Turvo-Nationalpark, Rio Grande do Sul, an der brasilianisch-argentinischen Grenze: Hier stoßen drei Frauen aufeinander, die gemeinsam aufgewachsen sind und deren Familien sich bis aufs Blut hassen: die Parkrangerin Chaya, ihre Cousine Preta, die Anführerin einer gefürchteten Gruppe von Jägerinnen und Schmugglern, und Olga, die Assistentin eines gierigen Kongressabgeordneten. Ein umstrittenes Bauprojekt, das das gesamte Ökosystem des Parks und der Bewohner in Gefahr bringt, sorgt für ein unerwartetes Wiedersehen der drei Frauen. Nach Jahrzehnte währenden Fehden müssen sie plötzlich für eine gemeinsame Zukunft ihrer Heimat kämpfen. Wer sie dabei immerzu begleitet: der Geist des Urahnen Sarampião, der den Nationalpark vielleicht nie verlassen hat …
Was muss geschehen, damit drei verfeindete Frauen zu Verbündeten werden? Die Stimmen des Yucumã erzählt mit der Wucht eines Wasserfalls von willensstarken Frauen, verfeindeten Familien und einem gemeinsamen Kampf um das Überleben der Natur.
Morgana Kretzmann nasceu na cidade de Tenente Portela, interior do Rio Grande do Sul, vive em São Paulo, é atriz, roteirista e produtora cultural, com prêmios nacionais e regionais. Também é formada em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal de Santa Catarina. Ao pó é seu romance de estreia.
O frescor de ler um livro como "Água turva" não tem preço! Esse é um thriller bem brasileiro, que tem como ponto central a disputa pela construção de uma hidroelétrica na divisa entre Brasil e Argentina — ameaçando a Mata Atlântica, as comunidades locais, uma grande área de conservação e diversas espécies animais.
Na trama, acompanhamos três mulheres: uma guarda florestal, uma contrabandista de animais e uma jornalista que trabalha para um deputado influente. Não há pessoas totalmente ingênuas e intocáveis aqui, mas com certeza há vilões e manipuladores que agem conforme seus interesses. Enquanto entendemos como as histórias delas se conectam, também lemos sobre o mar de corrupção e disputa política em que a hidroelétrica está mergulhada.
Para mim, foi quase impossível de largar. Capítulos curtos, diversos pontos de vista, flashbacks, segredos e a sensação de que tudo pode explodir a qualquer momento ajudaram bastante. Parei só pelos afazeres da rotina, porque a escrita voa. Precisei fazer um mapa de personagens para não me perder com tantos nomes e tantas ligações (há uma lista no começo do livro que ajuda bastante), e depois disso só fiquei mais engajado.
Uma obra que denuncia os horrores a que nossa fauna e flora são submetidos, e que honra aqueles que dão à vida (literalmente) pela protegê-las. E mesmo sendo fictícia, não é preciso ir longe na memória para encontrar histórias reais e muito parecidas no Brasil: Belo Monte, em Altamira, é um grande exemplo. Uma hidroelétrica que se abastece de um rio que passa metade do ano seco, que expulsou milhares de pessoas do seu lar e que ganhou vida em um governo de esquerda, mesmo sendo um plano da época da ditadura militar.
Pensar em conservação ambiental é pensar em política, é olhar para a ambição sem limites daqueles que sugam a terra como se ela fosse ilimitada. Protegê-la é também desalinhar o emaranhado da corrupção, das rachadinhas, das milícias, da troca de favores, das licitações fraudadas... e colocar a vida em jogo.
Precisamos de mais livros assim. Morgana fez um trabalho espetacular. Espero ver "Água turva" indicado a muitos prêmios literários!
Um ponto que merece reflexão é a dificuldade em identificar um protagonista claro. A narrativa parece vagar entre múltiplos protagonistas, deixando os leitores em busca de um fio condutor emocional. Seria Olga ou Chaya? Seria a Preta? Há motivações para cada uma se destacar e essas são deixadas pelo caminho. Essa falta de clareza resulta numa conexão frágil com a história, sem um ponto de referência sólido em meio ao emaranhado de tramas e subtramas.
Os diálogos de alguns personagens, que parecem não diferir, dão a impressão de que têm a mesma voz. Isso pode diminuir a autenticidade das interações e prejudicar a caracterização individual dos personagens, tornando-os menos distintos uns dos outros.
