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Os Karas #6
A droga da amizade
Como Miguel começou a Turma dos Karas? Como conheceu e por que escolheu Magrí, Crânio, Calu, Chumbinho e a americana Peggy para formar esta turma tão especial? E por que Andrade era um policial diferente, melhor do que qualquer outro? Como cada um deles demonstrou ao líder dos Karas que era uma pessoa especial, tanto pela coragem, quanto pela honestidade, pelo caráter e pelo desejo de mudar o mundo para melhor? E o que terá acontecido com eles depois de todas as aventuras que estes sete heróis viveram? Em que se terão transformado todos eles depois de adultos? Capa comum : 168 páginas
Dimensões do produto : 20.6 x 13.6 x 1.4 cm
ISBN-13 : 978-8516093921
Editora : Moderna; 1ªª edição (1 janeiro 2014)
: Português
Dimensões do produto : 20.6 x 13.6 x 1.4 cm
ISBN-13 : 978-8516093921
Editora : Moderna; 1ªª edição (1 janeiro 2014)
: Português
168 pages, Paperback
Published August 23, 2014
About the author
Pedro Bandeira
139 books203 followersPedro Bandeira é um escritor brasileiro de livros infanto-juvenis. É também o autor de literatura juvenil mais vendido no Brasil (vinte milhões de exemplares até 2006) e, como especialista em letramento e técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o país. É autor de 77 livros publicados, entre eles títulos consagrados como a série Os Karas, A Marca de uma Lágrima, Agora Estou Sozinha..., A Hora da Verdade e Prova de Fogo.
Recebeu vários prêmios, como o Prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.
Recebeu vários prêmios, como o Prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.
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Community Reviews
Displaying 1 - 20 of 20 reviews
February 20, 2018
Vale pela trip down memory lane, mas o livro não tem história nenhuma, são apenas rememorações, e me deu muita preguiça de todo mundo ter se tornado o melhor do mundo em alguma coisa. Planeta Terra chamando...
November 21, 2014
The Return of Dear old friends
To be clear, the classic YA series of Karas (started in '84) was one of the first series I truly fell in love with as a kid, devouring every page with all it's thrills and perils surrounding these very usual-looking, yet extraordinary set of teenagers. I developed a true relationship with these characters, almost like they were my true friends and tween crushes, not just figments of imagination.
And even more, Pedro Bandeira became the first author I was a fan of.
To return to this series years, in yet a brand new adventure, much like for Miguel, was a trip down memory lane, experiencing much of the same thrills and emotions all over again, but now slightly different, with a little bit more years behind me and more stories to tell, but still, the same old, friendly feeling, like old pals who may part ways after high school, but still share such a close bond that they truly are brothers and sisters in arms.
Is it the best book in the series? No.
Was it good? Yes.
Did I miss them? Hell yes.
To be clear, the classic YA series of Karas (started in '84) was one of the first series I truly fell in love with as a kid, devouring every page with all it's thrills and perils surrounding these very usual-looking, yet extraordinary set of teenagers. I developed a true relationship with these characters, almost like they were my true friends and tween crushes, not just figments of imagination.
And even more, Pedro Bandeira became the first author I was a fan of.
To return to this series years, in yet a brand new adventure, much like for Miguel, was a trip down memory lane, experiencing much of the same thrills and emotions all over again, but now slightly different, with a little bit more years behind me and more stories to tell, but still, the same old, friendly feeling, like old pals who may part ways after high school, but still share such a close bond that they truly are brothers and sisters in arms.
Is it the best book in the series? No.
Was it good? Yes.
Did I miss them? Hell yes.
March 10, 2015
Como a maioria dos jovens que cresceram no Brasil nas últimas décadas, também acompanhei as aventuras dos Karas, e sempre pensei que seria interessante o lançamento de um prólogo ou epílogo para a série. Esse livro faz o papel de ambos, mas no fim das contas é uma prova de que por vezes é melhor que as histórias continuem na mente dos leitores mesmo.
