Esse livro é um encontro de três grandes escritores do Brasil: Jô Soares, Luis Fernando Verissimo e Millôr Fernandes. A obra é uma coletânea de crônicas e charges, retiradas de jornais da época, que retratam desde a posse até a crise e os diversos escândalos na época do ex-presidente Collor. O título é uma referência ao romance de Gabriel Garcia Marquez, O Amor Nos Tempos Do Cólera. O livro, apesar de ter quase 20 anos, ainda é muito atual, além de ser uma ótima maneira de entender aquele período, vendo da perspectiva cômica dos autores. Rir pode até não ser o melhor remédio, mas em tempos de crise é um jeito de encarar os problemas, afinal “Todo brasileiro é corrupto…Mas tem uma panelinha que monopoliza as verbas!”
José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares, foi um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, diretor teatral e ator brasileiro.Nasceu em 16 de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro. Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona-de-casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inatas apontavam-no para outra direção. Começou a trabalhar na TV Rio em 1958 e na TV Excelsior e TV Record na década de 1960, em São Paulo. Na década seguinte (1970-80), foi co-autor e ator nos seguintes programas humorísticos de televisão: Faça Humor, Não Faça Guerra; Satiricon; O Planeta dos Homens e Viva o Gordo, na Rede Globo, e Veja o Gordo, no SBT. Entre 1988 e 1996, foi apresentador do programa Jô Soares, Onze e Meia, no SBT, tendo retornado à Rede Globo em seguida. Em 1995, Jô se enveredou no mundo dos best-sellers. Já tinha escrito dois livros anteriores, mas com os romances O Xangô de Baker Street (1995) e O Homem que Matou Getúlio Vargas: Biografia de um Anarquista (1998), traduzidos para o inglês, francês, italiano e espanhol que o escritor figurou na lista dos mais vendidos. Seu mais recente livro, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras (2005), foi lançado pela editora Companhia das Letras numa tiragem de 100 mil exemplares.