Uma obra divertida que combina imaginação científica e crítica à sociedade americana. Um projeto grandioso dos EUA - por ironia pura - é liderado por um clube de artilheiros, que agem como se demonstração de força e prestígio nacional fossem a razão de viver. O autor parece ironizar essa prepotência ao retratar personagens movidos pela vaidade e pelo espetáculo.
A história também expõe uma relação inquietante entre ciência e colonialismo. A construção do gigantesco canhão, símbolo da dominação tecnológica, é apresentada como uma extensão da lógica colonial, agora voltada para o espaço.