Vou discutir alguns pontos da trama por cima, sem me aprofundar em detalhes para evitar spoilers. Os capítulos do livro, cada um com seu tema quase que isolado, são amarrados de um jeito forçado por um eixo principal que na realidade não conecta muita coisa. O que o livro busca no fim das contas é explicar como Miguel conheceu cada um dos Karas e qual foi o futuro desses personagens após os eventos das obras anteriores.
No entanto, uma coisa muito estranha é que todos que tiveram contato com o grupo dos Karas viraram pessoas extremamente importantes. Entenda, eu não estou falando aqui que os personagens abriram uma ONG de respeito ou coisa do tipo... não. Chega ao ponto de um dos personagens ser responsável por, de própria mão, erradicar metade da fome na África! Não dá, é difícil de dar credibilidade e chega a irritar. Os destinos deles nem fazem tanto sentido, pra ser sincero. Tudo é fácil demais e falta densidade nas explicações de como eles chegaram a resultados tão impressionantes.
Outra coisa muito estranha é a decisão de simplesmente jogar a história nos dias atuais, algo justificado mais ou menos no posfacio pelo autor, dizendo que fez isso como um desafio. Não ficou legal. Esse recurso poderia ser menos bizarro caso realmente adicionasse algo pra narrativa, mas isso não ocorre. Sinceramente a decisão só interfere com um plot que surge bem no final e envolve eventos mundiais pós-século XX. É desnecessário, como quase tudo no livro, e pra quem estuda política vai ser motivo de risada. Sério, um pouco de demagogia a série sempre teve, mas aqui beira o absurdo.
Acho que a intenção do autor pode até ter sido das melhores. Ele queria fazer um agrado a quem cresceu com a série. Ótimo, mas isso me levanta a pergunta de pra quem o livro foi escrito. Falta profundidade e coesão para agradar a um leitor mais adulto, mas ao mesmo tempo não sei quanto apelo essa trama toda desconjuntada e sem ação tem para uma criança. Portanto, a leitura depende totalmente da vontade do fã de ler mais um pouco sobre o mundo da série, mesmo sendo um conteúdo bem dispensável, ridículo até.
Encerro dizendo que não me agrada dar apenas uma estrela para esse livro. Queria que fosse o caso de dar cinco estrelas... mas não é. Recomendo a leitura somente pra quem quer muito, por exemplo, saber quem casou com a Magrí no fim das contas (e não quiser procurar a informação na internet). A leitura é breve, superficial, e adiciona muito pouco.
Teria sido melhor ficar sem o livro mesmo.
Vou discutir alguns pontos da trama por cima, sem me aprofundar em detalhes para evitar spoilers. Os capítulos do livro, cada um com seu tema quase que isolado, são amarrados de um jeito forçado por um eixo principal que na realidade não conecta muita coisa. O que o livro busca no fim das contas é explicar como Miguel conheceu cada um dos Karas e qual foi o futuro desses personagens após os eventos das obras anteriores.
No entanto, uma coisa muito estranha é que todos que tiveram contato com o grupo dos Karas viraram pessoas extremamente importantes. Entenda, eu não estou falando aqui que os personagens abriram uma ONG de respeito ou coisa do tipo... não. Chega ao ponto de um dos personagens ser responsável por, de própria mão, erradicar metade da fome na África! Não dá, é difícil de dar credibilidade e chega a irritar. Os destinos deles nem fazem tanto sentido, pra ser sincero. Tudo é fácil demais e falta densidade nas explicações de como eles chegaram a resultados tão impressionantes.
Outra coisa muito estranha é a decisão de simplesmente jogar a história nos dias atuais, algo justificado mais ou menos no posfacio pelo autor, dizendo que fez isso como um desafio. Não ficou legal. Esse recurso poderia ser menos bizarro caso realmente adicionasse algo pra narrativa, mas isso não ocorre. Sinceramente a decisão só interfere com um plot que surge bem no final e envolve eventos mundiais pós-século XX. É desnecessário, como quase tudo no livro, e pra quem estuda política vai ser motivo de risada. Sério, um pouco de demagogia a série sempre teve, mas aqui beira o absurdo.