Além disso, as descrições de ações dentro do livro em certos capítulos parecem um roteiro para televisão (ao descrever direto e literalmente personagens e espaços). Certas ações parecem estar incompletas e afetam o ritmo da narrativa, como se dependessem de um guia visual (storyboard).
“Água Turva” tem momentos inspirados quando sai do cenário folclórico e adentra na trama política. Esses são breves e tem como inspiração os anos de governo bolsolini, ali encontraremos diversas “coincidências” com a realidade.
Sem decidir se corre para o lado fantástico, para o político ou para o familiar, “Água Turva” é um romance de fragmentos em que personagens de histórias distintas se cruzam e nunca chegam a ter seu próprio destaque.
3.5. When I first read about this book, the premise reminded me so much of another I had just read recently: The Home of the Drowned by Elin Anna Labba and translated by Elizabeth Clark Wessel. Both books center around a hydroelectric dam whose installation will result in the drowning of whole villages and communities. And while the Labba book was actually about the repeated drowning of a Sámi village, the Kretzmann more so uses the dam as a catalyst to tell a story about the history of two families whose past has been loaded with secrets, betrayal, and corruption that, at long last, is being brought to the light of day.
There are quite a few characters in this novel and I did need to refer to the family trees in the beginning to orient myself as the timeline moves from the present to the past and the reader gets to know the origins of decades long grudges and just how the present mess came to be. There’s a lot more action and plot here than I usually tend to go for but I did a good chunk of this book on audio and the story worked well in that format (but only after you establish who all of the characters are and their relationships to one another!).
The characters are perhaps not the most realistically drawn, it’s hard to give depth and multidimensionality to so many characters in so few pages, and even harder when the story is moving at a breakneck pace. So much of the book depends on the reader being invested and caring about the troubled history and dynamics between the families so it ends up being a bit of a fatal flaw for the reader to not end up really caring about the fate of any of them.
Kretzmann is raising awareness here about the need for environmental conservation in vulnerable ecosystems and highlighting political corruption along the border between Argentina and Brazil. Even if the execution is a bit muddled, it’s a worthy message and clearly a cause very close to the author’s heart.
O que me faz abandonar uma leitura? Nos últimos três anos, acho que abandonei só dois livros. Nunca parei pra refletir muito sobre os critérios, mas agora vou tentar, porque essa é a mais nova leitura abandonada.
1. Múltiplos protagonistas definitivamente não são o problema. Tanto que li vários livros assim no último ano, como Mata Doce e As Mortas. Neles, os autores conseguem construir algo coeso, mesmo diante de um aparente caos. Não foi o caso de Água Turva. Me perdi completamente e não consegui me conectar com nenhum personagem, e olha que persisti, fui até mais da metade do livro.
2. A linguagem técnico-jornalística também pesou bastante. Aqui é algo bem pessoal, porque já basta o meu trabalho, rsss. Em vários momentos me senti lendo um relatório ou uma descrição novelística dos eventos, e isso me deu muita agonia, porque eu fui com uma expectativa totalmente diferente.
3. O tema, obviamente, não foi o problema. Sou da área, então fui com o interesse de quem quer ler livros com pauta ambiental. Mas Os Malaquias me intrigou muito mais quando o assunto é impacto de hidrelétricas no modo de vida. Água Turva ficou truncado. Vi um leitor que descreveu como “cru”, mas caramba kkkkk, eufemismo, né? Tudo é fragmentado e nada parece colado de um jeito que consiga fluir bem.
4. Achei os paralelos com o desmonte das políticas ambientais no governo do bolsolixo muito forçados. Não sei se é porque estou contemporânea demais dessa leitura, se talvez ela envelheça bem, ou se ganhou prêmio justamente por fazer esses paralelos. Mas aí, gente, preguiça. Eu sei que foi um lixo, mas tudo muito escrachado. Não senti subjetividade nenhuma. Até as cenas de corrupção por trás da construção da hidrelétrica foram escritas de um jeito que parece ter saído direto de um relatório da Transparência Internacional. Fiquei muito triste de ler a palavra “Excel” num livro kkkkk.
5. Acho que o momento decisivo pra largar foi quando comecei a virar as páginas rápido, quase numa leitura dinâmica, porque eu já não tava mais aguentando. Foram muitos dias insistindo, tentando achar um sentido e não conseguindo. Depois de folhear algumas páginas, olhei pro teto e pensei: sou obrigada? Não.
