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Cartas a um jovem bailarino
Inspirado na obra Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke (1875-1926), Maurice Béjart estabelece, em Cartas a um jovem bailarino, um diálogo epistolar com um aspirante à dança e o orienta não apenas sobre a técnica, mas sobre a formação do espírito e da sensibilidade. Para ele, a arte nasce do encontro entre a experiência e a busca incessante por algo maior. Cada gesto, cada movimento, cada ideia tem raízes naquilo que o artista viveu, sentiu e compreendeu do mundo.
Seguindo essa lógica, Béjart parte de experiências pessoais – uma viagem à Índia, entrevistas a jornalistas, a criação de sua primeira companhia de dança, entre outras –, para tecer reflexões reveladoras sobre a arte e o processo criativo. Reflexões que partem da dança, mas se aplicam à jornada de todo tipo de artista. Afinal, para Béjart, um grande artista é antes de tudo um grande homem; a grandeza na criação vem da grandeza da experiência, da entrega total àquilo que se faz, da capacidade de se abrir ao desconhecido e, a partir disso, construir algo que toque a essência do humano.
Seguindo essa lógica, Béjart parte de experiências pessoais – uma viagem à Índia, entrevistas a jornalistas, a criação de sua primeira companhia de dança, entre outras –, para tecer reflexões reveladoras sobre a arte e o processo criativo. Reflexões que partem da dança, mas se aplicam à jornada de todo tipo de artista. Afinal, para Béjart, um grande artista é antes de tudo um grande homem; a grandeza na criação vem da grandeza da experiência, da entrega total àquilo que se faz, da capacidade de se abrir ao desconhecido e, a partir disso, construir algo que toque a essência do humano.
- GenresNonfiction
59 pages, Kindle Edition
First published January 1, 2001
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Community Reviews
Displaying 1 - 12 of 12 reviews
September 1, 2017
Vorrei fare un plauso alle Edizioni Lindau per questa collana di libri. Bejart è stato uno dei più grandi ballerini e coreagrafi del 900. Attraverso queste pagine, egli ci spiega cos'è la danza, cosa distingue un interprete da un esecutore e gli strumenti di un ballerino (la sbarra,lo specchio e la sala). Il libro è stato scritto nel 2000 ed è una sorta di testamento spirituale rivolto ai giovani di talento. L infinita ripetizione dei movimenti di fronte allo specchio creano consapevolezza e sono una presa di coscienza per il ballerino. La danza è una ricerca interiore infinita.. Bejart la racconta in modo toccante,attraverso la sua esperienza.Egli narra tutto il suo percorso umano e spirituale e lo mette a disposizione delle nuove generazioni.
January 7, 2026
Très admirative de cet homme et de sa vision de la danse <333
May 14, 2023
Très court mais plein de poésie. Béjart est l’art personnifié… sa pensée, ses méthodes, ses créations, tout en lui n’est qu’art, philosophie et religion. C’est brillant, j’étais déjà et je reste très admirative de l’homme.
April 15, 2026
adorável. me deu vontade de voltar às aulas. mas só se fosse com ele....
April 30, 2025
“A criança se diverte, pula, dança e se joga em tudo aquilo que o movimento a inspira a fazer.
A grande bailarina, depois de dez anos de esforços diários, executa passos e figuras extraordinários por sua beleza e sua execução perfeita.
A verdadeira bailarina, depois de dez anos e mais esforço diário, esquece a técnica (que seu corpo, no entanto, não esquece) e se diverte, pula, dança e se joga em tudo aquilo que o movimento a inspira a fazer, assim como a criança!”
A grande bailarina, depois de dez anos de esforços diários, executa passos e figuras extraordinários por sua beleza e sua execução perfeita.
A verdadeira bailarina, depois de dez anos e mais esforço diário, esquece a técnica (que seu corpo, no entanto, não esquece) e se diverte, pula, dança e se joga em tudo aquilo que o movimento a inspira a fazer, assim como a criança!”
December 30, 2018
Una lettura rapida e piacevole, compagno perfetto per una tranquilla serata sul divano.
Le lettere di Béjart sono piuttosto frammentarie, schegge di pensiero che invitano alla riflessione.
Sono indirizzate ad un giovane danzatore che, teoricamente, risponde a Béjart ponendogli domande che ne incalzano le lettere. Il lettore, però, legge solo le risposte del celebre coreografo.
Il risultato è quasi una raccolta di pensieri e aforismi sulla danza ma, più in generale, sulla vita e sul mestiere della danza.
Perfetto pensiero regalo per i ballerini o gli appassionati di questa immortale disciplina.
Le lettere di Béjart sono piuttosto frammentarie, schegge di pensiero che invitano alla riflessione.
Sono indirizzate ad un giovane danzatore che, teoricamente, risponde a Béjart ponendogli domande che ne incalzano le lettere. Il lettore, però, legge solo le risposte del celebre coreografo.