Acho que a intenção do autor pode até ter sido das melhores. Ele queria fazer um agrado a quem cresceu com a série. Ótimo, mas isso me levanta a pergunta de pra quem o livro foi escrito. Falta profundidade e coesão para agradar a um leitor mais adulto, mas ao mesmo tempo não sei quanto apelo essa trama toda desconjuntada e sem ação tem para uma criança. Portanto, a leitura depende totalmente da vontade do fã de ler mais um pouco sobre o mundo da série, mesmo sendo um conteúdo bem dispensável, ridículo até.
Encerro dizendo que não me agrada dar apenas uma estrela para esse livro. Queria que fosse o caso de dar cinco estrelas... mas não é. Recomendo a leitura somente pra quem quer muito, por exemplo, saber quem casou com a Magrí no fim das contas (e não quiser procurar a informação na internet). A leitura é breve, superficial, e adiciona muito pouco.
Teria sido melhor ficar sem o livro mesmo.
February 14, 2024
É um livro pra fãs. Um livro para matar a saudade e saber como é a vida d'Os Karas depois de adultos.
Também não tem um mistério envolvido, o livro é basicamente vários contos narrados por Miguel ao relembrar seus amigos. Eu gosto de contos, então, esse artifício narrativo não me incomodou, mas as histórias individuais também não me prenderam muito.
Foi legal ver outras pequenas aventuras da época da escola e gostei de ver como eles estão como adultos, suas profissões e quem ficou com quem.
Vi gente comentando que não gostou de como todo mundo se deu super bem e é o melhor em tudo, mas eu não esperava menos que isso, essa era a proposta da serie desde o início, crianças que se enfiavam em problemas complicados e arriscados até para adultos treinados, mas saiam ilesos justamente porque são especiais, são os melhores. Fala serio, os livros nunca foram realistas. São livros infantis pra fazer refletir sobre o mundo e sonhar alto.
Foi legal ver eles depois de grandes, até que gostei, mas fiquei querendo ler uma nova aventura com todos os 6 adultos.
E alguém me fala que o Crânio ta feliz, pelo amor...!
Também não tem um mistério envolvido, o livro é basicamente vários contos narrados por Miguel ao relembrar seus amigos. Eu gosto de contos, então, esse artifício narrativo não me incomodou, mas as histórias individuais também não me prenderam muito.
Foi legal ver outras pequenas aventuras da época da escola e gostei de ver como eles estão como adultos, suas profissões e quem ficou com quem.
Vi gente comentando que não gostou de como todo mundo se deu super bem e é o melhor em tudo, mas eu não esperava menos que isso, essa era a proposta da serie desde o início, crianças que se enfiavam em problemas complicados e arriscados até para adultos treinados, mas saiam ilesos justamente porque são especiais, são os melhores. Fala serio, os livros nunca foram realistas. São livros infantis pra fazer refletir sobre o mundo e sonhar alto.
Foi legal ver eles depois de grandes, até que gostei, mas fiquei querendo ler uma nova aventura com todos os 6 adultos.
E alguém me fala que o Crânio ta feliz, pelo amor...!
September 20, 2014
Acho que o livro é mais como uma carta de amor aos Karas. Tem toda aquela inocência e otimismo dos primeiros da série, e conta as origens do grupo e no que deu cada um. Pra gente que cresceu com essa turma, é uma viagem de nostalgia.
(fora que tem a resposta da pergunta que não quer calar: com quem a Magri resolve ficar.)
(fora que tem a resposta da pergunta que não quer calar: com quem a Magri resolve ficar.)
September 22, 2014
Is was a pleasure to read something from Pedro Bandeira again after more than 15 years!