Um thriller ecológico em uma unidade de conservação real, o Parque Estadual do Turvo no município de Derrubadas-RS, que tece uma narrativa intensa entre realidade e uma ficção com personagens cativantes.
Recomendo d+ a leitura enredo com ritmo alucinante, encantados e várias aparições de exemplares típicos da fauna e da flora. Uma leitura rápida e gostosa, além de trazer a tona temas importantíssimos para o Brasil atual, como a conservação de ambientes naturais e a pressão política pelo desmatamento.
Environmental fiction meets speculative mystery thriller - Yes, please. The Red Earth is is winding novel set on the border of Brazil and Argentina and the scandal-ridden offices of the Brazilian government. Told through multiple perspectives across about 60 years, we follow one family's deep connection to the earth and their intertwined fate with another family driven by a violent need to survive. At times, the narrative can be hard to follow with the section or chapter listing one date only to skip to the future or the past with very little warning.
The writing is mostly factual with short sentences that give you a lot of sequential detail about what is happening. This changes when we get to descriptions of the land which are descriptive and lush even down to explanations on how the vegetation smelled.
If you're here for family drama and self-serving politicians, there is no shortage of each. Thankfully there is a family tree. Reference it often to keep track of who is who and where they fall in relationship to the grandfather and great hero of the novel. Everything revolves around respecting this man yet aside from understanding his love for the protected land, the endangered jaguar, and devotion to his family - we're left to wonder quite a bit about him.
My only harsh criticism is twofold. First: several moments in the novel are contrived and absolutely written with a movie deal in mind. The advantage is that the reader can clearly imagine the scene exactly as the author/translator intended, The disadvantage is that it feels like something I've watched on TV more than once. Second: It took so long to get to the reason behind everyone's anger. The multiple mistakes leads to a meaningful message about no one being perfect and essential themes of forgiveness but after the mistakes and incidences being alluded to so vaguely so many times, I was tired and just wanted to know what everyone did that was so wrong.
Be mindful of many potential triggers - animal violence, workplace harassment, assault, child neglect, physical abuse.
Overall, I enjoyed this. I was never bored or disinterested and I would recommend it to others.
Finalmente!!! Já estamos em maio e até então eu não tinha feito nenhuma leitura capaz de me tocar de verdade neste ano. Que bom que Água Turva conseguiu. Amei o recurso dos flashbacks e todo entrelaçamento das histórias do livro. Gostei muito de ter lido uma história que se passa aqui no RS, ainda mais pelo turvo ser um parque tão importante pro estado mas que infelizmente é pouco conhecido e valorizado por nós. As questões culturais da região fronteiriça também me interessaram muito. É muito bacana ler um livro sobre personagens gaúchos sem ser uma história que ou se passa em Porto Alegre ou é um conto regionalista.
A história pode ser ficcional, mas que já tentaram construir hidrelétrica em ambientes importantes pra nossa biodiversidade, isso já tentaram. Acho que estar dentro da biologia e saber um pouco mais sobre essa temática também fez com que eu me sentisse mais envolvida na história. Espero que esse livro ajude mais pessoas a pelo menos começarem a se interessar um pouco mais essa temática ambiental.
Outra coisa que eu percebi: a pandemia é mencionada no livro. Eu acho que é a primeira vez que a pandemia é citada em algum livro que eu leio. E olha que já li vários contemporâneos…
Gostei também de toda mítica envolvendo o Sarampiao. Acho que deu um tom muito bonito pro livro. A visão de quem vive na cidade sempre vai ser diferente da de quem vive em áreas naturais e gostei dos contrastes que foram apresentados aqui também.
Ansiosa pra discutir esse amanha no clube do livro!!
Um trilher muito bom! De fato, a cada pagima que passa você fica mais curioso para saber o que vai acontecer. A escrita é muito envolvente e fluída. Tudo isso enroscado no contexto da política brasileira é muito melhor. No entanto, achei qud a história por trás do Sarampião ficou muito mal explicada e sem sentido, mesmo sendo um fator de extrema importancia para o livro. Além disso, os personagens soam superficiais, o livro poderia ser um pouco maior para adentrar na história dos principais
O livro traz um tema necessário. Por isso dei algumas estrelas. Mas fora o tema, tudo é muito ruim e superficial. O texto é fraco, não imersivo, e as personagens são apresentadas de modo superficial. Se a autora voltasse ao livro para trabalhar a forma de caracterizar o ambiente, as ações, as personagens, a magia do Parque, seria um grande livro. Mas parece que a autora queria colocar um ritmo urgente e o leitor mais experiente fica assim com essa sensação que queria ver mais para se sentir lá no Parque, lutando por ele, pela onça pintada e contra os corruptos.
