a autora narra os pacientes sem deixar de lado seu entorno e ela "Tornei-me, também, parte do absurdo".

191 pages, Kindle Edition

Published May 7, 2025

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About the author

Natalia Timerman

13 books105 followers
Natalia Timerman nasceu em 1981 em São Paulo, onde mora. Médica psiquiatra pela Unifesp, psicoterapeuta, mestre em psicologia clínica pela USP, cursa atualmente o núcleo de ficção da pós-graduação em formação de escritores do Instituto Vera Cruz. Trabalha como psiquiatra no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário desde 2012. Desterros é seu livro de estreia.

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12 reviews3 followers
June 28, 2025
aboletada
"arapiraca"
vaticinada
funças
riste
fisiatria
escara
amasiadas
ubíquas

"Estar preso era como a confluência de decisões, acasos e destinações muito específicos, e por isso um momento que, sob certo aspecto, lá no início me pareceu privilegiado: a possibilidade de reviver a própria história ao compor uma narrativa possível da própria vida (ainda que me custasse muito e eu soubesse que era absurdo caracterizar como privilegiado, em qualquer aspecto, o fato de se estar preso). [...] Não era com a prisão que eu me encantava, mas com o fato de encontrar pessoas onde nunca soubesse que existissem." (Página 39)

"Há um encontro entre o terrível e o belo: ambos são inacessíveis, paralisantes e fulminantes. O terrível, além de se oferecer para ser visto, também nos fita e pergunta." (Página 75)

"Perguntei-lhe o motivo da prisão e ele contou que estava sendo perseguido. [...] Percebia os sinais em que o ônibus parava, as pessoas na rua tentando disfarçar, mas não adiantava, ele sabia. Então matou um homem, pois acreditava que ele era parte de toda a trama persecutória, e foi preso. Aquela era a sua primeira vez que estava diante de um psiquiatra. Nunca havia sido avaliado ou fizera tratamento, nem depois de estar preso. E tampouco agora achava que precisasse. Primeiro, não estava mais sendo perseguido fazia tempo. Segundo, mesmo que estivesse, por que haveria de tomar remédio, se o problema eram os outros atrás dele?" (Página 81)

"Cabe a mim escutar o que as pessoas têm a me dizer, interpretar o que me dizem na medida do possível dentro da vida de cada um, inevitavelmente me apresentar um julgamento íntimo, uma opinião secreta sobre se o que me dizem correspondem ou não à realidade, mas logo abafar essa opinião em nome do que há de verdade nas palavras que se estendem diante de mim." (Página 84)

"Agora, já aprendi que o excesso de maquiagem é a tentativa explícita de condensar, nos poucos momentos diante da visita, tudo que não pode ser vivido junto com ela." (Página 95)

"O que ele não entende ainda, eu sem querer penso, é que ele morreu. E que, se em algum momento lhe for possível morrer a morte já morrida, poderá, então, talvez, talvez - talvez -, renascer." (Página 128)

"Acostumar-se à prisão não é liberdade, mas o verdadeiro aprisionamento, no sentido de destruição da liberdade. É quando as pessoas se acostumam à prisão que perdem sua liberdade como capacidade de começar." (Página 148)

"Uma pergunta sem resposta: o melhor lugar para que um filho cresça é ao lado ad mãe, ainda que na prisão?" (Página 154)
Profile Image for Larissa Granato.
565 reviews38 followers
October 12, 2025
Vale a leitura, mas não me tocou como o trabalho da autora na ficção. Acho que o mais valioso do livro (principalmente quando inevitavelmente comparado com as obras do Drauzio Varella) é a perspectiva sobre as mães da ala das puérperas.
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