Read
July 31, 2026Esse é o último livro da série Os Caras, lançado em 2014. A história começa com o protagonista, Miguel, que agora é adulto e está no seu gabinete, preparando-se para uma noite muito especial. Enquanto organiza seus documentos e envelopes, ele abre uma correspondência que já havia sido aberta antes, e encontra uma fotografia junto com um cartão que contém um código secreto a ser decifrado. Essa descoberta faz Miguel se lembrar da sua juventude, de quando era um adolescente no colégio Elite, e de seu grupo de amigos, conhecidos como Os Caras, uma sociedade secreta criada por eles para desvendar enigmas e propor aventuras.
Miguel então começa a relembrar seus amigos da época, que agora já estão adultos e se destacam em várias áreas. O primeiro a ser lembrado é o Crânio, que na adolescência era um gênio da matemática, capaz de resolver qualquer enigma com facilidade. Hoje, ele é um grande cientista dedicado a desenvolver mecanismos para reduzir a poluição e melhorar a qualidade de vida. Uma das histórias marcantes envolvendo o Crânio é a de um livro raro chamado "O Segredo de Florença". Na juventude, um colega, Denis, conseguiu o livro trocando um relógio antigo do avô, mas, ao perder o livro, ele o furtou da coleção do pai para devolver ao seu pai sem que ele descobrisse. O Crânio, com seu raciocínio brilhante, consegue prever toda a cadeia de eventos e revela ao Denis que ele foi o responsável pelo furto, fazendo-o devolver o livro de forma surpreendente.
Outro amigo importante é o Chumbinho, o mais novo do grupo, que na juventude mostrou muita coragem e lealdade. Uma cena marcante que Miguel lembra é quando um aluno gago chega ao colégio e sofre bullying dos mais velhos. Chumbinho, mesmo sendo pequeno, protege o colega, gaguejando e afrontando os colegas mais velhos, conquistando assim seu lugar no grupo.
Miguel também recorda de Magri, uma ginasta que, na adolescência, tinha uma postura justa e solidária. Quando uma adversária machucou-se durante uma competição, Magri fingiu torcer o tornozelo para não vencer de forma injusta, demonstrando sua integridade e humanidade. Atualmente, Magri é uma médica muito reconhecida, envolvida em ações humanitárias na África, o que deixa Miguel muito orgulhoso.
Outro personagem lembrado é Calu, que na juventude era um artista e hoje é um cineasta premiado internacionalmente. Uma história marcante dele foi quando subiu numa árvore antiga – uma jequibá centenária – para impedir sua derrubada, junto com Miguel, Magri e Crânio. Eles ficaram lá em cima até chegar uma ordem judicial para preservar a árvore, formando um grupo secreto chamado "Os Caras", que se reunia em um espaço escondido para criar códigos de comunicação, como o código de Morse, o código vermelho (substituição de vogais) e o código tênis polar, que era uma brincadeira de substituir as primeiras letras das palavras.
O grupo também enfrentou desafios, como ajudar um colega chamado Edson, um poeta excelente, que tinha dificuldades em matemática. Os Caras conseguiram uma reforma pedagógica no colégio para que ele pudesse continuar estudando sem ser expulso, demonstrando que eles tinham um espírito de solidariedade e justiça. Além disso, ajudaram a solucionar casos policiais com o Detetive Andrade, um personagem que também fazia parte das aventuras do grupo, como o caso do furto de um cílio (um assalto envolvendo suspeitas e investigações inteligentes).
Mais tarde, o grupo se envolve em uma missão internacional envolvendo a filha do presidente dos Estados Unidos, que é sequestrada. Nesse episódio, eles viajam para os Estados Unidos e, durante uma visita ao presidente, descobrem um atentado contra a vida dele: uma bomba escondida dentro de um buquê de flores, entregue por uma garotinha muda, surda e assustada. Com muita inteligência, eles conseguem proteger a criança, descobrir quem colocou a bomba e desmascarar um traidor no próprio grupo militar do presidente, que queria impedir o progresso do desarmamento nuclear. A garotinha, que se chamará Sher, passa por um processo de educação e, futuramente, se torna uma advogada de sucesso, uma personagem que simboliza esperança e superação.