Fiquei com bode por conta de alguns problemas básicos de continuidade (em um momento o narrador comenta que o Tales não perdoará a Olga por ser a responsável por colocar o Enrico na prisão, depois o Enrico morre sem que isso aconteça?). Achei os flashbacks confusos e pouco ilustrativos. Personagens flertam com uma profundidade que inexiste e acabam em um arco ou de condenação ou de redenção. Parecia promissor mas no final foi bobo. Perda de tempo.
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Os segredos que prometem revirar a história inteira são anti-climáticos. A história inteira é contada em torno desses segredos que prometem mudar tudo na vida das personagens quando forem revelados e aí, no fim das contas, acaba que não têm nada que seja de fato chocante. Pelo menos para quem lê. Uma história com um enredo muito interessante, mas, como diversas outras avaliações aqui disseram, talvez funcionasse melhor enquanto peça audiovisual.
Provavelmente a primeira coisa a ser dita sobre Água Turva de Morgana Kretzmann é que não é um livro mal escrito ou descuidado. Alguns detalhes técnicos e informações dão conta de uma boa pesquisa e conhecimento dos temas em que o romance se debruça. A leitura é relativamente fluída, apesar de algumas escolhas da autora tornarem a narrativa um tanto truncada e confusa. Um das integrantes do clube de leitura para o qual li esse livro tinha comentado do caráter meio que roteirizado da obra e sou obrigado a concordar. A impressão é que a narrativa foi pensada como algo para ser filmado, o que não seria em si um problema se fosse acrescida dos elementos acessórios para lhe dar sentido. Agua Turva com a escalação de elenco adequada provavelmente daria um filme muito bom. Como romance porém, pode não funcionar muito bem para leitores mais implicantes. Personagens podem ter atitudes e reações absurdas desde de que sua construção justifique e prepare o leitor para aceitar o absurdo de suas ações. Kretzmann está tão preocupada com o óbvio viés político de sua narrativa e da denúncia que deseja fazer que se esquece de que mais importante do que as atitudes dos personagens é o porquê são executadas. Na real só temos um personagem cujas ações são totalmente legítimas e compreensíveis, mesmo que erradas. Os capítulos em flashback não dão conta de preencher as lacunas para compreendermos a personalidade das protagonistas. Muito menos para que sintamos simpatia e nos importemos com elas. Além disso a autora pretende construir uma mística em torno do lugar, mas novamente não nos fornece elementos suficientes para compreender tal mística. São elementos incômodos, mas que podem ser relevados e a depender do leitor talvez até passem desapercebidos. Porém, existe pelo menos uma escolha narrativa infeliz e desnecessária, quando a autora resolve comentar sobre a orientação sexual de uma personagem, mas o faz de forma desastrosa e estereotipada. Aliás a construção dessa personagem é permeada de escolhas infelizes, atitudes e falas despropositadas, que sob a luz da revelação de sua sexualidade só pioram. A autora quis ser inclusiva e meteu os pés pelas mãos. Como comentei a obra possuí um viés político muito claro e a meu ver ingênuo. Que a autora tenha suas preferências políticas, ok, mas que pretenda que somente um dos lados do espectro seja corruptível no que respeita a questão ambiental é de uma ingenuidade ou de uma cegueira irritante. Belo Monte mandou lembranças. Temos um maniqueísmo político e até mesmo por gênero na obra que é bastante questionável. Em suma Água Turva de Morgana Kretzmann é um livro bem intencionado, tem uma mensagem relevante, mas peca por estar mais preocupado em militar do que em contar sua história e deixar o leitor captar a denúncia implícita. Novamente, devidamente roteirizado e com um bom elenco seria um filme muito bom.
