O Livro da Esquerda na Umbanda [The Book of the Left Side of Umbanda]: Saiba tudo sobre Exus, Pombagiras, Malandros, Ciganos [Learn Everything About Exus, Pombagiras, Malandros, Gypsies]
A Umbanda é uma das religiões que, com a crescente onda de valorização da cultura nacional e afro, tem ganhado muitos adeptos e, em geral, quem toma contato com ela se impressiona e acaba tendo um receio maior dos trabalhos de esquerda.
É inegável que eles chamam mais a atenção devido as cores preta e vermelha usadas, e ao tipo de entidade que se comunica. Porém, passando a estranheza e algum medo inicial, a maioria dos participantes começa a simpatizar mais com os trabalhos de esquerda do que com os de direita.
Isso se dá basicamente devido a proximidade de entidades como Exus, Pombagiras, Ciganos, Malandros, Baianos, entre outros, que ajudam os participantes na resolução de problemas do dia a dia, relacionados a matéria, como a busca por uma carreira profissional melhor, resolução de conflitos amorosos, problemas de fertilidade, etc.
Em pouco tempo, é muito difícil não se apaixonar pelo jeito simples destas entidades, os ensinamentos que trazem sobre a manipulação de elementos da natureza, os sábios conselhos dados, os pontos cantados e os rituais que apresentam.
Este audiolivro tem o objetivo de tirar o véu de Isis de sobre estas entidades, mostrando o que está por trás do místico e, muitas vezes, quase sombrio mundo da esquerda na Umbanda, fazendo com que você conheça em detalhes essas entidades, seus nomes, símbolos, pontos e características.
Por meio dele, você entenderá quais são as sete linhas da esquerda da Umbanda e como elas se compõe. Saiba sobre a estrutura e as esferas do plano espiritual.
Please This audiobook is in Brazilian Portuguese.
OBSERVAÇÃ Quando comprar este título, o PDF que o acompanha estará disponível em sua Biblioteca Audible junto com o áudio.
Janaína Azevedo nasceu no Sítio Jardim, na cidade de Areia na década de 1970. Professora desde os 16 anos, estudou doze anos no famoso colégio de freiras de sua cidade, e cursou Direito e Letras. Recentemente foi secretária de cultura do referido município e atualmente é professora na sua cidade natal.
Melhores trechos: "...Ofertar algo é uma demonstração de boa-vontade, não um suborno... Ideogramas são símbolos comumente utilizados para compor os pontos de Exu. Em geral, são linhas curvas entrelaçadas formando encruzilhadas abertas (em forma de X), linhas retas formando o mesmo tipo de padrão, tridentes de traços retos ou curvos, pontos com o centro aberto... Um selo ou ponto riscado pode ser desenhado de várias formas. 1. Riscado com pólvora – quando se desenha um ponto no chão com pólvora e acende-se, em geral evoca-se a energia mais agressiva do Exu, a mais potente. É usado somente em casos de extrema necessidade e com muita parcimônia – a pólvora, além de ser um elemento físico difícil de manipular com segurança, pode causar acidentes e, espiritualmente, traz uma carga de energia muito grande, que apenas sacerdotes experientes conseguem manipular e controlar. É usado em casos de doenças, demandas difíceis, para acabar com conflitos ou ainda proteger um ambiente fisicamente. 2. Riscado com Pemba – pode ser usada pemba branca ou vermelha na hora de riscar um ponto de Exu, em geral, o ponto riscado com pemba pode ser usado para a maior parte dos trabalhos e dos rituais, pois é a forma mais comum de traçar o desenho pertinente ao selo. 3. Selo Fixo – somente no caso de um templo ou um espaço totalmente dedicado a Exu é que se deve traçar um ponto fixo, isto é, feito no piso com qualquer tipo de material que não possa ser apagado. Ele passará a ser o suporte espiritual do lugar e, em geral, onde esse ponto está riscado, é difícil invocar entidades, guias e orixás da Direta... Aos filhos de entidades ciganas é dada uma grande liberdade, pois eles entendem que a liberdade é consequência da responsabilidade: a pessoa só consegue mantê-la se for responsável por seus atos, mesmo porque a base de suas crenças é a liberdade. Seus símbolos são usualmente, unidos, o sol, a lua e as estrelas, numa bandeira multicor – isso na Umbanda. Há outros símbolos, mas estes representam aquilo que o Cigano tem de valioso. O Cigano da Esquerda é mais individualista e não suporta a ideia de autoridade, rei ou governante – uma forma de anarquia e contestação da autoridade própria desses povos. Nem por isso eles deixam de respeitar e acatar os mais velhos – não porque eles sejam uma autoridade, mas porque têm poder para contar o que a vida lhes deu em termos de conhecimento e experiência. É sempre aos mais velhos que se recorre para dirimir eventuais divergências. Eles são ouvidos, mas nunca decidem sozinhos: cada decisão compete somente ao indivíduo que deve tomá-las. Esta é a responsabilidade do Cigano, seja ele de Esquerda ou de