Ao final, Miguel percebe que toda essa história de aventuras, coragem, amizade e inteligência foi uma parte fundamental da sua juventude e que, atualmente, ele é o novo presidente do Brasil. Ele se prepara para discursar na posse, cercado pelos seus amigos de infância, que agora estão ao seu lado como grandes homens de destaque.
A Droga da Amizade retrata uma história de amizade, coragem, solidariedade e inteligência, mostrando que os verdadeiros valores estão nas atitudes humanas e na força do grupo unido. A narrativa mistura aventura, humor e ensinamentos, reforçando que a amizade verdadeira supera qualquer desafio, seja ele de infância ou de grandes missões internacionais.
Miguel então começa a relembrar seus amigos da época, que agora já estão adultos e se destacam em várias áreas. O primeiro a ser lembrado é o Crânio, que na adolescência era um gênio da matemática, capaz de resolver qualquer enigma com facilidade. Hoje, ele é um grande cientista dedicado a desenvolver mecanismos para reduzir a poluição e melhorar a qualidade de vida. Uma das histórias marcantes envolvendo o Crânio é a de um livro raro chamado "O Segredo de Florença". Na juventude, um colega, Denis, conseguiu o livro trocando um relógio antigo do avô, mas, ao perder o livro, ele o furtou da coleção do pai para devolver ao seu pai sem que ele descobrisse. O Crânio, com seu raciocínio brilhante, consegue prever toda a cadeia de eventos e revela ao Denis que ele foi o responsável pelo furto, fazendo-o devolver o livro de forma surpreendente.
Outro amigo importante é o Chumbinho, o mais novo do grupo, que na juventude mostrou muita coragem e lealdade. Uma cena marcante que Miguel lembra é quando um aluno gago chega ao colégio e sofre bullying dos mais velhos. Chumbinho, mesmo sendo pequeno, protege o colega, gaguejando e afrontando os colegas mais velhos, conquistando assim seu lugar no grupo.
Miguel também recorda de Magri, uma ginasta que, na adolescência, tinha uma postura justa e solidária. Quando uma adversária machucou-se durante uma competição, Magri fingiu torcer o tornozelo para não vencer de forma injusta, demonstrando sua integridade e humanidade. Atualmente, Magri é uma médica muito reconhecida, envolvida em ações humanitárias na África, o que deixa Miguel muito orgulhoso.
Outro personagem lembrado é Calu, que na juventude era um artista e hoje é um cineasta premiado internacionalmente. Uma história marcante dele foi quando subiu numa árvore antiga – uma jequibá centenária – para impedir sua derrubada, junto com Miguel, Magri e Crânio. Eles ficaram lá em cima até chegar uma ordem judicial para preservar a árvore, formando um grupo secreto chamado "Os Caras", que se reunia em um espaço escondido para criar códigos de comunicação, como o código de Morse, o código vermelho (substituição de vogais) e o código tênis polar, que era uma brincadeira de substituir as primeiras letras das palavras.
O grupo também enfrentou desafios, como ajudar um colega chamado Edson, um poeta excelente, que tinha dificuldades em matemática. Os Caras conseguiram uma reforma pedagógica no colégio para que ele pudesse continuar estudando sem ser expulso, demonstrando que eles tinham um espírito de solidariedade e justiça. Além disso, ajudaram a solucionar casos policiais com o Detetive Andrade, um personagem que também fazia parte das aventuras do grupo, como o caso do furto de um cílio (um assalto envolvendo suspeitas e investigações inteligentes).