On the Brazil-Argentina border lies Turvo State Park, home to the dramatic Yucumã Falls on the Uruguai River. Guarding this ecosystem from the predations of poachers and developers is park ranger Chaya, whose beloved great-grandfather, Sarampião, mysteriously disappeared (or was murdered; it’s not clear) in 1957 while trying to protect a jaguar from illegal hunters. Across the river in Argentina lives Chaya’s estranged cousin, Preta, who heads an outlaw band of poachers and smugglers. Meanwhile, Olga, working as a press liaison for a corrupt and sexist state legislator, returns to her hometown to present the government’s case for a hydroelectric dam to be built in the region. The three women’s paths soon converge when Olga realizes she can scuttle the much-opposed project if she can provide evidence of government corruption. But she needs Chaya and Preta’s help. Brazilian author Kretzmann’s first novel to be published in English is a disjointed and muddled read that can’t decide whether it is an eco-thriller or a family drama with a hint of magical realism. Without more detailed political and social context (that the translator’s notes will hopefully provide), most American readers will simply be confused. A major factor is the author’s decision to jump back and forth in time, skipping generations, so occasionally the reader couldn’t figure out who is who and how they are related to each other, despite the family genealogy provided at the beginning of the book. As a result, the three protagonists are flatly drawn, and the reader doesn’t much care why they are so angry with each other. The ending also felt very rushed and patched together. A shame because the novel raises some timely and important issues.
This was very promising at first, but too many flaws spoiled my reading experience.
The main issue was the sheer number of protagonists. It was often difficult to understand what was happening between them or even remember who was who. I don't think the problem was the large cast itself, as I've read many novels with dozens of characters and had no trouble following their relationships. Rather, I felt the author failed to create enough cohesion to keep the reader oriented. In fact, it took me more than half the book to fully grasp how everyone was connected. To my relief, I discovered that many other readers had the same experience. The structure, with its frequent flashbacks, probably didn't help either.
The technical, almost journalistic writing style was another major drawback for me. Every chapter opens like a camera establishing a scene, with economical, restrained, documentary-like prose that often made me feel as though I were reading a report. The scene-setting is clear and effective, but the narrator remains outside the characters' emotions, leaving little room for psychological depth.
What I appreciated most was the exploration of environmental issues within the context of Brazilian politics and corruption. The impact of hydroelectric dams on people's lives was particularly interesting. The novel also features several strong female characters, which I appreciated. Unfortunately, I never became emotionally invested in them (or fully grasped their dynamics?) which made many of the dramatic moments fall often flat for me. Unfortunately, even these compelling themes couldn't make up for the novel's other shortcomings. I also found Sarampião's backstory underdeveloped and confusing, despite its importance to the plot.
A novel that starts strongly but, in my opinion, ultimately fails to hold together because of its lack of cohesion, confusing character dynamics, and a writing style that never quite makes you care about the characters.
"Água Turva" é um daqueles thrillers de tirar o fôlego, com uma trama intensa que exala o espírito do Brasil. Morgana Kretzmann cria uma narrativa original ao abordar o conflito ambiental em torno da construção de uma hidrelétrica na fronteira entre Brasil e Argentina. A obra destaca os interesses políticos corruptos que impulsionam o projeto, colocando em risco o Parque Estadual do Rio Turvo, no Rio Grande do Sul—um dos últimos refúgios da onça-pintada e lar da espetacular cachoeira Yucumã, uma das maiores quedas d'água do mundo.
Nesta história, três mulheres têm seus destinos entrelaçados: Chaya, uma guarda florestal que vê sua profissão como uma missão herdada dos ancestrais; Olga, uma jornalista que busca redenção para seu passado; e Preta, líder de uma comunidade de nativos estigmatizados, que atua nas "margens" da sociedade. A narrativa politiza o debate ambiental ao trazê-lo pela perspectiva dessas personagens femininas, onde força e afeto se entrelaçam em cada conflito, unindo rivais em uma aliança inesperada pelo bem comum.
Gostei do livro, é uma leitura fluida e simples. Contudo, senti que faltou desenvolvimento dos personagens e que só aqueles estritamente necessários foram bem desenvolvidos, como as três protagonistas da história. Isso acaba influenciando no final, quando o Leon atira na Chaya. Ela teve um arco bem construído desde a infância o que nos leva a ver ela como uma mulher forte e destemida. Enquanto ele aparece em momentos pontuais, só sabemos que o pai dele foi morto e ele tem esse desejo por vingança. Fora isso, não chegamos nem a ver ele matar alguém antes do embate com Chaya, o que dificultou que eu acreditasse que ela teria “perdido” para esse adolescente. No fim, achei que a autora forçou essa situação para ter a comparação do legado da Chaya com o do bisavô Sarampião. As alterações na linha do tempo são confusas e, por vezes, eu me perdia na época em que estava acontecendo a história, mas nada que dificultasse muito a leitura.