Il risultato è quasi una raccolta di pensieri e aforismi sulla danza ma, più in generale, sulla vita e sul mestiere della danza.
Perfetto pensiero regalo per i ballerini o gli appassionati di questa immortale disciplina.
November 1, 2022
Je pense y revenir souvent.
December 8, 2024
bref, peut-être rien d'extraordinaire, mais plein de piqures de rappel qui font toujours du bien à entendre, un ton attendrissant, un condensé d'inspiration, j'y reviendrai
February 28, 2017
Un libro, una lezione, un modello, un'idea di essere, per una vita che sia tutte queste cose per i giovani di oggi.
July 4, 2025
CARTA I:
Obrigado pela sua última carta. Demorei um pouco para responder, desculpe — mas você me faz tantas perguntas! Fiquei quebrando a cabeça procurando as respostas, mas cada pergunta gerava outra e assim sucessivamente; as respostas não vieram, mas existem respostas? Nós prosseguimos na vida e vão surgindo portas à nossa frente, a gente abre uma delas para encontrar a solução, a saída, mas cada porta dá para um corredor que também está cheio de portas e é preciso seguir em frente, escolher, continuar... Mas talvez estar vivo seja isso, no fundo: fazer perguntas a si mesmo, e a única resposta, que está tão próxima, mas sempre nos parece distante, é a morte.
Está vendo, perdão, estou longe da dança... sim e não, a dança é minha vida, a dança me coloca perguntas a cada manhã e, quanto mais prossigo, menos sei, uma única certeza: continuar; uma única convicção: o trabalho.
‘Na profissão, repasse cem vezes sua obra.’ ["Cent fois sur le métier, remettez votre ouvrage." Verso 172 do primeiro canto de L'Art poétique (1674), de Nicolas Boileau (1636-1711), crítico literário e filósofo francês.]
Ah!, lembrança de colégio... mas o que eu gosto
nesse verso sao as palavras "profissão" "obra".
A arte foi criada pelos artesãos; depois, bem depois, vieram os artistas, e eles quase sempre mataram a arte, no mínimo deformaram o seu sentido profundo. Os artesãos aprendiam lentamente sua profissão sob a tutela de um mestre e depois, enquanto construíam, pintavam, esculpiam, cantavam e escreviam, transmitiam sua técnica a um aprendiz.
Trabalho! Alguém declarou (e muitos poderiam ter dito isto): a genialidade é dez por cento inspiração e noventa por cento transpiração. Sim, você sabe, lugar-comum, mas não há nada como repetir todas as manhãs em jejum alguns lugares-comuns... A propósito, os exercícios na barra são um lugar-comum maravilhoso.
Profissão. No fundo, qual é a minha profissão?
Obrigado pela sua última carta. Demorei um pouco para responder, desculpe — mas você me faz tantas perguntas! Fiquei quebrando a cabeça procurando as respostas, mas cada pergunta gerava outra e assim sucessivamente; as respostas não vieram, mas existem respostas? Nós prosseguimos na vida e vão surgindo portas à nossa frente, a gente abre uma delas para encontrar a solução, a saída, mas cada porta dá para um corredor que também está cheio de portas e é preciso seguir em frente, escolher, continuar... Mas talvez estar vivo seja isso, no fundo: fazer perguntas a si mesmo, e a única resposta, que está tão próxima, mas sempre nos parece distante, é a morte.
Está vendo, perdão, estou longe da dança... sim e não, a dança é minha vida, a dança me coloca perguntas a cada manhã e, quanto mais prossigo, menos sei, uma única certeza: continuar; uma única convicção: o trabalho.
‘Na profissão, repasse cem vezes sua obra.’ ["Cent fois sur le métier, remettez votre ouvrage." Verso 172 do primeiro canto de L'Art poétique (1674), de Nicolas Boileau (1636-1711), crítico literário e filósofo francês.]
Ah!, lembrança de colégio... mas o que eu gosto
nesse verso sao as palavras "profissão" "obra".
A arte foi criada pelos artesãos; depois, bem depois, vieram os artistas, e eles quase sempre mataram a arte, no mínimo deformaram o seu sentido profundo. Os artesãos aprendiam lentamente sua profissão sob a tutela de um mestre e depois, enquanto construíam, pintavam, esculpiam, cantavam e escreviam, transmitiam sua técnica a um aprendiz.
Trabalho! Alguém declarou (e muitos poderiam ter dito isto): a genialidade é dez por cento inspiração e noventa por cento transpiração. Sim, você sabe, lugar-comum, mas não há nada como repetir todas as manhãs em jejum alguns lugares-comuns... A propósito, os exercícios na barra são um lugar-comum maravilhoso.
Profissão. No fundo, qual é a minha profissão?
September 25, 2023
Absolutamente brillante, recomiendo para quienes sean bailarines y quienes no, también.
November 24, 2025
★★★★★★★✩✩✩
7/10 Bom
7/10 Bom
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