Mais tarde, o grupo se envolve em uma missão internacional envolvendo a filha do presidente dos Estados Unidos, que é sequestrada. Nesse episódio, eles viajam para os Estados Unidos e, durante uma visita ao presidente, descobrem um atentado contra a vida dele: uma bomba escondida dentro de um buquê de flores, entregue por uma garotinha muda, surda e assustada. Com muita inteligência, eles conseguem proteger a criança, descobrir quem colocou a bomba e desmascarar um traidor no próprio grupo militar do presidente, que queria impedir o progresso do desarmamento nuclear. A garotinha, que se chamará Sher, passa por um processo de educação e, futuramente, se torna uma advogada de sucesso, uma personagem que simboliza esperança e superação.
Ao final, Miguel percebe que toda essa história de aventuras, coragem, amizade e inteligência foi uma parte fundamental da sua juventude e que, atualmente, ele é o novo presidente do Brasil. Ele se prepara para discursar na posse, cercado pelos seus amigos de infância, que agora estão ao seu lado como grandes homens de destaque.
A Droga da Amizade retrata uma história de amizade, coragem, solidariedade e inteligência, mostrando que os verdadeiros valores estão nas atitudes humanas e na força do grupo unido. A narrativa mistura aventura, humor e ensinamentos, reforçando que a amizade verdadeira supera qualquer desafio, seja ele de infância ou de grandes missões internacionais.
July 27, 2023
Até o Superman tem a sua kryptonita, mas os Karas não.
Em A Droga da Amizade, Pedro Bandeira se supera ao tentar retratar os Karas como personagens perfeitos. Eles não apresentam vulnerabilidades como pessoas reais, o que é de fato uma pena, pois tais traços são vitais para o desenvolvimento de um senso de identificação e conexão entre o leitor e os personagens. Especialmente no contexto socioeconômico brasileiro que é marcado por uma disparidade social tão acentuada, os jovens protagonistas poderiam apresentar aderência maior à materialidade, ao invés de serem extirpados da realidade que os cercam.
Magri é excepcional em tudo o que se propõe a fazer. É linda, desejada por 3 dos Karas e por muitos outros garotos do Elite. É a melhor ginasta e, posteriormente, a melhor médica do mundo – sozinha foi capaz de reduzir à metade a taxa de mortalidade infatil na África. Calu é um ator lindo e perfeito que se torna o ganhador de um prêmio Oscar. Crânio é um gênio que ganhou um prêmio Nobel. Chumbinho é outro personagem que não se distingue muito de Crânio e se tornou um gênio da computação. Miguel, por sua vez, se tornou o presidente do Brasil. Fica claro em diversos momentos que Pedro Bandeira não aceita pessoas reais em seu restrito grupo, somente aqueles que conseguem atingir um determinado padrão de perfeição em termos de conquistas e habilidades.
Para o autor deste livro, se você quer ser um Kara, não basta ser uma menina bonita, tem que ser desejada por todos. Não basta ser uma boa médica, tem que reduzir a mortalidade infatil de todo um continente sozinha. Tampouco basta ser um bom ator, tem que ganhar o Oscar. Não basta ser um mero cientista, um autêntico Kara precisa ganhar o prêmio Nobel. Ser um excelente engenheiro da computação não é o bastante, tem que inventar o mais rápido processador do mundo, aquele que é capaz de realizar um "sestilhão de cálculos por segundo". Imagina se tornar um prefeito ou governador? Jamais. Se um Kara for se envolver na política ele vai ser o presidente do país.
Conquistas tão incríveis assim são de fato alcançáveis, porém de forma pulverizada na sociedade, ainda que dentro de um grupo privilegiado com acesso a oportunidades raras. No grupo dos Karas essas conquistas são a métrica na qual o autor se baseia para caracterizar e fundamentar todos os integrantes. Não por acaso, o único personagem recorrente que é descrito de maneira realista é o detetive Andrade; não por acaso também ele não é um Kara.
O capítulo da Peggy merece um parágrafo à parte, pois é de longe o pior que tive a oportunidade de ler na vida, dentre todos os livros não só desta saga. A passagem em que uma criança é testada com comida árabe beira o ridículo e o mau gosto. Tudo neste capítulo é descrito de forma obtusa e pueril.