• 3,5 :D
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Dieses Buch war mein erster Fund auf meiner Global Book Crawl Tour – und gleich ein Volltreffer. Südamerika ist zugegebenermassen bisher ein blinder Fleck in meinem Leseverhalten, aber dieses Buch hat mich sofort wegen der starken, komplexen Frauenfiguren angesprochen.
Genretechnisch ist der Roman kaum einzuordnen – und genau das macht seinen Reiz aus. Er vereint mystische Elemente mit Polit-Thriller-Spannung und erzählt gleichzeitig eine sehr geerdete Geschichte über Familienkonflikte, Versöhnung und die Kraft weiblicher Solidarität. Die Natur spielt dabei nicht nur Kulisse, sondern eine zentrale Rolle.
Besonders beeindruckt hat mich, wie viel die Autorin thematisiert, ohne dass es überfrachtet wirkt: koloniale Grenzziehungen, Korruption, Umweltzerstörung, Sexismus, familiäre Loyalität und Marginalisierung.
Ein kraftvoller, ungewöhnlicher Roman, der viel will – und davon auch einiges erreicht.
Começou bem e me vi lendo super rápido o livro. A escrita da autora te pega. Mas chegando ao final fui percebendo muitas incoerências nas personagens e uma pressa para resolver a historia que enfraqueceu demais o livro. Fiquei super irritada por não entender uma das resoluções de mistério, o que afinal aconteceu com o Sarampião? Li umas 10 vezes a passagem em que contam o que aconteceu e não entendi, afinal. Me senti burra e isso não é legal.
O livro parece ter sido escrito pra virar filme/série. Agora torço pra que o façam pra eu entender direito a história.
O enredo é interessante e só. Saio com sentimento de frustração.
Li Água Turva por indicação de uma amiga que tinha amado o livro e me falou com tanto entusiasmo que eu precisava ler. Mas, para minha surpresa, o livro não me pegou. E isso pode ser uma experiência muito pessoal, já que vi muitas pessoas elogiando o livro e gostando dele. Mas, pra mim, o livro acabou sendo superficial. Senti falta de uma maior profundidade psicológica dos personagens e acabei não me conectando muito com eles. As sequências de cenas da trama, apesar de terem um lúdico muito bem desenhado, acabaram ficando rasas para mim, e por isso a história não me impactou tanto quanto eu esperava.
This is a fast paced and emotional book centered around generational family myths and current day corrupt politics. I really loved the insight to all sides and how they have to work for conservation together.
The characters are all well fleshed out and easily connected to, easy to view things from their POV.
The book opens with family members on opposing sides of a community, and as the story is told we get pieces of context from the past that led them to present day. Government officials want to build a dam that will potentially flood an entire conservation area where the last jaguars of Brasilia live.
Will they make amends and work together in the end or pull further apart?
Narrativa muito interessante, pra contar a relação de personagens a partir do espaço, que é fixo (cenário parque do rio turvo), mas se movendo pelo tempo. História sobre mulheres fortes e suas tragédias, que inspira, me sendo interessante o drama mais realista da personagem Olga. Ponto negativo, alguns muitos momentos novelescos.
Thriller ecológico muito bem desenvolvido e amarrado, personagens femininas fortes e complexas, trama familiar de gerações, se lê como um filme. Gostei de ler uma narrativa ambientada numa região de interesse ambiental do meu estado cuja história eu desconhecia. A partir de um certo ponto é impossível de largar, fiquei vidrada no livro.
This book was not for me, though I think it might have been the audiobook. When listening to this audiobook there were parts I was enjoying but there were others that felt like disjointed thoughts. I wanted to like it more but I had a hard time connecting to the story. I think I would try the book again not in audio book. Though I also wonder it it had to do with the translation.
Incroyable ! Un peu compliqué pour suivre qui est qui mais avec l’index du début de livre c’est facile de se retrouver. Pleins de rebondissements, entre secrets de famille et enjeux environnementaux au Brésil ce livre m’a captivée !
Água Turva traz uma história sobre disputa de território, questões ambientais, políticas e econômicas. No início os nomes e a genealogia exigem atenção, mas depois de uns 25% do livro a leitura flui muito melhor. Bem escrito, rápido, passa uma mensagem certeira. Uma boa leitura.