O intuito deste livro é propor um diálogo em torno das relações afetivas contemporâneas e de suas intersecções com raça, gênero e sexualidade, promovendo um debate mais acessível e democrático em torno dos assuntos monogamia e não monogamia. O livro passeia por questões como o papel da “raça” atua na forma como o amor é visto e praticado e como dinâmicas de poder e opressão são reproduzidas em relacionamentos amorosos em geral. Além disso, explora as lutas e desafios enfrentados por pessoas não monogâmicas em relação à aceitação e à compreensão por parte da sociedade, incluindo a falta de representação na mídia e na cultura popular.
Conheço us autores de outros trabalhos e conteúdos pelas internetas e fico feliz em ver que se aprofundaram bastante e trouxeram algo diferente aqui.
As duas pessoas pesquisadoras trouxeram uma perspectiva muito interessante sobre como o amor romântico é idealizado e comercializado pra ser enfiado goela abaixo na cultura através das músicas - e aqui utilizado o sertanejo, ritmo mais popular nos streamings, algo que já foi mencionado no outro livro de Rhuann Fernandes.
Pra depois inverter lógicas e narrativas pra mostrar o que é Não Monogamia de fato. Trazer as diferentes formas que pode ser praticado, discutido e vivenciado. Para chegar em uma terceira parte onde brilham.
A mistura de pesquisa sociológica, impressões dus autores e os relatos das pessoas entrevistadas faz todos os assuntos trabalhados na parte anterior do livro ganhar mais vida e tocar em assuntos espinhosos como culpa - algo que Andreone está falando bastante em seu podcast atualmente, ciúme e medo de abandono. Sem deixar de mostrar as marcas de diferenças sociais como classe, raça, gênero e sexualidade.
Há alguns erros de revisão, principalmente na parte final, mas nada que tire o brilho desse livro e seu conteúdo.