Direita... Tomando isso pela cosmogonia da Umbanda, podemos postular – para a Umbanda com maior influência cristã – que são Demônios as criaturas que se opõe diretamente aos Orixás em seu trabalho de ordem, criação e evolução e, portanto, disseminam desordem, vício e caos. Em geral, eles se organizam, segundo uma hierarquia semelhante à das Sete Linhas, mas, nesse caso, em Sete Instâncias que se opõe diretamente às Sete Linhas: A Primeira Instância é a de Lúcifer, o Caído, que se contrapõe diretamente à Linha de Oxalá. A Segunda Instância é a dos Seres das Trevas, sob Comando de Dois Chefes: Beemoth e Leviatã, dois monstros das águas, e se opõe diretamente à Linha das Águas, à Iemanjá e à Oxum. A Terceira Instância é a dos Juízes Infernais, Minos, Acacus e Radamanto, responsáveis pela punição daquelas que contrariam as Leis e se entregam ao Caos e se contrapõe diretamente à Linha dos Ancestrais ou Yori e Yorimá. A Quarta Instância é a dos Príncipes dos (Anjos) Caídos – Samael, Azazel, Azel e Mahazael – que se contrapõe diretamente à Linha de Xangô, pois eles são falsas autoridades, falsos reis. A Quinta Instância é a dos Exércitos Infernais (Espíritos da falsidade, Espíritos da mentira, Instrumentos da iniquidade, Vingadores, Impostores, Poderes Volúveis, Fúrias e Tentadores ou Enganadores) e se opõe diretamente à Linha de Ogum, buscando a guerra e a destruição. A Sexta Instância é a dos Demônios que geram as calamidades (Acteus, Megalesius, Ormenus, Lycus, Nicon e Mimon) e se contrapõe diretamente a Oxóssi, minando toda a prosperidade que o trabalho traz. A Sétima e última Instância é a da Ordem dos Amaldiçoados (os falsos deuses, os Espíritos mentirosos, os Iníquos, os Vingadores, os Impostores, as Bruxas, os Apóstatas e os Infiéis) que se contrapõe diretamente à Linha do Oriente em sua sabedoria... Embora as Instâncias Demoníacas não se manifestem diretamente na Umbanda, alguns de seus servos, mais próximos do plano terreno, acabam por influenciar na vida dos seres humanos. São espíritos atrasados que se valem de sua influência para causar discórdia, caos, dor, sofrimento, já que as energias geradas por esses estados acalentam e fortalecem as sombras, as trevas. Alguns os chamam de Kiumbas, mas no Kardecismo, que usa um termo mais fácil de entender para leigos e pessoas da religião, eles são Espíritos Zombeteiros e Trevosos, obsessores que, de uma forma ou outra, nos fazem mal, sugam nossas energias e tentam nos influenciar nos momentos de fragilidade física, emocional e espiritual, a segui-los nos caminhos que eles escolheram... Os índios, por sua vez, acreditavam na dicotomia entre o bem e o mal de maneira distinta: eles enxergavam na verdade, o eterno e parco equilíbrio entre a ordem e o caos, e sabiam que um não existe sem o outro. É necessário haver o mal para haver o bem e é necessário haver o bem para sabermos o que é o mal, pois tudo faz parte da criação do Deus Único, que é o princípio, o meio e o fim de tudo. Assim, Anhangá, o Senhor do Mal, é uma oposição a Tupã, o Senhor da Ordem, aquele que tudo vê, o Sol... Para os africanos, por sua vez, não existe uma relação dicotômica, isto é, uma oposição entre o bem e o mal. Tanto um quanto o outro habitam em cada um de nós, assim como habitam em tudo quanto é ser vivente ou não da natureza, e nos Orixás, nos Anjos e em tudo que há... Na Umbanda, são cultuados poucos desses Orixás: Oxalá (mas sem distinções), Iemanjá, Oxum, Iansã (não Oyá), Nanã Buruku, Xangô, Ogum, Oxóssi, Exu (embora sua figura seja bastante controversa, pois a Umbanda cultua espíritos e guias que falam em nome do orixá, sem o culto à divindade) e Omolu (que por vezes também é visto como um exu, reinante no cemitério, calunga pequena). Algumas casas mistas ou de nação cultuam também outros orixás como Oxalufã e Oxaguiã (já estabelecendo a diferenciação entre as qualidades de Oxalá), Oxumarê, Ewá, Obaluaê, Ibeji (as crianças gêmeas, que na incorporação da Umbanda correspondem a São Cosme e São Damião), Obá, Oyá, Ossaim, Obatalá, Orunmilá-Ifá, entre outros. A questão, entretanto, ganha sua complexidade no momento em que, ao lado de tudo isso, temos a Umbanda falando em nome de Jesus Cristo (cuja imagem também pode remeter a Oxalá) e de um Deus único (Zambi ou Olorum)..."
Começou médio, ficou bom, ficou médio de novo e, por fim, ficou terrível. Explicou bem, dentro do possível e da limitação do número de páginas, os assuntos acerca de Exu e Pombagira, mas conforme foi avançando foi ficando tão …? O que era pra ser um livro informativo virou um livro de pura gnose pessoal da autora (e que gnose mequetrefe essa viu). Misturou sincretismo católico, kardecista, até cabala meteu no meio e tudo que podia misturar sem definir o que é ou não acurado. Acho que pra quem tem zero contato com o assunto pode até ter alguma utilidade, de resto não vale a pena.