Os livros dos Karas não se propõem a serem romances de fantasia, muito pelo contrário. Toda a narrativa se desenvolve e se apoia em elementos reais, como o Código Morse, e em dinâmicas sociais da realidade de um colégio de destaque voltado à elite financeira do Brasil. Nesse sentido, a perfeição dos protagonistas só serve para refletir um ideal de jovem brasileiro que não faz alusão a um sonho, mas blinda a história de sua potencial naturalidade e verossimilhança.
Pedro Bandeira perdeu a oportunidade de fazer um encerramento digno de uma saga que marcou a geração de muitos jovens. Uma grande decepção.
Em A Droga da Amizade, Pedro Bandeira se supera ao tentar retratar os Karas como personagens perfeitos. Eles não apresentam vulnerabilidades como pessoas reais, o que é de fato uma pena, pois tais traços são vitais para o desenvolvimento de um senso de identificação e conexão entre o leitor e os personagens. Especialmente no contexto socioeconômico brasileiro que é marcado por uma disparidade social tão acentuada, os jovens protagonistas poderiam apresentar aderência maior à materialidade, ao invés de serem extirpados da realidade que os cercam.
Magri é excepcional em tudo o que se propõe a fazer. É linda, desejada por 3 dos Karas e por muitos outros garotos do Elite. É a melhor ginasta e, posteriormente, a melhor médica do mundo – sozinha foi capaz de reduzir à metade a taxa de mortalidade infatil na África. Calu é um ator lindo e perfeito que se torna o ganhador de um prêmio Oscar. Crânio é um gênio que ganhou um prêmio Nobel. Chumbinho é outro personagem que não se distingue muito de Crânio e se tornou um gênio da computação. Miguel, por sua vez, se tornou o presidente do Brasil. Fica claro em diversos momentos que Pedro Bandeira não aceita pessoas reais em seu restrito grupo, somente aqueles que conseguem atingir um determinado padrão de perfeição em termos de conquistas e habilidades.
Para o autor deste livro, se você quer ser um Kara, não basta ser uma menina bonita, tem que ser desejada por todos. Não basta ser uma boa médica, tem que reduzir a mortalidade infatil de todo um continente sozinha. Tampouco basta ser um bom ator, tem que ganhar o Oscar. Não basta ser um mero cientista, um autêntico Kara precisa ganhar o prêmio Nobel. Ser um excelente engenheiro da computação não é o bastante, tem que inventar o mais rápido processador do mundo, aquele que é capaz de realizar um "sestilhão de cálculos por segundo". Imagina se tornar um prefeito ou governador? Jamais. Se um Kara for se envolver na política ele vai ser o presidente do país.
Conquistas tão incríveis assim são de fato alcançáveis, porém de forma pulverizada na sociedade, ainda que dentro de um grupo privilegiado com acesso a oportunidades raras. No grupo dos Karas essas conquistas são a métrica na qual o autor se baseia para caracterizar e fundamentar todos os integrantes. Não por acaso, o único personagem recorrente que é descrito de maneira realista é o detetive Andrade; não por acaso também ele não é um Kara.
O capítulo da Peggy merece um parágrafo à parte, pois é de longe o pior que tive a oportunidade de ler na vida, dentre todos os livros não só desta saga. A passagem em que uma criança é testada com comida árabe beira o ridículo e o mau gosto. Tudo neste capítulo é descrito de forma obtusa e pueril.
Os livros dos Karas não se propõem a serem romances de fantasia, muito pelo contrário. Toda a narrativa se desenvolve e se apoia em elementos reais, como o Código Morse, e em dinâmicas sociais da realidade de um colégio de destaque voltado à elite financeira do Brasil. Nesse sentido, a perfeição dos protagonistas só serve para refletir um ideal de jovem brasileiro que não faz alusão a um sonho, mas blinda a história de sua potencial naturalidade e verossimilhança.
Pedro Bandeira perdeu a oportunidade de fazer um encerramento digno de uma saga que marcou a geração de muitos jovens. Uma grande decepção.
This entire review has been hidden because of spoilers.
April 12, 2022
Diferente da maioria das pessoas da minha geração, eu não cresci acompanhando as aventuras dos Karas, só li os livros depois de adulta. Porém, tenho um carinho grande pela série, pois mesmo que eu não seja mais o público-alvo dessas histórias, enquanto eu as lia, senti uma sensação nostálgica muito gostosa, mesmo tendo algumas críticas. Eu li todos os livros em 2020, mas não achava A Droga da Amizade em lugar nenhum, até agora. O último livro da série Os Karas não tem uma história em si, mas acompanha as lembranças de Miguel de como ele conheceu e uniu os Karas. Apelando para a nostalgia dos leitores, Bandeira transforma o grupo em adultos na atualidade, o que não seria tão estranho se todos eles não tivessem se tornado pessoas extremamente importantes para o mundo. Não faz sentido e não tem o mesmo brilho dos livros anteriores. Se você espera um enredo mais parecido com as histórias que leu na infância, esse livro não será para você. Mas se você apenas sente saudade dos Karas e quer saber com quem a Magrí ficou no final das contas, vai poder aproveitar esse último livro, mesmo que ele não seja o melhor da série.
May 5, 2021
Nostalgia pura. Leitura de paradidáticos na escola.
September 10, 2023
Faz parte da minha infância, porém, não é tão bom quanto a Droga da Obediência. Explica bem a origem dos personagens.
February 29, 2024
Pedro Bandeira fechou com chave de ouro essa saga maravilhosa de livros. Só fiquei triste que todos se casaram ou tavam de namorico mas o Crânio continuou preso ao amor do passado aff
This entire review has been hidden because of spoilers.
August 8, 2025
Nossa, nostalgia incrível relembrar esse livro. Lembro que fiquei obcecada quando li. Minha professora de português, hoje minha madrinha, foi a responsável por me mostrar essa série.
December 20, 2015
So, seems like i've been waiting for this book for ages. One of my favorites of my youth. This book is not a new adventure, it is a prologue/epilogue, a book of memories of Miguel, the leader of the Karas. It was nice to know how they met and what happened to any of them after school. I found very pleased to know the destiny of all of them. Calu and Peggy, Miguel and Magrí. Crânio didn't get marry, and it feels a little bit sad.
But i loved each destiny. Calu as an actor, obviously. Peggy in Politics. Crânio as genius as he always was. Chumbinho as a computer prodigy. Magrí as a medical doctor. And Miguel... At first I thought he would had become an important lawyer or something, but the, obviously it could be different: president. :)
This book feels very nostalgic and warm. :)
But i loved each destiny. Calu as an actor, obviously. Peggy in Politics. Crânio as genius as he always was. Chumbinho as a computer prodigy. Magrí as a medical doctor. And Miguel... At first I thought he would had become an important lawyer or something, but the, obviously it could be different: president. :)
This book feels very nostalgic and warm. :)
January 6, 2015
Different from the other books of the series, there is no plot here. It is basically one more mature character, with a bunch of memories, recollecting and reliving stories. Something I did not like and since people considered presumptuous was the idea all the characters came to be Nobel prize or Oscar winners in a kind of modern fairy tale teleology of success, which nowadays even young people must think is false. Also, there is some politics involved but it is not clear to the reader what is the agenda, so one aspect that could be well explored was not.
February 11, 2015
Nostálgico, mas esperava um enredo mais semelhante aos livros da minha infância. Não deixa de ser uma leitura divertida e cheia de lembranças para quem desenvolveu o gosto pela leitura com os Karas há tantos anos.
December 19, 2014
Maravilhoso momento nostálgico revisitando as aventuras que li quando criança.
December 23, 2014
nostálgico, sim, mas um pouco... presunçoso.
March 7, 2020
Como eu Fasso pra ler esse livro?
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